segunda-feira, 28 de junho de 2010

A Revolução Não Aconteceu

Maestro Rocha Sousa
  • Há exatamente um ano e seis meses atrás estava assumindo a Fundação Municipal de Cultural Monsenhor Chaves da Prefeitura Municipal de Teresina, o Professor Cineas Santos. Com grandes discursos inflamados e eloqüentes, prometia mudanças radicais nas ações que vinham sendo executada naquele órgão. Foi assim que o Professor e uma equipe composta de alguns amigos do peito assumiram (ou tomaram posse), a administração da Fundação Monsenhor Chaves.
Passado os dezoito meses, tempo que durou a administração do Professor Cineas Santos, fazemos aqui uma ligeira analise de sua estada a frente daquele importante órgão cultural do nosso município.
Não duvido das intenções do professor em fazer uma grande administração, mas, infelizmente a revolução prometida não aconteceu. Ao contrario, em sua passagem a frente da administração da Monsenhor Chaves, aconteceram alguns erros que infelizmente comprometem em muito uma boa avaliação da imagem de sua administração. Dentre estes podemos citar:
  • Erro 1: O Professor fez uma administração desprezando os funcionários efetivos antigos e experientes da casa e confiou apenas aos convidados de sua equipe a maioria das funções gratificadas, não respeitando o limite de 30% que a lei sugere que sejam preenchidos por funcionários de carreira do órgão.
  • Erro 2: Seria legal também que a administração do professor interagisse com os artistas e demais agentes da cultura que foram alijados do protagonismo cultural. Em sua administração sua equipe fazia todos os planejamentos só, sem abertura para participação dos outros envolvidos no processo que apenas executavam, como em uma ditadura.
  • Erro 3: Implantação e valorização de novos projetos culturais de cunho pessoal e desprezo e desvalorização de projetos culturais antigos e premiados da casa que vinham sendo executados há mais de dez anos como o projeto Bandas-Escolas que foi desprezado por um ano e só vindo a retomar sua manutenção normal mais recentemente quando o maestro Vitalino assumiu sua coordenação.
Para encerrar esta analise que não tem a eloqüencia dos discursos do digníssimo professor, mas, a compreensão politica do Cabloco Piauí que sou, pergunto apenas quanto custa qualificar um músico profissional no Piauí como os que foram qualificados na Escola de Música Adalgisa Paiva (EMAP/UFPI) pelo maestro Luizão Paiva em convênio com a Prefeitura de Teresina durante seis anos e que a administração Cineas Santos acabou.

  • Passado esse momento administrativo na Monsenhor Chaves posso dizer que nada foi diferente nesta administração do que fazem os velhos políticos na administração pública brasileira, apenas hipocrisia de quem tanto promete e não cumpre.
Somos artistas. E artista deve naturalmente ter o espírito e o pensamento livre. Sem isso, toda a criação fica comprometida. É isso! Vamos nos expressar!!!

PT Acabou!


* Maestro Rocha Sousa é músico, compositor, arranjador, mestre de banda e cabloco piauiense nascido em José de Freitas-Pi, criado em União-Pi e radicado em Teresina-PI desde os 12 anos. É autor entre outras de Rapsódia Sertaneja com Temas do Folclore Piauiense Para Banda Sinfônica (pesquisa folclórica), presente no repertório das grandes bandas sinfônicas brasileiras.
  • Pequeno documentário sobre o trabalho desenvolvido na Escola de Música Adalgisa Paiva (EMAP/UFPI) sob o comando do maestro Luizão Paiva.

domingo, 27 de junho de 2010

Mestre Vitalino Júnior

Mestre Vitalino Jr.
  • Vitalino Jr. é músico, compositor, arranjador e regente, nascido na cidade de Teresina com grande habilidade na condução de banda de música e formaçãoes musicais de sopro. Um légitimo representante da nova geração de músicos piauienses que tem se destacado no meio musical da nossa região como um mestre na arte de formar e conduzir bandas de música.

