domingo, 30 de janeiro de 2011

O Negro e a Música das Americas


  • Na viagem forçada para a América, o negro levou toda a sua herança cultural. Nos amplos espaços da América, o grito do negro, mais do que uma manifestação musical, era um meio de reconhecimento da própria identidade africana e de clamor por liberdade.
Esse grito primal, inicialmente em estado bruto, ia se modificando e assumindo novas formas à medida que o negro absorvia a cultura americana. E o mesmo acontecia com a música que eles trouxeram da África, a partir do momento em que entrava em choque com a música de tradição européia.

A musica sempre esteve presente nas aspirações e lutas por liberdade dos negros desde que nas Américas, aportaram trazidos como escravos. Deles foi roubado, sua língua, família, e grande parte de sua cultura; ainda assim seus opressores não puderam remover a sua música, que era a expressão da alma deste povo. Ano após ano esses escravos e seus descendentes aceitaram o cristianismo que era a religião de seus senhores. A Musica era parte integrante do dia a dia do africano e era usada nos trabalhos, nas caçadas, nas festas, enfim toda a atividade era pontuada com musica.

  • Entre os povos da África, a música era uma espécie de argamassa social. O africano não conhece originalmente a música como uma manifestação isolada de arte e sempre a usou com uma função estritamente comunitária. Na África, música e linguagem nunca foram divididas rigidamente, como no Ocidente.

Na América, como na África, a música ritmava os trabalhos dos negros na lavoura. Muitas canções de trabalho (chamadas work-songs) obedeciam ao esquema de chamada -e-resposta. Esse esquema de chamada-e-resposta, ou solo-e-coro, também é encontrado na música religiosa afro-americana. Entre suas diversas manifestações, figura a música gospel (espécie de fusão dos hinos protestantes com as músicas de trabalho), em que o pregador sola e o restante da igreja responde. Os negros transformaram esses hinos de origem européia em verdadeiros cânti cos sincopados, ao ritmo vivo de palmas e batidas de pés.

O poder desta musica da Diáspora africana aparece como elemento condutor da grande herança ancestral e cultural da Mãe África. Por onde passou esta musica influenciou e deu novas formas às que já existia, quer seja na América do sul especialmente o Brasil, na América central e na América do Norte especialmente os Estados unidos, onde pela forte cultura de massa essa influencia se espalhou por todo mundo, Na forma primeiramente do Negro Spirituals e dos demais estilos dele derivados, como o Blues, Ragtime, Jazz, Gospel ... chegando até nossos dias com muito do que se ouve na mídia.

  • Negro Spiritual ou Plantations Songs

Do contato com as histórias bíblicas nasceu o Negro Spiritual ou Plantations Songs, um poderoso gênero que se tornou um dos elementos mais significativos da música americana. Nestas melodias simples eles expressaram o modo como eram tratados; suas labutas, suas dores, a brutalidade e a opressão a que eram submetidos, mas também expressava a sua fé, esperança e alegria. Eles estavam proibidos de falar ou de fazer instrumentos musicais como o tambor que usavam freqüentemente na África para se comunicarem, mas lhes era permitido cantar o que quer que sentissem. Este cantar, transformou-se numa valioso instrumento de expressão e numa forma de atenuar a cruel e brutal vida de escravo.

Originalmente a música negra era somente voltada para os negros, e não só foi ignorada mas, freqüentemente foi menosprezada pela comunidade branca. O movimento demográfico oriundo do Boom econômico que seguiu a Reconstrução após a guerra civil na america do norte ajudou a exportar músicos negros e sua música para cidades brancas, e começou pondo abaixo algumas barreiras culturais que existia entre as duas comunidades. Sem dúvida, os elementos soaram como ultrajante aos ouvidos dos brancos, suas letras eram obscenas e os movimentos eram indecentes. Sexo era o tema dominante nas baladas negras, e era sempre explicitada nas letras. Os cantores negros gostavam de gabar de seus desempenhos sexuais.

