quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Emilio Terraza - Passou Por Aqui

Maestro Emílio Terraza

  • Passou por Teresina, por volta de 1973 o maestro agentino naturalizado brasileiro Emilio Terraza. O renomado maestro, compositor erudito e pianista veio para nossa cidade afim de integrar-se a equipe coordenada pelo maestro Reginaldo Carvalho no recém criado CEPI - Centro de Pesquisas Interdisciplinares.

O maestro Terraza além de desenvolver suas atividades no CEPI ao lado do maestro Reginaldo, também criou e equipou na UFPI, com apoio do então Reitor Camilo Filho, um setor de artes com o objetivo de atender a comunidade não universitária em seu campus da Ininga. Ali diversos cursos de artes foram ministrados nas aréas de música, plasticas e cênica.

Essa iniciativa do maestro Terraza foi fundamental para a posterior criação do curso de Educação Artistica que se efetivou com o vestibular de 1976.

Alguns anos depois, por motivos pessoais o maestro Terraza teve que retornar a Brasilia. No entanto deixou um cronograma de atividades a serem desenvolvidos pela pró-reitoria de administração e de planejamento da UFPI, junto ao setor de artes, que deu continuidade ao seu trabalho.

  • No Piauí, a história acadêmica do ensino da música tem um de seus principais marcos fundantes na implantação do Projeto Piauí, alavancado pelo então Governador do Estado Alberto Tavares Silva no início da década de 1970. É a partir das atividades promovidas pelo Projeto Piauí e com a decisiva atuação de professores de renome nacional que atenderam ao convite do Governador – como: Reginaldo Carvalho, Emílio Terraza, Carlos Galvão e Emmanuel Coelho – é que surgiram as Licenciaturas Curtas na área de Arte e, posteriormente, em 1977, nasceu a Licenciatura Plena em Educação Artística, na UFPI.

SOBRE EMÍLIO TERRAZA:

Emílio Terraza, argentino de Bahia Blanca, residindo no Brasil desde 1959, naturalizado brasileiro, tem sua formação musical em piano, composição e regência, tendo estudado em Buenos Aires, Rio de Janeiro e Paris.

  • Tem intensa atividade junto aos mais diversos campos de atuação tendo sido regente da Orquestra Sinfônica da Universidade de Rio de Janeiro (1959-1964), Conselheiro da Ordem dos Músicos (1962-1968), elaborador de uma estrutura curricular e coordenador do curso de formação de professores do Instituto Villa-Lobos do Rio de Janeiro (1966-1969), professor de música da Universidade de Brasília (1969-1972 e 1975-1993), organizador e coordenador do departamento de artes da Universidade do Piauí (1973/1975).
  • Oficina de Música, criação sua como disciplina e abordagem musical, é uma de suas atividades que desperta interesse no Brasil e no Exterior, motivo pelo qual foi frequentemente convidado a ministrar palestras a respeito. Suas composições recebem a denominação M(úsica) ao invés do tradicional op.(opus). Teve músicas suas representadas nas Bienais de Música Contemporânea do RJ, da 8ª à 12ª.
  • Desde 1968 participou de praticamente todos os encontros de compositores e seminários de educação artística, nacionais e internacionais realizados, e se apresentando diversas vezes como pianista, sobretudo na execução de suas próprias composições. Seu catálogo de obras foi editado pelo Itamaraty. Está aposentado de suas atividades docentes desde 1993.

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