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domingo, 23 de janeiro de 2011

Lira Barrense Comemora 100 Anos

Banda Lira Barrense de Barras do Maratoan - Pi
  • Ela foi fundada em 1911 para abrilhantar as solenidades do municipio de Barras e chega em 2011 comemorando seu centenario com muito orgulho. Consta, segundo o conhecimento popular, que a banda Lira Barrense nasceu de um protesto – o primeiro movimento do município – contra a falta de estradas na região. Depois da manifestação, o grupo virou voz ativa em agenda cultural e nasceu o Lira Brasileira e posteriormente Lira Barrense.

A banda de música Lira Barrense do municipio de Barras do Maratoan - Pi, tem uma história que confunde-se com a própria história cultural do municipio de Barras. Nesses cem anos de plena atividade a banda sempre esteve muito presente na vida cultural da cidade apresentado-se nos momentos mais caros e solenes da comunidade barrense, recepcionando autoridades e entretendo as festividades públicas.

  • Em comemoração ao seu centenário o grupo vem recebendo justas homenagens pelos serviços prestados aos barrenses, sendo recentemente homenageada no primeiro Sarau Litero-Musical de Barras como uma das mais antigas bandas de música do Estado do Piauí.

O maestro Teotônio Rodrigues de Oliveira atual regente da banda informou que a Lira conta com 39 integrantes e aposta na Escola de Música, que será criada este semestre, para formar novos alunos.

  • A Lira Barrense é uma espécie de orquestra do interior. "Tocamos de tudo, deste marchas até músicas sofisticadas”, disse o maestro Teotônio Rodrigues.
E para marcar o seu centenario a banda Lira Barrense foi agraciada entre 3.090 inscritos pelo Programa BNB de Cultura – Edição 2011 – Com recursos que serão investo no melhoramento técnica da banda. R$ 61 mil serão destinados para compra de instrumentos, 24 mil para gratificações e 10.500 compra de camiseta, banner, cartazes para distribuir.

Segundo Germano Filho (Coordenador de Cultura da Prefeitura de Barras), com o Projeto do BNB serão atendidos 80 jovens carentes de 13 a 17 anos pelo projeto. Eles terão 900 horas aulas de música gratuitas. Mais 40 jovens das escolas municipais, de 18 a 29 anos, que serão indicados por associações comunitárias, serão incluído.

  • Além destes, mais 30 pessoas serão capacitadas para o conserto de instrumentos musicais em 12 módulos no espaço d e 1 ano . Ao todo, 150 pessoas participarão das atividades de capacitação e inclusão social.

domingo, 27 de junho de 2010

Mestre Vitalino Júnior

Mestre Vitalino Jr.
  • Vitalino Jr. é músico, compositor, arranjador e regente, nascido na cidade de Teresina com grande habilidade na condução de banda de música e formaçãoes musicais de sopro. Um légitimo representante da nova geração de músicos piauienses que tem se destacado no meio musical da nossa região como um mestre na arte de formar e conduzir bandas de música.

Iniciou sua formação musical (técnica e ideologica), nos anos 90 com o mestre Rocha Sousa na Banda do Centro de Educação Musical do Bairro Mocambinho (Escolão do Mocambinho), da Prefeitura de Teresina-Pi, com que passou atuar em diversos projetos.

Filho de uma escola de música profissionalizante (como é a banda de música), o mestre Vitalino Júnior ingressou na banda de música do Escolão Mocambinho quando tinha 15 anos de idade e ali teve basicamente toda sua formação musical em uma escola que utiliza a banda de música como instrumento musicalizador e que adota caracteristicas de ensino musical que difere do modelo adotado nas Escolas de Músicas Tradicionais.

Caracteristicas marcantes no Ensino Musical das Banda de Música e que o Mestre Vitalino é um fiel seguidor.
  • O aprendizado de um instrumento musical está diretamente associado a um objetivo muito bem definido que é tocar na banda e não receber um diploma;
  • O treinamento de leitura musical antecede a prática instrumental;
  • Não há seriação nem um programa unificado, ficando um espaço aberto para adequação à realidade do aluno, respeitando seu desenvolvimento, sem imposição de um modelo único de aluno-padrão;
  • O aprendizado é realizado através do relacionamento com os músicos mais antigos. Insiste na convivência diária com a rotina musical da banda como fator de aprimoramento e renovação de seu contingente, de ampliação e continuidade;

  • O aluno tem a oportunidade de ter uma aprendizagem dinâmica, ministrada pelo mestre e por outros membros da banda.

Atualmente Vitalino atua como regente e mestre de banda em vários projetos chegando a ser por duas vezes campeão na categoria bandas de concerto no I Campeonato de Bandas do Estado do Piauí e no I Concurso de Banda da Prefeitura Municipal de Teresina (PMT) em 2008 com a banda do Escolão Mocambinho.

Profissionalmente tem atuado principalmente na formação de novos músicos através dos projetos: "Projeto de Bandas da PMT" onde atualmente coordena e no projeto "Cidadão Afinado" na cidade de São Miguel do Tapuio-Pi, onde formou e rege uma banda de música com jovens daquele municipio.

  • Quando eu entrei aqui o sistema que funcionava era de semi internato. Eu entrava sete da manhã e saía sete da noite. Mas adorava. Comecei com saxofone mas o que mais me marcou foi quando eu tive a oportunidade de ser regente pois era o que eu queria na música. Comecei dando aulas e até hoje me sinto muito feliz com o que consegui na vida em razão desta oportunidade que tive”, diz ele.


Maestro Eraldo Lopes

  • Maestro Eraldo Lopes dos Santos é um dos principais nomes da música instrumental de sopro piauiense. Sucessor do Maestro Luiz Santos na antiga Banda da Escola Técnica Federal é hoje responsavel juntamente com a maestrina Iara Marques pelas as atividades desenvolvida no antigo Cefet-Pi e hoje IFPI.

Desde muito jovem ainda adolescente no inicio da década de 70 do sec. XX, o maestro Eraldo já mantinha uma forte ligação com o IFPI (antiga Escola Técnica Federal do Piauí - ETEFPI), como estudante do curso técnico e também como aluno de música da banda daquela instituição de ensino.

Em sua carreira musical registramos sua passagem pelo Exercito Brasileiro como cabo-músico trompetista da Banda do 25º Batalhão de Caçadores localizado na cidade de Teresina-Pi, bem como por diversos grupos musicais sempre na cidade de Teresina e região.

Formou-se em Educação Artistica com habilitação em música na UFPI no inicio da década de 80 do sec. XX, e seguiu os passos do mestre ao se incorporar por concurso ao quadro de professores da então ETEFPI vindo em pouco tempo assumir a regência da banda com a aposentadoria do Profesor e Maestro Luiz Santos.

  • O Maestro Eraldo, é um mestre que tem se preocupado e contribuido muito para o desenvolvimento técnico musical piauiense, seja ministrando aulas, tocando, regendo ou fazendo intercâmbios com outros centros musicais.

É um mestre que está sempre disposto a dar sua colaboração como já o fez dirigindo instiuições como a Ordem dos Músicos do Brasil (Piauí), e atualmente faz sendo membro da Federação de Bandas do Estado do Piauí - FEBEPI.

  • Banda do Cefet-Pi sob a regência do maestro Eraldo Lopes participando do Festival de Bandas de Teresina em 2009


sábado, 26 de junho de 2010

Memorial da PMPI Maestro Luiz Santos


  • A Polícia Militar do Piauí completou 175 anos de existência no dia 25 de junho de 2010, e para comemorar a data realizou uma solenidade no Quartel do Comando Geral, em Teresina. Durante a solenidade foi inaugurado o Memorial Histórico da Polícia Militar do Piauí 'Tenente Coronel Luiz Santos".