  • O tumulto causado pela música refletiu no aparecimento de intelectuais negros que desafiaram os estereótipos criados pela cultura branca. Ao término da guerra civil, o maior problema enfrentado pelo E.U.A. era como lidar com os milhões de negros sem educação e sem qualificação que ainda eram dependentes dos brancos para se sustentarem.

Hoje, a música negra (também conhecida como música afro-brasileira no Brasil e música afro-americana nos Estados Unidos) é um termo dado a todo um grupo de gêneros musicais que emergiram ou foram influenciados pela cultura de descendentes africanos em países colonizados por um sistema agrícola baseado na utilização de mão-de-obra escrava (plantation).

  • As músicas tribais africanas trazidas pelos escravos se mesclaram com outros ritmos europeus, formando novos gêneros musicais.

No Brasil

  • O Lundu

  • O Maxixe

  • O Samba e suas diversas variações, são considerado a maior contribuição dos negros para a música afro-brasileira.
  • O Coco
  • O Carimbó

Na America do Norte

  • O jazz (resultado da fusão da polirritimia africana com os ritmos de origem européia) é a grande contribuição dos negros para a música norte americana.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

A Música Nas Instituições Militares


  • A história nos mostra que desde os tempos mais remotos a música tem sido companheira do homem na paz, na guerra, no lar, na dança, nos rituais religiosos, etc.
Didaticamente a literatura tem dividido o estudo da música em três modalidades:
  • Música religiosa
Acompanha o homem dentro do templo religioso ou que é utilizada em seus rituais de adoração a divindade.
  • Música profana
Acompanha o homem nas diversões, no lazer, na folia fora do templo religioso.


  • Música MILITAR
Acompanha o homem na guerra objetivando impressionar ou atemorizar os adversários; dar ritmo e harmonia aos movimentos dos combatentes; anima-los e levatar lhes o espírito de corpo e para transmitir ordens.

NA ANTIGUIDADE

A Música Militar na antiguidade era feita fundamentalmente com instrumentos de percussão e instrumentos de sopro que serviam para marcar a cadência das tropas em seus deslocamentos.

  • Marchas batidas, Gritos de Guerra e Canções Guerreiras tinha como função primitiva incitar à coragem e aterrorizar o inimigo nas batalhas.

Curiosamente, a música usada para a marcação da cadência das tropas durante os deslocamentos com o tempo passou a ser chamada também de marcha.

NA IDADE MÉDIA
  • Na idade média a música militar passa a estar presente também nas cerimônias solenes e nos cortejos, no espírito militar medieval da Cavalaria. Ex. As Cruzadas.

NA IDADE CONTEMPORÂNEA
  • No século XIX, com o liberalismo, a música militar estabeleceu um contacto mais próximo com a sociedade civil. Com a Revolução Francesa, o relacionamento do Exército com a sociedade civil vai trazer a música militar dos salões da corte e dos quartéis para o povo nos espaços ao ar livre e um novo tipo de repertório vai servir o entusiasmo e a afirmação dos ideais liberais.
A Revolução Industrial vai permitir um grande desenvolvimento dos instrumentos de sopro e dar origem ao modelo de Banda de Música que hoje conhecemos.

TIPOS DE MÚSICA MILITAR
  • Gritos de Guerra – têm por finalidade levantar o moral da tropa. Ex. “Hurra!”
  • Comando por Toque - têm por finalidade transmitir ordens do comandante para a tropa. Ex. Toques de cornetas;
  • Hinos e Canções Cívicas - têm por finalidade exaltar os símbolos de patriotismo na tropa. Ex. Hino nacional brasileiro.
  • Marchas de Desfiles - têm por finalidade marcar a cadência de deslocamento da tropa em passos por minuto. (1) Marchas de Passo Largo - é uma marcha lenta e pesada, usual nos longos percursos; (2) Marchas de Passo Ordinário - é uma marcha bem mais rápida, com andamento próximo ao dobro do anterior, utilizada em desfiles, continências e paradas militares; (3) Marchas de Passo Acelerado - marcha de ataque para a tomada de pontos do terreno ou na carga sobre as linhas inimigas.
  • BIBLIOGRAFIA:
Celso Benedito - Curso Mestres, Historia e Didática nas Filarmônicas, ed. Gov da Bahia.

