quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Arte e Política!


  • Como falar de arte e cultura em um Estado onde prioridades básicas para a vida de seu povo são negligenciadas? Um estado onde o ideal esta distante de acontecer e a dura realidade tão próxima.
A história sempre mostrou que a arte e a política continuam com os mesmos embates. No século XIX, os teatros e salas de concerto eram freqüentados pelos nobres. Porém, classes menos favorecidas não tinham o mesmo acesso. Nos dias atuais, percebemos que pouca coisa mudou no tratamento da cultura como uma das necessidade humana.

No estado do Piauí a quantidade de artistas que vivem e se dedicam a arte é grande, a ponto de se perceber um número cada vez mais crescente de grupos que se formam para atuarem nos diversos segmentos culturais.
Pois bem, justamente neste momento, quando esperavamos uma maior valorização politica para a arte e a cultura de uma forma geral, eis que surge a noticia da extinção do único órgão público responsável pelas políticas culturais do nosso Estado.
  • Não que tudo estivesse bem por lá, as bandas de músicas tradicionais por exemplo foram esquecidas nesta administração, mas, extinguir a FUNDAC é um retrocesso. A quem pode interessar a falência da arte?
A arte tem caminhos a serem trilhados e o deve ser consciente. Menosprezar os artistas, mostra o quanto o nosso sistema de Educação está distante da Cultura. A Cultura que vem antes do “aletramento”, seja da criança ou do adulto que não teve condições sociais de aprendizado em tempo.

Prevalece a velha compreensão política brasileira: os equipamentos públicos seguem uma ordem de prioridades necessária para a vida do povo. Primeiro vem a barriga, depois a moradia. A cultura é artigo de terceira necessidade.
  • Esta é uma política que valoriza o corpo e esquece a mente. Onde está a Emoção?
Precisamos de políticos que coloquem na agenda o compromisso de acompanhar ou contratar “Técnicos e Gestores em Cultura” em suas assessorias, para assim direcionarem algumas leis de amplitude em favor de nossos municípios e mudar o cenário de investimento da cultura em favor dos fazedores de arte.
  • As estradas e ruas esburacam facilmente, com ou sem chuva, mas a Arte, a mais simples que fale de um povo e da sua cultura, atravessa gerações e tem significado que poderá dizer o quanto a sua comunidade foi valorizada pelos gestores públicos através dos nossos impostos.
A nossa cultura, embora muito rica, está sempre empobrecida!

Atualizando em 05/02/2011Após resolvido os boatos, dúvidas e rumores sobre a permanecia da FUNDAC cumprindo o seu papel de orgão público gestor das politicas culturais do estado do Piauí a qual o texto se refere, atualizamos a postagem utilizando um Documentário da TV Zumbido que foi produzido na posse da atriz Bid Lima como presidente do orgão.

3 comentários:

  1. Inferiormente...época medieval...é assim!...ainda vivemos mergulhados no atraso, não do conhecimento nem do talento, mas tentando acompanhar com os olhos na internet e nas viagens que ralizamos a política cultural de sucesso que já é realidade no mundo. O músico é um ser que nasceu para ser contemplado, porque o tempo todo ele desenha a beleza de um mundo mais moderno, então ele viver no atraso soa uma metáfora rídicula...fora! aos que se dizem artitas e quando ocupam um cargo público esquecem a profissão(falta de ética e de vergonha na cara)...

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  2. Devo acrescentar que este retrocesso que atende interesses pessoais (pois a política ainda é levada como coisa pessoal) leva o artista a não saber a quem se dirigir quando o assunto for política cultural estadual. Creio que evolução é quando um mecanismo se desfaz, ele dá lugar a outros mecanismos vivos independente. Só aqui temos este efeito Big Ben azavessas. Temos que lamentar e torcer por mais manifestações abertas como a sua.

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  3. A reforma administrativa feita pelo Governo do Piauí não mexeu nas atribuições da FUNDAC, que era o motivo de nossa preocupação nesse post.

    Esperavamos agora por parte do governo uma maior valorização politica para a arte e a cultura de uma forma geral.

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