Iniciou sua formação musical (técnica e ideologica), nos anos 90 com o mestre Rocha Sousa na Banda do Centro de Educação Musical do Bairro Mocambinho (Escolão do Mocambinho), da Prefeitura de Teresina-Pi, com que passou atuar em diversos projetos.

Filho de uma escola de música profissionalizante (como é a banda de música), o mestre Vitalino Júnior ingressou na banda de música do Escolão Mocambinho quando tinha 15 anos de idade e ali teve basicamente toda sua formação musical em uma escola que utiliza a banda de música como instrumento musicalizador e que adota caracteristicas de ensino musical que difere do modelo adotado nas Escolas de Músicas Tradicionais.

Caracteristicas marcantes no Ensino Musical das Banda de Música e que o Mestre Vitalino é um fiel seguidor.
  • O aprendizado de um instrumento musical está diretamente associado a um objetivo muito bem definido que é tocar na banda e não receber um diploma;
  • O treinamento de leitura musical antecede a prática instrumental;
  • Não há seriação nem um programa unificado, ficando um espaço aberto para adequação à realidade do aluno, respeitando seu desenvolvimento, sem imposição de um modelo único de aluno-padrão;
  • O aprendizado é realizado através do relacionamento com os músicos mais antigos. Insiste na convivência diária com a rotina musical da banda como fator de aprimoramento e renovação de seu contingente, de ampliação e continuidade;

  • O aluno tem a oportunidade de ter uma aprendizagem dinâmica, ministrada pelo mestre e por outros membros da banda.

Atualmente Vitalino atua como regente e mestre de banda em vários projetos chegando a ser por duas vezes campeão na categoria bandas de concerto no I Campeonato de Bandas do Estado do Piauí e no I Concurso de Banda da Prefeitura Municipal de Teresina (PMT) em 2008 com a banda do Escolão Mocambinho.

Profissionalmente tem atuado principalmente na formação de novos músicos através dos projetos: "Projeto de Bandas da PMT" onde atualmente coordena e no projeto "Cidadão Afinado" na cidade de São Miguel do Tapuio-Pi, onde formou e rege uma banda de música com jovens daquele municipio.

  • Quando eu entrei aqui o sistema que funcionava era de semi internato. Eu entrava sete da manhã e saía sete da noite. Mas adorava. Comecei com saxofone mas o que mais me marcou foi quando eu tive a oportunidade de ser regente pois era o que eu queria na música. Comecei dando aulas e até hoje me sinto muito feliz com o que consegui na vida em razão desta oportunidade que tive”, diz ele.


Maestro Eraldo Lopes

  • Maestro Eraldo Lopes dos Santos é um dos principais nomes da música instrumental de sopro piauiense. Sucessor do Maestro Luiz Santos na antiga Banda da Escola Técnica Federal é hoje responsavel juntamente com a maestrina Iara Marques pelas as atividades desenvolvida no antigo Cefet-Pi e hoje IFPI.

Desde muito jovem ainda adolescente no inicio da década de 70 do sec. XX, o maestro Eraldo já mantinha uma forte ligação com o IFPI (antiga Escola Técnica Federal do Piauí - ETEFPI), como estudante do curso técnico e também como aluno de música da banda daquela instituição de ensino.

Em sua carreira musical registramos sua passagem pelo Exercito Brasileiro como cabo-músico trompetista da Banda do 25º Batalhão de Caçadores localizado na cidade de Teresina-Pi, bem como por diversos grupos musicais sempre na cidade de Teresina e região.

Formou-se em Educação Artistica com habilitação em música na UFPI no inicio da década de 80 do sec. XX, e seguiu os passos do mestre ao se incorporar por concurso ao quadro de professores da então ETEFPI vindo em pouco tempo assumir a regência da banda com a aposentadoria do Profesor e Maestro Luiz Santos.

  • O Maestro Eraldo, é um mestre que tem se preocupado e contribuido muito para o desenvolvimento técnico musical piauiense, seja ministrando aulas, tocando, regendo ou fazendo intercâmbios com outros centros musicais.

É um mestre que está sempre disposto a dar sua colaboração como já o fez dirigindo instiuições como a Ordem dos Músicos do Brasil (Piauí), e atualmente faz sendo membro da Federação de Bandas do Estado do Piauí - FEBEPI.