Antonio Gonçalves Meira e Pedro Shirmer - Música Militar & Bandas Militares, ed. Ombro a Ombro.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Lira Barrense Comemora 100 Anos

Banda Lira Barrense de Barras do Maratoan - Pi
  • Ela foi fundada em 1911 para abrilhantar as solenidades do municipio de Barras e chega em 2011 comemorando seu centenario com muito orgulho. Consta, segundo o conhecimento popular, que a banda Lira Barrense nasceu de um protesto – o primeiro movimento do município – contra a falta de estradas na região. Depois da manifestação, o grupo virou voz ativa em agenda cultural e nasceu o Lira Brasileira e posteriormente Lira Barrense.

A banda de música Lira Barrense do municipio de Barras do Maratoan - Pi, tem uma história que confunde-se com a própria história cultural do municipio de Barras. Nesses cem anos de plena atividade a banda sempre esteve muito presente na vida cultural da cidade apresentado-se nos momentos mais caros e solenes da comunidade barrense, recepcionando autoridades e entretendo as festividades públicas.

  • Em comemoração ao seu centenário o grupo vem recebendo justas homenagens pelos serviços prestados aos barrenses, sendo recentemente homenageada no primeiro Sarau Litero-Musical de Barras como uma das mais antigas bandas de música do Estado do Piauí.

O maestro Teotônio Rodrigues de Oliveira atual regente da banda informou que a Lira conta com 39 integrantes e aposta na Escola de Música, que será criada este semestre, para formar novos alunos.

  • A Lira Barrense é uma espécie de orquestra do interior. "Tocamos de tudo, deste marchas até músicas sofisticadas”, disse o maestro Teotônio Rodrigues.
E para marcar o seu centenario a banda Lira Barrense foi agraciada entre 3.090 inscritos pelo Programa BNB de Cultura – Edição 2011 – Com recursos que serão investo no melhoramento técnica da banda. R$ 61 mil serão destinados para compra de instrumentos, 24 mil para gratificações e 10.500 compra de camiseta, banner, cartazes para distribuir.

Segundo Germano Filho (Coordenador de Cultura da Prefeitura de Barras), com o Projeto do BNB serão atendidos 80 jovens carentes de 13 a 17 anos pelo projeto. Eles terão 900 horas aulas de música gratuitas. Mais 40 jovens das escolas municipais, de 18 a 29 anos, que serão indicados por associações comunitárias, serão incluído.

  • Além destes, mais 30 pessoas serão capacitadas para o conserto de instrumentos musicais em 12 módulos no espaço d e 1 ano . Ao todo, 150 pessoas participarão das atividades de capacitação e inclusão social.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Banda de Música Municipal de União-Pi

  • Banda Municipal de União - Pi, apresentando-se no adro da Igreja Matriz no tradicional Festejo local de São Raimundo Nonato, em 29 de agosto de 1944, dia em que se homenageia até hoje os Vaqueiros.

A Banda de Música Municipal da Cidade de União surgiu da mesma maneira que muitas bandas municipais sugiram nas pequenas cidades do Nordeste. Foi numa época que os meios de comunicação de massa ainda eram muito insipientes, em que o fornecimento de energia elétrica era privilégio apenas das grandes cidades e, que por isso mesmo praticamente não havia ainda sistemas de amplificação de som. Dado esse cenário eram das Bandas de Música Municipais, o papel de comunicação musical nas cidades interioranas de pequeno porte.