Tenente-Maestro Elton Oliveira em pose ao lado do Painel dos Ex-Mestres da Banda PMPI

Com diversos artigos da Instituição, além de exposições fotográficas e de fardamento dos policiais utilizados durante os 175 anos de corporação a Policia Militar do Piauí inaugura o Memorial Histórico que homenageia o Maestro Luiz Santos que foi um dos grandes maestros da banda da corporação em seus tempos de gloria.

Na ocasião, também foi lançado um livro que conta a história da polícia e faz um comparativo com a história do Piauí. É um resumo da história da Polícia Militar do Piauí e do trabalho da Instituição que sempre cresceu junto com o Estado. É a PMPI dando um exemplo para muitas instituições que tem o dever de cuidar da memoria cultural do nosso povo.


O Memorial da Polícia “Tenente Coronel Luiz Santos” é um espaço que expoem através de paines fotograficos, armamentos e uniformes utilizados desde 1911 e outros materiais usado no contidiano da corporação que faça registro aos fatos marcantes na história da Policia Militar do Piauí.


  • O Comandante Geral da Polícia Militar do Piauí, Coronel Francisco Prado tem se esforçado para cuidar da segurança de cada cidadão e tem dado um exemplo a ser seguido em relação a memoria da corporação. A PM aniversaria e ganha um livro e um memorial que conta toda sua história e resgata a grandiosidade de nossa centenaria corporação, que se preocupa com cada um de nossos cidadãos. Parabéns PMPI.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Música Piauiense: Marcos Históricos


  • Existem muitas formas de olharmos para a história da música piauiense. É possível observarmos as trajetórias e produções de seus artistas, músicos, compositores, cantores, arranjadores, produtores culturais, em diversos momentos da nossa história. Este viés nos leva a uma análise micro-social e nos mergulha em uma diversidade riquíssima. O ângulo macro-social, por outro lado, permite perceber eventos que aparecem como marcadores, é como se fossem âncoras que nos levam a momentos que catalisam pensamentos, tendências, sonhos e se traduzem em unidade.
A criação da Banda Lira dos Educandos Artificies em 1848 na cidade de Oeiras-Pi certamente é um fato que figura em nossa história que constitue um marco na história da nossa música, assim como outros fatos que merecem nossa atenção.
  • Banda de Música Lira dos Educandos Artífices - foi criada em 1848 na cidade Oeiras-Pi quando a mesma ainda era capital da então Província do Piauí. Com a mudança da capital para a cidade de Teresina em 1852, a banda foi transferida também junto com outros orgãos do governo para a nova capital, permanecendo presente na vida cotidiana e social da nova capital até ser extinta em 1873.
A criação da Banda de Mda Policia Militar do Estado do Piauí em 1875 é outro grande marco na história da música piauiense que merece destaque em nossa analise.
  • Banda da PMPI a mais antiga banda de música em atividade no estado do Piauí, criada em 17/07/1875, completando 135 anos de existencia em 2010.

Dentro desta mesma linha temos ainda que destacar a criação da Banda do 25º BC em 1918 e a criação do coral da igreja Nossa Senhora do Amparo em 1940.

Mais recentemente já na década de 70 do sec. XX, temos o surgimento de um importante marco na história da música piauiense, que é a criação da Universidade Federal do Piauí- UFPI e seu Departamento de Arte - DEA, o único pólo acadêmico de ensino musical até hoje existente no estado do Piauí.
  • A história acadêmica do ensino da música no estado do Piauí tem um de seus principais marcos fundantes no início da década de 1970. É a partir das atividades promovidas pelo Projeto Piauí e com a decisiva atuação de professores de renome nacional que atenderam ao convite do Governador Alberto Silva – como: Reginaldo Carvalho, Emílio Terraza, Carlos Galvão e Emmanuel Coelho – é que surgiram as Licenciaturas Curtas na área de Arte e, posteriormente, em 1977, nasceu a Licenciatura Plena em Educação Artística, na UFPI.
A implantação da Banda da Escola Técnica Federal do Piauí em 1971 pelo maestro Luiz Santos revoluciou o ensino musical para a juventude e é considerado em minha opinião um marco em nossa história vindo posteriomente servir de modelo para implantação de outros projetos de ensino musical para os jovens em nossa cidade.
Outor marco que merece especial destaque foi a criação da Escola de Música de Teresina em 1978 pelo maestro Reginaldo Carvalho e outro mestres que deixaram sua contribuição para o crescimento da música em nosso estado.
Não poderia deixar de citar aqui o um projeto criado em 1988 e que me fez ser músico, pesquisador e mestre de banda o Projeto Bandas-Escolas da Prefeitura de Teresina - PMT criado em 1988 e que chega em 2010 como o maior centro formador de músicos de sopro e percussão da nossa região.
Em 1993 surge outro marco importante da nossa história musical a criação da Orquestra de Camara de Teresina liderada por um grande idealista o maestro Emanuel Coêlho Maciel que a parti de então nos possibilitou vim a ter a uma Orquestra Sinfônica em nossa capital.
Em 2002 novamente o ensino musical se destaca com a criação da Escola de Música Adalgisa Paiva - EMAP/UFPI, que revolucionou e revoluciona com sua proposta pedagógica voltada para o ensino da música popular sob orientação do maestro Luizão Paiva.
E por último destacamos a criação da Banda Sinfônica 16 de Agosto em 2008 na cidade de Teresina.
  • Pode ser que alguns estudiosos não concordem mas em minha opinião esse são alguns dos fatos que considero marcos históricos importante dentro de uma analise ligeira sobre a história da música em terras piauienses.

Mestre Zullite: Um Formador de Músicos

Mestre Zullite
  • O maestro Francisco de Assis Aguiar, mais conhecido como mestre Zullite é natural da cidade de Santana do Acaraú, no Ceará, em 1936. É filho de João Batista Aguiar e Luzia Batista de Aguiar. Herdou da família o talento para a música. Seu tio Juvenal Teixeira Aguiar, era exímio tocador de harmônica.
O mestre Zullite iniciou sua carreira, ainda menino, tocando instrumento de sopro conhecido como pífaro. Largou a profissão de mecânico para ingressar no caminho da música, instruído pelo lendário músico Raimundo “Tropa”, no aprendizado da “teoria musical”.

Fez história na década de 70. Ingressou nos quadros da Polícia Militar em 1972 e introduziu o ensino efetivo de música para a banda da Prefeitura Municipal da Parnaíba e à comunidade. Fundou uma escola para ensinar música dentro do alojamento da Banda da Polícia Militar. É autor do arranjo do Hino da Parnaíba, e também arranjador da música “O milionário" do compositor parnaibano José Bispo.

  • Mestre Zullite é considerado um exemplo pela sua dedicação ao ensino musical na cidade de Parnaíba, não somente pelo fato de ser um orientador no ensino de música nesta cidade, mas por fazer seus alunos descobrirem valores essenciais para uma convivência harmoniosa na sociedade.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Banda-Escola do Muncipio de União-Pi

  • Com o intuito de colaborar com a evolução e o estudo da arte musical na cidade de União-Pí, o Projeto "Banda-Escola do Municipio de União" iniciou suas atividades no muncipio desde o dia 03 de maio de 2010, sob a coordenação do Maestro Rocha Sousa. O Projeto tem como meta pricipal, estruturar a primeira Banda Municipal Mirim de Música da Cidade e para isso conta com total apoio da Prefeitura Municipal de União-Pi.
O Projeto foi implantado na Escola Municipal Padre Luis Brasileiro e nesta primeira fase pós-seleção dos alunos, está sendo desenvolvido o curso de musicalização e os primeiros contatos dos alunos com um instrumento musical. A idéia é que num segundo momento seja realizada uma seleção de alunos em outras escolas do município, para que num futuro, a médio prazo, União tenha não só este grupo mas, reuna as condições de implantar sua própria Orquestra Sinfônica.


