terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Para Todos: Bons e Baratos



  • Primeiro eles resolveram o problema da lei do mais forte baseado na estatura física: Inventaram a pólvora e todos tornaram-se iguais perante a estatura e diferentes mediante o poder de fogo. Agora, ao fabricar instrumentos musicais e vendê-los a baixo custo em todos os mercados do planeta, eles resolvem o problema de acesso da população de baixa renda ao mundo sonoro dos instrumentos musicais.

É notório entre os consumidores que hoje existem uma grande oferta de instrumentos musicais (cordas, sopro, percussão e eletrônicos), disponíveis nas lojas do gênero. São diversas marcas novas expostas nas lojas: Michael, dovi, shelter, etc. Não importa o quão europeu ou americano seus nomes soem; eles tem uma origem em comum: made in China.

Até bem pouco tempo atrás, mais ou menos uns 5 a 10 anos, existia um certo dissabor quando mencionava-se a origem de um instrumento musical como Chinês. Hoje, após praticamente o núcleo de produção da Lutheria mundial ter deslocado-se das tradições Européias para a China esse conceito mudou radicalmente.

  • Nos últimos anos o mercado mundial de instrumentos musicais foi tomado de assalto, principalmente quanto aos instrumentos especiais para alunos no nível elementar – graças a uma combinação de uma série de melhorias na qualidade, bem como os baixos preços de venda.

Saxofone Tenor chinês importado - demostração

De fato, a importação e comércio de instrumentos chineses se tornou um negócio tão amplo, que é praticamente impossível dizer todos as marcas sob as quais os mesmos são vendidos. Vários destes instrumentos saem da China sem uma marca; e os distribuidores e lojas colocam uma marca nele que sugestionem sua origem.

Algumas lojas se dão ao trabalho de customização do instrumento. Algumas irão comprá-los e terão todo o trabalho de envernizá-los e regulá-los. Outras irão harmonizá-los. E outras simplesmente farão a aplicação de uma etiqueta e instalarão as cordas. Uma vez que tais etiquetas estejam no lugar; será virtualmente impossível rastrear sua origem.

  • Existem muitos Luthiers que costumam importar o instrumento cru da China e fazem o acabamento em seus próprios Ateliês. Esta prática permite por exemplo, que um Luthier na Alemanha afirme que a origem de tal instrumento é Alemã, visto que 40% do trabalho – o mínimo legal – é feito lá.
Guitarra modelo Gilbson importada da China

Para os consumidores e negociadores que se dão ao trabalho de identificar a origem de seus instrumentos, a profusão – e confusão – de nomes e marcas se tornam um verdadeiro desafio. Por sorte, colocando-se no papel as estatísticas quanto a qualidade destes instrumentos percebe-se que a qualidade dos mesmos é boa, especialmente quando falamos de instrumentos que apresentam um nível para estudos.

A Mudança.

Não muito tempo atrás, os instrumentos Chineses ganharam a reputação de instrumentos que não eram muito melhores do que lenha para fogueira. O enorme aumento da qualidade deles é um exemplo claro de como o advento da economia de livre mercado bem como a globalização na China, mudou tanto a industria Chinesa e o comércio ocidental.

  • No passado, as fábricas de instrumentos na China eram dirigidas e controladas pelo Partido Comunista, que, como é de se imaginar, não entendem nada de instrumentos musicais. Por isto a qualidade tão pobre da produção inicial, anos atrás.

No entanto, com a abertura do mercado bem como as reformas políticas e econômicas do país, tais empresas foram obrigadas a se adequar e começar a gerar lucro – imposto pelo governo – até o ano 2003. Tal mudança se deu de uma maneira impressionante tanto na qualidade bem como com os preços acessiveis. Eles iniciaram uma escalada na qualidade de seu produto e conseguiram manter os preços bastante baixos. Para os estudantes iniciantes é a melhor opção, pois você pode comprar instrumentos tão bons quanto os Europeus, por algumas centenas de dólares.”

A aceitação dos instrumentos chineses tem se tornado cada vez maior de maneira consistente; um fato novo que está afetando a todos os fabricantes, mas que também está mostrando resultados benéficos em uma nova geração de aspirantes a estudar um instrumentos musical. Existem poucas dúvidas que em um médio período de tempo, esta boa qualidade irá também se estender para instrumentos para estudantes médios e avançados.

  • Por causa da existência dos instrumentos chineses bons e baratos, o numero de jovens que iniciam seus estudos em um instrumento musical, tem se multiplicado nos últimos anos.

Um comentário:

  1. Não concordo quanto à qualidade dos instrumentos chineses. O tempo passou as técnicas de produção podem ter melhorado (não graças à saída do Partido Comunista da chefia das fábricas) mas por um MÍNIMO de qualidade para se vender um instrumento com um nome como Fender. Os materiais são de péssima qualidade, veja guitarras de compensado e com partes elétricas sofríveis. Finalmente sempre fui contra este estigma de que os principiantes deveriam usar instrumentos de qualidade inferior. Pelo contrário, para "treinar" o ouvido e educá-lo o instrumento tem que ser bom e que mantenha uma afinação por todo o seu corpo. Já vi casos de pessoas desistirem de tocar um instrumento por achar que não conseguiam tocar e , na realidade o instrumento por ser de qualidade inferior era afinado numa parte e desafinado em outra...fora teclas duras, tensões altas, timbres horríveis em pratos etc. Qualidade sempre e para todos. Se não for assim como as fábricas chinesas irão melhora qualidade de seus instrumentos se ainda tiver demanda para instrumentos ruins?
    DANIEL NUNES PIMENTEL PIRES

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