  • Inspiradas nas tradicionais Bandas Militares e geralmente criadas e financiadas pelas prefeituras dessas cidades, as Bandas de Música sempre cumpriam, principalmente, dois papeis básicos: o primeiro servir como um meio estratégico político de animação musical em eventos oficiais das prefeituras, tais como inaugurações de escolas, estradas, praças e obras em geral. E o segundo de prestar auxílio nas solenidades da Igreja Católica, como em procissões, missas, leilões de festejos de santos, enterros etc.

Segundo o atual mestre da banda, Antonio Tertuliano dos Santos, conhecido como “Seu Neguinho”, que também é o mais antigo e experiente integrante desta, não há registros da origem da Banda de Música Municipal de União, todavia podemos com certeza dizer que ela tem no mínimo 6 décadas de existência. Isso porque há um registro fotográfico em que a banda se apresenta no adro da Igreja Matriz no tradicional Festejo local de São Raimundo Nonato, em 29 de agosto de 1944, dia em que se homenageia até hoje os Vaqueiros, uma das figuras mais representativas da nossa cultura.

  • Nessa época, no governo municipal de Filinto Rêgo (1937-1945), o maestro regente da banda era Sebastião Simplício, renomado maestro da época que também regia a Banda de Música da Polícia Militar do Piauí.

Ainda segundo "Seu Neguinho", a mencionada banda, passou vários anos sendo formada e reformada por músicos escolhidos quase sempre por critérios próprios, ou seja, cada prefeito que entrava reorganizava a banda segundo seus interesses políticos.

Foi apenas no ano de 1985, por meio da Lei 177/85 de 17 de abril, que definitivamente foi criada, de modo oficial, a Banda de Música Municipal de União. A partir daí ela passou a ter diretoria, regimento e sede própria. A lei garantia ainda o total apoio financeiro da Prefeitura Municipal de União, para mantê-la.

  • Banda Municipal de União - Pi em pose durante apresentação no ano de 2000 onde podemos identificar alguns de seus componentes [Seu Cicero - sax alto; Seu Edmilson - trombone; Seu Neguinho - trompete; Seu Chico Fugueteiro - Tuba Mib; Ronaldo - sax tenor; Pai Preto - tarol; Costinha - Bombo].
Entretanto muitos anos se passaram e aos poucos a Banda de Música Municipal de União foi sendo esquecida pelas autoridades competentes: Não havia uma política de formação de instrumentistas para o quadro permanente da banda, muito menos procedimentos de reposição dos músicos que se aposentavam. Além de tudo os instrumentos, muito antigos, com o tempo passaram a ter problemas constantemente, ficando alguns inutilizáveis definitivamente, pois também não existia uma ação governamental de manutenção desses equipamentos.
Foi só a partir de 2009 que a Prefeitura Municipal de União retomou o seu olhar para a importância cultural e histórica da referida banda, concebendo um projeto para sua revitalização. Com isso foi possível contratar o músico piauiense, mestre de bandas, pesquisador musical e membro avaliador da Confederação Nacional de Bandas e Fanfarras (CNBF), Maestro Regente Antonio Carlos Rocha Sousa. Com ele houve um ganho substancial na qualidade técnica da Banda, pois se iniciou um a política de reciclagem dos músicos veteranos e a formação de novos jovens instrumentistas oriundos da Escola Pública Municipal de União “Padre Luiz de Castro Brasileiro”, e o concerto dos instrumentos danificados.

  • Atualmente a Banda de Música Municipal de União conta com 20 (vinte) músicos destes, 8 (oito) são os instrumentistas veteranos, e os outros 12 (doze) são instrumentistas adolescentes recém formados em um curso básico de música oferecido pela prefeitura.
  • Maestro Rocha Sousa apresentando-se com a banda de música formada por jovens da Escola Municiapal Padre Luiz Brasileiro durante as comemorações do aniversario da cidade de União-Pi em setembro de 2009.