  • "Com relação a nossa tradicional Banda Municipal de Música, ela também está contemplada no projeto, o qual prevê a reforma completa de seus instrumentos e aquisição de outros novos. Os músicos mirins que estarão sendo formados também serão aproveitados para reforçar e valorizar a nossa banda", afirma Marcelo Silva Cruz (Gerente de Cultura e Arte da SEMEC-União-Pi).


OBJETIVOS:

Proporcionar através da música, à jovens-adolescentes do municipio, uma nova perspectiva visando sua socialização e iniciação profissional; Fortalecer e contribuir para o resgate da tradicional cultura das bandas de música no municipio.

REALIZAÇÃO:

  • Prefeitura Municipal de União - PMU

COORDENAÇÃO:

  • Maestro Rocha Sousa

Outras Materias Relacionadas ao Projeto:

domingo, 4 de abril de 2010

O Hino do Piauí


  • O Hino do Piauí tem letra do poeta Antônio Francisco da Costa e Silva e música de Firmina Sobreira Cardoso e Leopoldo Damascena Ferreira, foi adotado pela Lei 1078 de 18 de julho de 1923. O hino foi composto por ocasião das comemorações do centenário da Independência do Brasil, que no Piauí ocorreu após os cem anos de sua adesão à proclamação feita por D. Pedro I.
A poesia de Da Costa e Silva tem como objetivo cantar o orgulho e a alegria do povo piauiense por sua terra, além de exaltar seus feitos históricos, dando ênfase a bravura dos colonizadores nos embates e nas lutas pela colonização, o que atualmente tem feito do hino alvo de criticas de alguns intelectuais. O poema do Hino do Piauí apresenta cinco estrofes de quatro versos e uma estrofe de dez versos. A estrofe de dez versos é considerada a mais popular de todas e se intercala entre as estrofes de quatro versos funcionando como o estribilho.

A música (unidade estrutural rítmico-melódica) que compõem o hino obedece uma forma padrão tradicional deste tipo de composição (modelo de inspiração italiana).

LETRA DO HINO DO PIAUÍ

Salve! terra que aos céus arrebatas
Nossas almas nos dons que possuis:
A esperança nos verdes das matas,
A saudade nas serras azuis.

  • Piauí, terra querida,
    Filha do sol do equador,
    Pertencem-te a nossa vida,
    Nosso sonho, nosso amor!
    As águas do Parnaíba,
    Rio abaixo, rio arriba,
    Espalhem pelo sertão
    E levem pelas quebradas,
    Pelas várzeas e chapadas,
    Teu canto de exaltação!

Desbravando-te os campos distantes
Na missão do trabalho e da paz,
A aventura de dois bandeirantes
A semente da Pátria nos traz.

  • Piauí, terra querida,

Sob o céu de imortal claridade,
Nosso sangue vertemos por ti,
Vendo a Pátria pedir liberdade,
O primeiro que luta é o Piauí.

  • Piauí, terra querida,

Possas tu, no trabalho fecundo
E com fé, fazer sempre melhor,
Para que, no concerto do mundo,
O Brasil seja ainda maior.

  • Piauí, terra querida,

Possas Tu, conservando a pureza
Do teu povo leal, progredir,
Envolvendo na mesma grandeza
O passado, o presente e o porvir.

  • Piauí, terra querida,

ESTROFE CONTESTADA

É consenso entre historiadores atuais que a 3ª estrofe do hino do Piauí faz mensão poética a dois bandeirantes de forma a apologiar as violências cometidas por eles contra os povos nativos no respectivo período histórico. As discussões sugerem a troca da estrofe em questão e que a Assembléia Legislativa autorize a realização de um concurso para essa finalidade ou que seja reintroduzida a antiga estrofe.

  • A respeito cita-se Adrião José Neto: “Na estrofe ‘Desbravando-te os campos distantes/Na missão do trabalho e da paz/A aventura de dois bandeirantes/A semente da pátria nos traz’, o autor ao exaltar os dois bandeirantes (Domingos Jorge Velho e Domingos Afonso Mafrense), fala em ‘aventura’ e ‘na missão do trabalho e da paz’ sem, contudo, atentar para o detalhe de que aventura é coisa de aventureiro, e que o trabalho ou um dos trabalhos dos bandeirantes era guerrear contra os índios para lhes tomar terras e aprisionar os sobreviventes para o trabalho escravo. A paz propalada pelo poeta constitui-se apenas tão somente numa rima. Nessa missão rotulada pelo poeta como do ‘trabalho e da paz’, eles, os dois bandeirantes e muitos outros aventureiros promoveram a guerra. Como comandantes das expedições paramilitares, patrocinaram grandes carnificinas, matando, esfolando e exterminado nações inteiras, dando péssimo exemplo aos seus seguidores [Elites latifundiárias], que não sossegaram enquanto não eliminaram o ultimo índio de solo piauiense”. (José Neto, Adrião. A incoerência histórica do hino do Piauí e verdades estabelecidas. Teresina; Ed. do autor, 2006).
  • Outra se fundamenta assim, pelo pesquisador piauiense Roberto Alencar: "O Hino do Piauí contém um dos mais graves erros históricos cometido pelo poeta Da Costa e Silva, considerado o maior poeta piauiense. Isso, se considerarmos o processo de revisão pelo qual passou a História Oficial, hoje intitulada de Nova História. Leia-se a estrofe em que esse erro é cometido: “Desbravando-te os campos distantes/ Na missão do trabalho e da paz/ A aventura de dois bandeirantes/ A semente da pátria nos traz".

Os dois bandeirantes citados em tal estrofe são Domingos Jorge Velho e Domingos Afonso Mafrense. Estes personagens históricos tiveram uma missão totalmente oposta à de promover o trabalho e a paz. São considerados pelos novos historiadores como os principais exterminadores dos povos indígenas das terras brasileiras. O massacre realizado por eles foi tão cruel que terminou por exterminar, por exemplo, todos os índios do Piauí. Pode-se dizer que os dois foram fixados nas páginas da História do Brasil para sempre, mas como assassinos frios, cruéis e “sangrinolentos”. Domingos Jorge Velho, também, foi o paulista contratado para destruir o Quilombo de Palmares em 1694, localizado em Alagoas: a página mais triste da História do Brasil.

  • Diz-se, então, que eles promoveram a guerra e não a paz, como está escrito no Hino do Piauí. É essa, pois, a história que deve ser ensinada nas escolas, e não a que é ensinada no Hino piauiense. Enquanto essa estrofe não for retirada do Hino, será motivo de vergonha, de deboche e gozação nas salas de aulas. Nem mesmo uma criança da quarta série infantil vai cair nessa história escrita por Da Costa e Silva, poeta que sempre esteve a serviço de uma literatura que escamoteava a realidade e se propunha em favor de uma ideologia dominante de opressão e discriminação".

Primeiros Registros Musicais Piauienses


  • Escassos são os registros hoje existentes sobre a secular história da música brasileira em terras piauienses, assim como imprecisas são as poucas referências de que se dispõem sobre a evolução da arte musical em nossos primeiros tempos de colonização portuguesa.

A literatura sobre a história da música brasileira nos mostra que desde os tempos da colônia o som vibrante dos tambores afro-brasileiros ecoa por aqui, em terreiros de fazendas, pelas ruas das vilas ou nos adros de igrejas, com seu poder de arrancar os homens à dispersão forçada em que vivem.

Noticiados por cronistas e viajantes a partir do século XVI, as festas e rituais dos africanos são quase sempre objeto de descrições levianas e preconceituosas. Sons “monótonos”, danças “lascivas”, ritos “bárbaros” eram alguns dos qualificativos utilizados por estes escritores e moralistas, sem dúvida um tanto assustados com as multidões de negros que essas festas mobilizavam – multidões que sempre podiam rebelar-se contra a minoria branca.

  • Paradoxalmente, a festa negra também constituía uma atraente opção de lazer para muitos brancos proprietários de escravos, como acontecia nas fazendas e engenhos isolados.

O mais antigo registro de que se tem a respeito da música na provincia do Piauí, é da primeira metade do século XVIII. Trata-se do registro de uma forma de repressão aos primeiros artistas populares que utilizavam se da música de origem africana como forma de expressão para entreterem-se em manifestações festivas.

  • F. A. PEREIRA COSTA

F. A. Pereira Costa em seu trabalho "Cronologia" (pg. 108), editado em 1740, informa que em virtude de bando, ficava a população por ordem do então governador do Maranhão, João D'abreu Castelo Branco, que nenhum escravo, quer da Guiné, quer indígina, assim como crioulos, mamelucos, mulatos e cafusos, poderia conduzir armas proibidas, cacetes e violas, sob pena de três dias de prisão e cinquenta açoites diários.

Durante o século XIX o Piauí recebeu a visita de diferentes e ilustres viajantes estrangeiros que deixaram suas impressões sobra a terra e a gente piauiense nas obras que publicaram.

  • HENRY KOSTER (Travels in Brazil, 1816)

Henry Koster, escritor de origem inglesa nascido em 1793 e falecido em 1820 em Recife-Pe. Veio para o Brasil em 1809 onde tornou-se senhor de engenho e ficou conhecido com o nome abrasileirado de Henrique Costa. Viajou pelo interior dos estados nordestino passando pelo Piauí e deixando sua passagem registrada no Livro "Travels in Brazil" publicado em 1816 na Inglaterra e mais tarde nos Estados Unidos e ainda com versões em alemão e francês, e a tradução brasileira "Viagens so Nordeste do Brasil".

Da visita feita por ele em 1811 a Parnaíba registra o seguinte:

  • "Fui introduzido nas casas dos primeiros negociantes e plantadores. O coronel Simplício Dias de Parnaiba, onde possui magnífico solar, é rico e tem caráter independente. Consta entre os seus escravos uma banda de música, os quais fizeram aprendizado em Liaboa e no Rio de Janeiro. A homens como o coronel pode-se atribuir o progresso do país." (pg. 310).
  • LOUIS FRANCOIS DE TOLLENARE

Francês que percorreu o Brasil no triênio 1816/18. Escreveu suas obsevações em notas dominicais tomadas durante uma viagem a Portugal e ao Brasil, consevadas em manuscritos na biblioteca de Sainte Genevieve, em Paris. Esteve no Piauí em 1818 deixando o seguinte registro:

  • " A cerca de 150 ou 180 léguas a leste de São Luiz e sobre o continente, há uma pequena cidade de Parnaíba, perto da qual se cultiva o melhor algodão do país, muito superior a todas qualidades do Maranhão. Parnaíba recebe os produtos da interessante capitania do Piauí de que Oeiras é a capital. É em Parnaiba que se acha a excelente do Sr. Simplicio Dias da Silva, um dos mais opulentos particulares do Brasil. Caucula-se em 1.800 o número de seus escravos; organizou com eles um regimento e às vezes causou inquietações ao governo, que tentou perseguí-lo. O senhor Simplício viajou para a França e Inglaterra e ali aprendeu a conhecer o respeito devido a civilização: ocupa-se das artes, vive em luxo asíatico, mantém músicos com grande dispêndio, acolhe os estrangeiros, gosta dos franceses, vive nos dominios de um homem poderosamente rico mas não conspira. Influiria, sem dúvidas, muito em favor do partido ao qual se ligasse, se o seu partido recorresse à revolução." (pg. 162).
  • BIBLIOGRAFIA

Albuquerque Bastos, Claúdio - Manifestações Musicais do Piauí

terça-feira, 9 de março de 2010

Projeto Bandas-Escolas de Teresina

  • O Projeto Bandas-Escolas da Prefeitura de Teresina através da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves completa em 2010, 22 anos de permanente atividade como um dos mais importantes centros de formação de instrumentistas para a música do Piauí e região. Do erudito ao popular, a maioria dos músicos de sopro hoje no mercado piauiense traz consigo na bagagem musical seus ensinamentos.
A principal filosofia é revitalizar a música das bandas de coreto como uma prática contemporânea sem abrir mão das tradições, através da formação musical de jovens na faixa etária dos 07 aos 17 anos nos bairros da cidade de Teresina. Nesses 22 anos, já atendeu mais de 4.000 alunos e atualmente tem 850 alunos matriculados nas 20 bandas-escola que atualmente compõem a estrutura do Projeto.

O Projeto Bandas-Escolas da PMT/FCMC cumpre um importante papel social e educativo. Ao colocar no mercado novos instrumentistas com sólida formação musical, prática e teórica, desempenha um papel fundamental para a preservação e continuidade da produção cultural das bandas de músicas em várias cidades do estado.

Uma das principais conquistas do Projeto nesses vinte e dois anos foi ter colocado em evidência a instituição Banda de Música, que até então era tida como uma tradição que precisava ser revitalizada. Retificou certa noção de que banda era coisa de velho, surgindo no cenário um grande numero de jovens musicistas, inclusive mulheres, associando os dobrados a uma imagem construtiva e renovada.

O Projeto Bandas-Escolas da Prefeitura de Teresina tem reconhecimento público através de varias instituições e prêmios que coquistou: O Premio Prefeito Criança em 2004 (Unicef); Prêmio Piauí Inclusão Social 2008 (Sistema Meio Norte); Tema de reportagem premiada nos meios de comunicações locais; Referência e modelo para a Confederação Brasileira de Bandas e Fanfarras (CNBF) como projeto de revitalização da banda de música.

OBJETIVO:
  • Musicalizar e formar jovens-adolescentes, inclusos na faixa etária de 11 aos 17 anos de idade, através da banda de música como ferramenta de ensino-aprendizagem musical, resgate e inclusão social.
FUNCIONALIDADE:
  • Caráter comunitário, aberto a população jovem adolescente residente nos bairros periféricos e povoados da cidade de Teresina (Pi), onde cada banda atua como uma escola de música e um grupo musical presente na vida social daquela comunidade.
Cada participante do projeto após selecionado tem a oportunidade de aprender um instrumento musical de sopro ou percussão que compõem a estrutura da banda de música e durante uma formação média de três anos consegue atingir um nivel técnico que o habilita a pleiteiar um espaço dentro do mercado musical profissional.
  • O Projeto Bandas-Escolas da FMC/PMT além da descoberta e a formação de recursos humanos para a prática bandística, também coopera imensamente com a movimentação cultural da cidade através da realização de concertos públicos nos mais diversos eventos onde uma banda de música possa abrilhantar.