Assim sendo podemos dizer, sem levar em conta a formalidade da Lei que criou-a em 1985, que a Banda de Música Municipal de União tem aproximadamente mais de 70 anos de uma importante e rica história, que tem que ser preservada e sempre valorizada por todos.

  • Texto Apresentação do Projeto "Equipar Para Respeitar a História de Uma Banda", escrito por Marcelo Cruz - Gerente de Cultura do Municipio de União-Pi.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Arranjadores Brasileiros: Maestro Duda

Maestro Duda do Recife

  • A primeira vez que ouvi falar no maestro Duda foi por volta de 1987 quando estava iniciando meus estudos musicais e os colegas de banda ensaivam um frevo intitulado "Duda No Frevo". Aquele nome me intrigou e fiquei a me perguntar: - Quem será esse Duda que está sendo homenageado com esse frevo? Logo depois conversando com o mestre da banda descobri que tratava-se de um maestro pernambucano arretado como muitos outros que nasceram naquela terra abençoada de Cusi de Almeida, Guedes Peixoto, Dimas Sedícias, Capiba e tantos outros.

José Ursicino da Silva, o Maestro Duda, nasceu em 23/12/1935, em Goiana, Pernambuco. Sua trajetória artística, iniciou-se aos oito anos em Goiana, na Banda Saboeira. Compositor, arranjador, instrumentista e regente precoce, compôs sua primeira música – o frevo ‘Furacão’ – aos 12 anos e aos 15 já atuava na Jazz Band Academic e na Orquestra Paraguari da Rádio Jornal do Commercio de Recife.

O Maestro possui vasta experiência, tendo recebido inúmeros prêmios. Apenas a título exemplificativo, citamos festivais de frevo em Pernambuco, premiações nacionais como melhor arranjador da MPB-80, premiação da Secretaria de Cultura de São Paulo (Projeto Memória Brasileira), como um dos doze melhores arranjadores do século, melhor arranjador do MPB-Shell.

Sua trajetória inclui viagem com sua orquestra para Miami, inaugurando o primeiro vôo internacional do frevo. Na comemoração dos anos 100 da OEA foi tocada a Suíte Recife, de sua autoria, que mereceu destaque no The Washington Post. Suas músicas foram gravadas em todo o Brasil e no exterior e estão presentes em mais de cem discos.

Atuou intensamente como compositor, arranjador, instrumentista e regente no sul do país e no exterior. No momento integra a Orquestra Sinfônica do Recife, é Professor-Arranjador do Conservatório Pernambucano de Música e Regente-Arranjador e instrumentista da Orquestra Paraibana de Música Popular.

Teve músicas gravadas no exterior, estando presente em mais de 100 discos. Foi escolhido pelo Projeto Memória Brasileira, da Secretaria de Cultura de São Paulo, como um dos 12 melhores arranjadores do século.

  • Em 1997 o Projeto Memória Brasileira, da Secretaria de Cultura de São Paulo, o escolheu como um dos 12 melhores arranjadores do século e lançou o CD "Arranjadores", com seu arranjo para "Bachianas nº5", de Heitor Villa-Lobos, tocado pela Banda Savana, homenageando-o ao lado de outros grandes arranjadores brasileiros como Maestro Cipó, Moacir Santos, Cyro Pereira, José Roberto Branco e Nelson Ayres.

  • Apresentação da Orquestra do Maestro Duda na praça do Marco Zero, em Recife no carnaval de 2009.

A extensão da obra do maestro Duda extrapola as fronteiras da cultura regional, da música popular e dos ritmos de carnavalescos. Suas composições para formações sinfônica impressionam pela beleza e o coloca ao lado dos mais completos compositores e arranjadores do séc. XX. Se alguem tiver alguma dúvida, ouça abaixo uma pequena mostra de seu rico acervo de obras.

  • Suite Nordestina


  • Suite Monete

  • Suite Pernambucana de Bolso
  • Música para Metais 1 / 2
  • Fantasia Carnavalesca