O aprendizado musical nas Bandas de Música se difere do modelo adotado nas Escolas de Músicas Tradicionais porque possuem uma prática de ensino dinâmica, ministrada pelos mestres e por outros membros da banda. Esta prática tem as seguintes características:

  • O aprendizado do instrumento está diretamente associado a um objetivo muito bem definido que é tocar na banda e não receber um diploma;
  • O treinamento de leitura musical antecede a prática instrumental;
  • Não há seriação nem um programa unificado, ficando um espaço aberto para adequação à realidade do aluno, respeitando seu desenvolvimento, sem imposição de um modelo único de aluno-padrão;
  • O aprendizado é realizado através do relacionamento com os músicos mais antigos. Insiste na convivência diária com a rotina musical da banda como fator de aprimoramento e renovação de seu contingente, de ampliação e continuidade.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Maestro Fred Marroquim

Maestro Fred Marroquim
  • O maestro compositor, regente e pianista alagoano que chegou em Teresina nos inicio dos anos 80 do sec. XX para ficar em definitivo em nosso meio, é uma figura muito respeitada, carismatica e cheia de alegria. Ao chegar em Teresina ajudou a reestruturar o coral do ETFPI sendo seu regente titular desde então. A história deste grande maestro brasileiro, sua infância e juventude desde os primeiros passos no mundo da música e à transição gradual do domínio do instrumento - o piano - para carreira de regente é o que você acompanha agora no texto abaixo.

Nasceu em Maceió, em 1946. Aos cinco anos inicia seus estudos de piano com Lulne Medeiros e Hilda Calheiros. Filho de compositor e pianista, o ambiente familiar culto o desenvolve sobremaneira. Aos 16 anos vai estudar em Salvador-Ba. nos Seminários Livres de Música da UFBA, sob a tutela do professor suíço Pierre Klose. Segue para o Rio de Janeiro, onde se inscreve na Proarte, na classe de Heitor Alimonda. Posteriormente Íris Bianchi e Arnaldo Estrela o orientam, além de aulas teóricas com Ester Scliar. Começam aí seus concertos públicos.

De volta à Bahia, Fernando Lopes é seu mestre, além de Ernest Widmer e Sebastian Benda. É colega dos músicos Jamary Oliveira, Lindembergue Cardoso e Marco Antonio Guimarães. Começa a reger e participar de corais. Volta a Maceió para dirigir o DCC (Departamento de Ciência e Cultura) do governo do Estado, quando promove intensa atividade artística na cidade. Forma-se em piano pela UECE de Fortaleza, e radica-se em Teresina, Piauí, à convite da ETFPI (atual CEFET) para reger o Coral daquela escola. Cria e rege o Madrigal “Ars Antiqva”, o Coral do Cristo Rei, o Coral da AGESPISA, TELEPISA, além do Coral SELOENCANTO, dos Correios.

  • Representa o Piauí em cinco FEMACO (Festival Maranhense de Coros) e participa de encontros FUNARTE de Regência Coral em Brasília, Vitória e Londrina. Rege em Belo Horizonte e Maceió, além de Anápolis, onde também é jurado do V Concurso Nacional de Piano “Orestes Farinello” ao lado de Volga Lena e Eudóxia de Barros.

Participa de inúmeros concertos acompanhando Maristela Gruber, Lindaura Carvalho e Raimundo Pereira. Agraciado com a medalha “Conselheiro Saraiva” da Prefeitura de Teresina, pelos serviços musicais prestados à cidade, é, além de Regente do Coral do CEFET, professor de História da Música, Piano, Percepção musical, Prosódia e Etnomusicologia do Curso Técnico em Música do CEFET – PI.

  • É arranjador de YANTRA, banco de partituras sediado no Rio de Janeiro. É compositor e teve músicas gravadas em CD na Rússia pela soprano Elena Obraztsova, e tem em Maristela Gruber sua grande divulgadora na Espanha. Grava, ainda em 2004, CD com obras de Mário Marroquim, seu pai.

No CEFET, em convênio com a Secretaria de Educação do Estado, desenvolve um projeto de recitais didáticos, tendo feito 16 recitais em 2003, atingindo mais de dois mil alunos da rede estadual de ensino. O projeto “Música e Juventude” prossegue em 2004, sempre às sextas-feiras pela manhã, no auditório do CEFET. Atualmente Frederico Marroquim e Caio Michel Cardoso da Silva, jovem violoncelista, formam o” Duo Camerístico Allegro Giusto”, com repertório erudito e popular, tendo se apresentado por diversas vezes em Teresina, Floriano e Picos.

  • Em 2010, o duo, que já tem mais de dois anos de existência, tem projeto para tocar em diversos colégios da capital, na tentativa de formação de público consciente e crítico, além de descobrir entre os jovens novos talentos.

Vidéo com apresentação do "Duo Camerístico Allegro Giusto" de Teresina, Piauí, formado por Caio Michel Cardoso , cello, e ao piano Frederico Marroquim. O grupo apresenta "Concertino" de J.B.Brèval, grande pedagogo e violoncelista francês.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Festival de Bandas de Teresina


  • O Festival de Bandas de Teresina reune há mais de vinte anos no teatro de arena, na praça da bandeira, centro de Teresina, durante a semana da música no mês de novembro, as bandas de músicas civis e militares, amadoras e profissionais da cidade de Teresina e região para três dias de troca de experiência entre as diferentes gerações de músicos que aqui se apresentarão com suas bandas.


Expressando a magia e o encanto pela música a Prefeitura Municipal de Teresina através da Fundação Cultural Monsenhor Chaves promove anualmente o "FESTIVAL DE BANDAS DE TERESINA". O evento que não tem caráter competitivo, é uma amostra musical e um momento de congraçamento e intercâmbio entre os diversos grupos tradicionais participantes.

O Festival de Bandas de Teresina, em todas suas edições realizadas até hoje tem sido uma mostra musical que une o tradicional e o inovador com a participação de bandas de músicas locais e convidadas de outros municípios e outros estados. Um verdadeiro resgate da cultura e da tradição das bandas de música no Piauí e em nossa região.


  • O Festival de Bandas de Teresina tem uma grande significação para a música instrumental da nossa região. É um palco para revelações de grandes talentos musicais para a nossa cidade; é um espaço democrático onde se pode ouvir desde o sopro dos jovens músicos iniciantes das bandas escolas até a técnica apurada daqueles que são as referencias nas bandas de músicas profissionais.

  • Vidéo realizado por ocasição do I Campeonato de Bandas do Estado do Piauí realizado em 2008. A Banda Escola Reginaldo Carvalho apresentou-se sob a regência da maestrina Emyllia Santos.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Banda de Música da Policia Militar do Piauí

Banda PMPI
  • A instituição Policia Militar do Estado do Piauí foi criada em 1835 e por questões principalmente de orçamento publico disponivel, somente teve efetivado a criação de uma banda de música em seus quadros em 1875 a parti da transformação da banda de música do Internato Artistico da capital (ex-banda Lira dos Educandos Artificies) em banda de música da corporação. Toda tradicão musical de décadas das banda de música civis que lhe antecederam foi incorporada pela Banda da PMPI, o que a faz ter uma relação histórica com a música no Piauí de pelo menos 160 anos de tradição. É uma instituição musical consolidada históricamente mas, que é pouco valorizada pelos orgãos culturais do Estado do Piauí.
Criada em 17 de julho de l875, conforme lei Nº 909 no governo de Delfino Cavalcante de Albuquerque, em princípio foi denominada de Banda de Música do Corpo de Policia da Provincia do Piauí, depois passou a ser Banda da Força Pública do Estado e somente mais tarde veio a nomeclatura "Banda de Música da Polícia Militar do Piauí".
Sua história tem inicio em 1848 na cidade de Oeiras - Pi como banda do estabelecimento dos Educandos Artífices e mais tarde, depois de uma rápida passagem pelo Internato Artistico da Capital, em 1875 foi transformada em Banda de Música do Corpo de Policia. Embora tenha sido transformada em uma banda militar, convivendo a parti de então em ambiente de caserna, a banda de música da PMPI não perdeu sua vocação social e continuou atuando como faz até hoje em meio a sociedade, animando suas festividades sociais e religiosas, fazendo parte da vida das pessoas em seus momentos mais solenes.

OS MESTRES DA BANDA PMPI AO LONGO DE SUA HISTÓRIA
Organizamos nesta pesquisa um resgate histórico inédito dos maestros que foram responsavéis pelas ações da Banda PMPI ao longo de sua história. A lista obedece uma ordem cronologica a medida que os maestros foram se sucedendo no decorrer de sua história como seus legítimos maestros regentes:
  • Ten Pedro Sanches, maestro fundador da banda (1875);
  • Ten Pedro Alcantara Filho, maestro que há conduziu do final do sec. XIX ao inicio do sec. XX;
  • Ten Cornélio Pinheiro, maestro que há conduziu na década de 10 do séc. XX;
  • Cap Tomaz Pedreira, maestro que há conduziu na década de 30 do séc. XX;
  • Cap Sebastião Simplicio, maestro que há conduziu década de 50 do séc. XX;
  • Cel Luiz Santos, maestro que há conduziu na década de 60 do séc. XX;
  • Cel Elizeu Nascimento, maestro que há conduziu na primeira metade da década de 70 do séc. XX;
  • Cap João Aguiar Costa, maestro que há conduziu na segunda metade da década de 70 do séc. XX;
  • Cap Simplicio de Moraes Cunha, maestro que há conduziu na primeira metade da década de 80 do séc. XX;
  • Cap Raimundo Nogueira, maestro que há conduziu na segunda metade da década de 80 do séc. XX;
  • Cap Alziro Rosa, maestro que há conduziu na segunda metade da década de 80 do séc. XX;
  • Ten José Elton OLiveira, maestro que há conduziu na primeira metade da década de 90 do séc. XX;
  • Cap Gonsalo Rodrigues Nobre, maestro que há conduziu na segunda metade da década de 90 do séc. XX;
  • Ten Atenor Aguiar Teixeira, maestro que há conduziu na transição do sec. XX para XXI;
  • Cap Sebastião de Freitas Cunha, maestro que há conduziu no inicio da primeira década do séc. XXI;
  • Cap Isácio dos Santos, maestro que atualmente há conduz.

Video com apresentação da Banda PMPI no XVII Festival de Bandas de Teresina realizado em novembro de 2009.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

A Música das Procissões


  • "Convocada toda a tripulação, fez-se um enorme cortejo de mais de 1000 homens. “Cantando em maneira de procissão”. Com os estandartes da Ordem de Cristo bem erguidos à sua frente, os homens seguiram até o local “onde nos parecera melhor fincar a Cruz, para ser melhor vista”. Vários índios logo se juntaram à procissão e ajudaram a carregar a Cruz diante da qual se renovaria o Santo Sacrifício do Calvário".

PS. Pero Vaz de Caminha em sua carta relatando o ato que ficou para sempre imortalizado na história como “A Primeira Missa”).

  • A Procissão está presente como manifestação religiosa do povo brasileiro, do primeiro momento do descobrimento por Pedro Alvares Cabral até os dias atuais.

Segundo nos conta o pesquisador Leonardo Dantas, a presença da banda militar no acompanhamento das procissões fez surgir a necessidade da criação de um estilo de marcha próprio a ser executado durante a realização dos préstitos religiosos. Uma marcha que, diferente do dobrado e da marcha militar, fosse mais lenta, permanecendo o seu andamento de 80 a 100 seminimas por minuto.

Um adamento compatível como o passo das irmandades, devotos e seguidores das procissões. Marchas processionais, marcadas pelas pancadas cadenciadas do surdo e o retinir de pratos, como as operas de Verdi (Aida), Mozart (A Flauta Mágica) e Wagner (Os Mestres Cantores).

As chamadas marchas de procissão continuam presentes no repertório das bandas, militares e civis, executadas com garbo durante o acompanhamento dos préstitos religiosos que acontecem em nossas ruas, podendo ser cantadas com acompanhamento da banda ou simplismente executadas no estilo dos dobrados.

  • Gênero de dificil composição, a marcha de procissão tem como seu principal representante no Estado do Piauí, o mestre de banda e compositor Sebastião Simplicio que nos deixou várias pérolas que são bastante executadas pelas bandas da cidade de Teresina. Dentre as marchas de procissão de sua autoria, podemos citar: Dagmar; Sentimental; Santa Cecilia; Bom Jesus dos Passos; Senhor Morto; Gloria ao Cristo Rei, dentre outras.

O Vidéo abaixo apresenta um destes momentos simbolo da fé do nosso povo: a Procissão de Santo Antonio em Campo Maior - Pi.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Possidônio Queiroz - Valsas Piauiense

  • O texto abaixo foi retirado do encarte do Cd "Valsas Piauienses" que faz um resgate da obra do compositor piauiense da cidade de Oeiras, Possidônio Nunes de Queiroz. Este trabalho teve a pesquisa e direção musical do maestro Emmanuel Coêlho Maciel.

A gravação deste CD representou, para os músicos da Orquestra de Câmara de Teresina Concertante, um grande desafio, teoricamente previsível, porém quase irrealizável, na hora de colocá-lo em prática, no estúdio de gravação , diante da precariedade geral que nos cerca.

  • Alguns defeitos técnico-musicais de interpretação das valsas, tais como mudanças de andamentos, fermatas, ataques precisos ou cortes, só poderiam ser melhorados se gravados em forma de recital (ao vivo) ou no estúdio, se todos os músicos gravassem juntos, obedecendo a interpretação do regente.

Além disso, tivemos que nos curvar à necessidade brutal de acomodar 11 valsas, cada uma com seu andamento expressivo próprio (lento ou rápido) em um único CD. Resultado: alguns andamentos não deveriam ser tão rápidos, e outros, deveriam ser mais lentos.

  • Se, para qualquer músico experiente, já é difícil gravar este gênero musical apenas com fones de ouvido, imaginem para alunos inexperientes.

Por isso é que nos obrigamos a reduzir o efetivo da Orquestra Concertante de onze para um sexteto. Moldamo-nos ás condições técnicas de gravação existentes em Teresina.

Além do mais, ao fazermos esta opção, levamos em conta, principalmente, as horas contratadas, ou seja, com a Orquestra completa (onze músicos) seriam necessárias muitas mais horas de estúdio, algo financeiramente impossível de se equacionar.

  • Quanto aos nossos jovens músicos de sopro, fizeram o máximo possível, ao usarem instrumentos emprestados, sem manutenção adequada (sendo uma das flautas até obsoleta) que dificultava o amalgamamento do naipe e a afinação.

Passo a Passo conseguimos superar esses e aqueles obstáculos, deixando à mostra um produto final, as “valsa Piauienses de Possidônio Nunes Queiroz” como marco definitico de um estágio musical validamente atingido no Piauí.”


Emmanuel Coelho Maciel

[Maestro responsavél pela pesquisa e gravação do Cd Valsas Piauiense de Possidônio Queiroz]

  • PS. Texto transcrito do encarte do CD “Valsas Piauiense” lançado em 1997.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Banda de Música do 25º Batalhão de Caçadores


Banda de Música do 25º Batalhão de Caçadores (Teresina-Pi - 1960)
  • A Banda de Música do 25º Batalhão de Caçadores foi criada em 16 de abril de 1918, através de portaria do Ministério da Guerra, que autorizou a aceitação de voluntários músicos para a formação de bandas e fanfarras em diversas unidades do exército.

Em 31 de agosto de 1918, foi designado “ensaiador voluntário”, o mestre Pedro Silva, que, com muita determinação deu os primeiros passos para a formação da Banda de música adida ao 25º Batalhão de Caçadores.

Desde então a Banda de musica vem atuando no cotidiano do batalhão, legando seu espírito de vibração às diversas formaturas e solenidades e atuando também nas outras unidades quem compõem a Guarnição Militar de Teresina, além de prestar seus valiosos serviços a comunidade de um modo geral, sendo assim um veículo difusor de cultura e comunicação social entre a força terrestre e o povo piauiense.

Em seu vasto repertório incluem-se peças eruditas de elevado nível técnico, musicas populares de todos os gêneros e épocas, além dos tradicionais dobrados, hinos e canções, inerentes ao cerimonial militar do exército e a marcialidade de suas tropas.

Atualmente tem como mestre o Ten Benedito Gonçalves Filho.

  • Historicamente a banda do 25 BC (como é mais conhecida), tem sido responsável pela realização de muitos intercâmbios musicais entre os músicos locais e outros músicos brasileiros que por ali passaram. Dentre os mestres e contra-mestres que à conduziram ao longo de sua história, podemos destacar: mestre Brigada Aristides; mestre Seguins; mestre Cariús; mestre Gonzaga; mestre Humberto; mestre Bruno; mestre Clessio; mestre Demerval; dentre outros.

Vidéo realizado em agosto de 2007, por ocasião das comemorações do dia do soldado com a Banda do 25 BC e músicos convidados da cidade de Teresina-Pi. [Regencia: Rocha Sousa; Solista: Emyllia Santos; Música: Saxofone Porque Choras].


sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Banda de Música da Cidade de José de Freitas - Pi

  • A Banda de Música Municipal Estrela do Norte da cidade de José de Freitas - Pi, foi fundada em 1910 por Gentil de Almendra Freitas, em virtude da necessidade de animar os bailes em alta naquela época. Até então animados pela Banda vinda da vizinha cidade de União.
Era o ano de aparição do cometa "Halley", e surgiria nos céus desta terra, mais exatamente ao Norte. Daí o nome Banda Estrela do Norte. Após o ano de 1955, quando da passagem do sargento Luiz Santos, a banda permaneceu desativada por várias décadas, período em que se formaram vários grupos particulares que animavam nossas festas.

  • Em 1993, por manifestação popular, no governo do então prefeito Fernando Freitas, volta a José de Freitas, o já conhecido, maestro Luiz José dos Santos, maestro renomado, formando um novo grupo que recebeu o nome de BANDA ESTRELA DO NORTE, em homenagem à antiga formação, permanecendo na regência até 1995.
Atualmente a banda é municipalizada por Lei, possui regimento registrado em cartório, está instalando a Escola de Música Luiz José dos Santos, sob a coordenação do Prof. e Músico Ronaldo Campos Chaves e conta com um efetivo de 18 músicos, tendo a mesma se apresentado em diversas cidades do estado, bem como no Festival de Bandas de Teresina, com notório reconhecimento no meio artístico-musical.

  • Recentemente a Banda de Música Estrela do Norte foi PREMIADA com r$ 20.000,00 através da FUNARTE, para compra de novos intrumentos musicais para a escola de música da cooporação.

Mestre Manoel Fabiano de Batalha - Pi

Mestre Manoel Fabiano
  • MANOEL FABIANO – Músico, compositor e mestre de banda piauiense natural da cidade de Batallha-Pi atuando no meio musical deste a juventude, deixando uma obra musical muito rica e presente até hoje no repertório das banda de música.
  • Publicaremos a seguir um artigo sobre o mestre Fabiano publicado por volta do ano 2000 no jornal "O Dia" da cidade de Teresina, assinado pelo jornalista Raimundo Cazé.
Há mais de duas décadas, tive a honra de receber, em minha casa, a visita de um senhor de 102 anos de idade, trazendo consigo um saxofone. Era Manoel da Costa Lima (Manoel Fabiano), que eu já sabia ser o autor de Momentos Felizes, a mais bela composição musical piauiense.
Da visita de Fabiano resultou uma matéria de página no jornal da Manhã, do qual eu era editor, à época. Fui informado de que a matéria surpreendeu as autoridades da Secretária de Cultura do Estado, mas não tive conhecimento de nenhuma ação no sentido de resgatar a vasta obra do grande compositor de Batalha, que veio há falecer quatro anos depois.
Recentemente sou despertado por um admirador de Fabiano, o Borginho, que me falou de dois CDs contendo quase toda a oba do mestre. Adquiri apenas um volume, o que contém Momentos Felizes. Ao ouvir a gravação, surpreendi-me: a maior obra de Manoel Fabiano não é Momentos Felizes, e sim Francisco de Lourdes.
O dobrado Torres de Melo, que também está no CD, só teria a notoriedade merecida se tivesse sido gravado por uma banda inteira, tal como foi apresentado em São Paulo, pela Banda de Música da Policia Militar, por ocasião de encontros nacional de bandas.
Os idealizadores da gravação como a obra de Manoel Fabiano foram os seus próprios familiares, quase todos músicos, e não existe na capa do lançamento sinais de participação de nenhum órgão público, o que torna o trabalho ainda mais meritório.
Ouvidos mais exigentes haverão de constatar algumas deficiências na produção, o que seria perfeitamente explicável. Porem a providência mais importante foi tomada. O trabalho foi feito em cima dos originais deixados em partituras, pelo próprio autor.
Dessa forma, qualquer crítica que venha a ser feita sobre o trabalho intitulado "Alvorada Batalhense", só terá valor se partir de alguém que tenha condições de fazer mais bonito. Eu não me atreveria, na condição de musico, a sugerir aos programadores musicais das emissoras de rádio de Teresina que quanto a tocar o CD com as músicas de Fabiano. Eles poderiam se sentir constrangidos, por não se tratar de bandas do Ceará ou Bahia. Contudo, peço, humildemente, que as pessoas que navegam na internet se encarreguem de mostrar para o mundo a fantástica obra de Manoel Fabiano.
Acredito que, a partir dessa providência, os músicos não mais terão o dissabor de ver, no almanaque da música, a palavra “autor desconhecido”, frente de Momentos Felizes.
  • Obs.: Este artigo foi escrito por volta do ano 2000, no jornal "O Dia" da cidade de Teresina, pelo Jornalista Raimundo Cazé. Mestre Fabiano faleceu no dia 06 junho de 1992, com 108 anos, mais continua vivo através de sua obra musical.

PS. O CD Alvorada Batalhense I e II que resgata a obra do mestre Fabiano foi produzido por George Machado Tabatinga

Sobre a "Valsa Momentos Felizes", Consta que ainda em vida o próprio mestre Fabiano, dizia que a mesma fora composta em meados de 1918, numa viagem que empreendera no lombo de um jumento, de volta a Batalha, depois de um animado e concorrido baile que tocara na Piracuruca de Nossa Senhora do Carmo. Cansado, parou para descansar, quando o sopro de sua aguçada e audaciosa inspiração, lhe trouxe à tona a valsa que se tornaria, em pouco tempo, um lenitivo para os ouvidos mais exigentes.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

A Banda de Música e Os Desfiles Cívicos

Banda do 25 Bc - Teresina-Pi
  • A vida urbana moderna nas cidades reservou com certeza um lugar para o som das bandas de músicas em muitos momentos, dentre estes: nos desfiles cívicos do dia 07 de setembro; e tantos outros, como inaugurações, procissões e missas, e outros de pura folia, como as “bandas” carnavalescas e de rua.
Erroneamente associados ao período militar brasileiro - que não criou, mas apenas incentivou eventos desta natureza - os desfiles cívicos parecem, não ter perdido a enorme popularidade de que gozavam há várias gerações.
Por exemplo, durante o período do Estado Novo, 1937-1945, houve uma preocupação do governo Getúlio Vargas em estimular o sentimento patriótico nas escolas e agremiações civis. O aspecto mais incisivo desta prática na área musical foi a organização, a cargo do maestro Heitor Villa-Lobos - compositor, didata e maior expoente da corrente nacionalista na música brasileira - dos Orfeões.
O fim do Estado Novo e do movimento orfeônico deixou um vácuo que foi parcialmente preenchido pelas Bandas de Músicas, agremiações musicais de inspiração européia cuja tradição entre nós remonta desde o Império. Estas passaram a encabeçar os desfiles cívicos, observados em várias datas, mas, concentrados no dia da Independência do Brasil, 07 de setembro.
Com o surgimento do rádio e a indústria de entretenimento a banda deixou de ser a principal alternativa de entretenimento, mas nunca deixou de ser uma séria alternativa de afirmação musical na vida das cidades.
Um exemplo é a Prefeitura de Teresina que utiliza a banda de música como elemento de formação de jovens através de um Projeto de Bandas-Escolas que mantém 23 bandas em diversas localidades da cidade. Em muitas outras cidades brasileiras o movimento de bandas tem crescido muito, principalmente pela força da cidade e das comunidades.
  • No estado do Piauí, hoje existem cerca de 70 bandas em funcionamento segundo dados da FEBEPI (Federação de Bandas do Estado do Piauí). Dentre estas estão: Banda de Música da Polícia Militar do Piauí (1875); Banda de Música Municipal de Parnaíba (1898); Banda de Música Municipal de Barras do Maratoan (1911); Banda de Música do 25 BC na cidade de Teresina (1918); Banda de Música Municipal de Picos (1942); e a Banda Sinfônica Municipal 16 de Agosto da cidade de Teresina (1968).
A título de esclarecimento, convenciona-se que as bandas de músicas são grupos instrumentais compostos exclusivamente por instrumentos de percussão, instrumentos de sopros de metal e instrumentos de sopro de madeira. As bandas diferenciam-se das orquestras (além, é claro, da finalidade diversa) pela ausência de instrumentos de cordas.
  • Vidéo com desfile do Comando Militar do Sul ao som do Dobrado Batista de Melo.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Centro de Educação Musical do Mocambinho: completa 20 anos


  • O Centro de Educação Musical do Mocambinho (CEM-Mocambinho), completou no mês de abril 20 anos de atividades ininterruptas. Alunos, professores e a comunidade do mocambinho têm muito a comemorar. São vários alunos que saíram de suas salas e ingressaram no mercado profissional e em faculdade de música levando consigo uma boa base de conhecimento ali adquiridos.

A criação dos escolões municipais da Prefeitura Municipal de Teresina (PMT), em 1989, possibilitou a rede pública municipal de ensino, ofecerer aos alunos destas escolas municipais de tempo integral, um novo modelo de ensino diferenciado, que além do ensino fundamental, complementa a carga horaria com cursos e oficinas de iniciação profissional em diversas áreas, com uma estrutura jamais oferecida pelo sistema.

  • O criador deste modelo de escola na cidade de Teresina foi o professor Wall Ferraz. Prefeito de então da cidade, Wall teve a feliz idéia de criar escolas de tempo integral na década de 80, ao perceber que em torno das comunidades mais carentes da cidade, muitas crianças e jovens viviam ociosas, sem ter condições de estudar, e sem oportunidade de acesso a uma profissionalização.

O Centro de Educação Musical do Mocambinho (CEM-Mocambinho), iniciou suas atividades em 1989, aparti da inauguração do Escolão do Bairro Mocambinho, complementando a carga horária dos alunos daquela escola, com cursos de iniciação profissional voltados para a area musical. Dentre os cursos oferecidos a época da instalação do CEM-Mocambinho, tinhamos: flauta doce com o prof. Silvan, coral com o prof. Pedro e o curso de iniciação musical através de instrumentos de bandas com o prof. Rocha Sousa, que com seus vinte e cinco alunos da primeira turma, formou nas aulas de prática de conjunto a banda de música da escola.

  • Aparti de 2001, a Banda do CEM-Mocambinho (Banda do Escolão Mocambinho), também passa a integrar as atividades da Fundação Cultural Monsenhor Chaves (FCMC), através do Projeto Bandas-Escolas da PMT. O referido projeto é responsável pela política de ensino e difusão musical de todas bandas-escolas mantidas pela PMT.

Em 2009 o CEM-Mocambinho, completa 20 anos de plena atividade, com o apoio e estrutura da própria escola (Escolão Mocambinho), da Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SEMEC), e da Fundação Cultural Monsenhor Chaves (FCMC). O Centro atende 110 alunos oriundos da própria escola e da comunidade, distribuídos nos cursos de violão, guitarra, teclado, baixo elétrico, flauta doce e instrumentos de banda de música. Os cursos são livres e práticos tendo uma duração média de três anos.

  • O Corpo Docente é composto por professores experientes: Rocha Sousa (tubas, bombardinos e trombone); Vitalino (teoria, saxofones e clarinetes); Leone (teoria, trompas e trompetes); Barroso (violão e guitarra); Keroline (violão e baixo eletrico); Daniel (bateria e percussão); Ubiratan (secretário).

Diversos grupos formados nas práticas de conjunto do CEM-Mocambinho estão aptos a apresentarem-se nos eventos da escola, da comunidade e da PMT, são eles: Banda de música Luiz Santos (Rocha); Banda de música Luiz Gonzaga (Vitalino); Grupo de Musica Popular (Keroline); Grupo de Violões (Barroso); Big Band (Leone).

  • O CEM-Mocambinho tem se destacado pela revelação de grandes talentos musicais que hoje são referencias obrigatória no mercado da música profissional em nossa região, são eles: Saxofones (Jardel, Person, Micael, Melke, Darciel, Raniel, Emylia Santos, Marcelo, João Filho, Wesley, Josué, etc.); Trombones (Vando, Emanoel, Edson, Humberto, Cristiano, Leone, Leonan, Junior, etc.); Trompetes (Pedro Henrique, Paulo, Branco, Hiderlan, etc.), dentre outros.

O CEM-Mocambinho completa 20 anos com uma marca consolidada de ser uma escola de música onde crianças do povo: negras, mulatas, amarelas, pardas e brancas, aprendem a tocar como profissionais.

  • Video feito no Centro de Educação Musical do Mocambinho para o Projeto Bandas-Escolas da PMT concorrer o Prêmio Piauí Inclusão Social 2008.