  • Banda do Cefet-Pi sob a regência do maestro Eraldo Lopes participando do Festival de Bandas de Teresina em 2009


sábado, 26 de junho de 2010

Memorial da PMPI Maestro Luiz Santos


  • A Polícia Militar do Piauí completou 175 anos de existência no dia 25 de junho de 2010, e para comemorar a data realizou uma solenidade no Quartel do Comando Geral, em Teresina. Durante a solenidade foi inaugurado o Memorial Histórico da Polícia Militar do Piauí 'Tenente Coronel Luiz Santos".

Tenente-Maestro Elton Oliveira em pose ao lado do Painel dos Ex-Mestres da Banda PMPI

Com diversos artigos da Instituição, além de exposições fotográficas e de fardamento dos policiais utilizados durante os 175 anos de corporação a Policia Militar do Piauí inaugura o Memorial Histórico que homenageia o Maestro Luiz Santos que foi um dos grandes maestros da banda da corporação em seus tempos de gloria.

Na ocasião, também foi lançado um livro que conta a história da polícia e faz um comparativo com a história do Piauí. É um resumo da história da Polícia Militar do Piauí e do trabalho da Instituição que sempre cresceu junto com o Estado. É a PMPI dando um exemplo para muitas instituições que tem o dever de cuidar da memoria cultural do nosso povo.


O Memorial da Polícia “Tenente Coronel Luiz Santos” é um espaço que expoem através de paines fotograficos, armamentos e uniformes utilizados desde 1911 e outros materiais usado no contidiano da corporação que faça registro aos fatos marcantes na história da Policia Militar do Piauí.


  • O Comandante Geral da Polícia Militar do Piauí, Coronel Francisco Prado tem se esforçado para cuidar da segurança de cada cidadão e tem dado um exemplo a ser seguido em relação a memoria da corporação. A PM aniversaria e ganha um livro e um memorial que conta toda sua história e resgata a grandiosidade de nossa centenaria corporação, que se preocupa com cada um de nossos cidadãos. Parabéns PMPI.

domingo, 6 de junho de 2010

O Carater Conspirador das Banda de Música


  • Qualquer marcha de passo dobrado (marcha militar), composto antes de 1930 representa um pouco do espírito conspirador que as bandas de música representavam até aquele momento. Muitas coisas contribuíram para a mudança deste caráter em nossas bandas, mas a principal delas foi uma mudança política profunda.

A Revolução de 1930 (era Vargas) acabou com a organização autônoma das regiões, e com isso a influência das bandas nas cidades; determinou o fim do regionalismo, a conversão das bandas de conspiradoras, formadoras de opinião, em células cívicas, atreladas à política oficial da música.

  • Segundo o Maestro Fred Dantas, nesta época, certos dobrados que tinha caráter conspirador tiveram suas execuções proibidas pelo poder oficial, dentre eles o dobrado "Bombardeio da Bahia". Quem tocava era preso! Na revolução de 30 durante cinco anos todas as manifestações populares foram proibidas (bandas, coreto, etc.).
As bandas de lá pra cá com o fortalecimento do poder central e a política de criação dos mitos nacionais chegam aos anos 40 como organizações sobretudo dóceis. Saímos da época dos mitos regionais como lampião, Zezé Leão e outras figuras que cada cidade produzia, para a época dos grandes mitos nacionais criados com a força do rádio, como: Francisco Alves, Carmem Miranda, Roberto Carlos, Pelé, etc.
  • Isso explica um pouco a imagem romântica que se construiu a parti da década de 30 em torno das bandas de músicas e vindo consolidar-se nos dias atuais... Uma re-criação onde perdemos mais que uma marca, perdemos nossa característica de "FURIOSA" em troca de um carinhoso "BRIOSA".

A falta de respeito pelas bandas não tem limite. Como diria o nosso companheiro Nylton Batista:

"Começa com o próprio termo "banda", desviado da verdadeira banda para qualquer conjunto de música popular, independentemente de sua formação e do gênero de música executado. Os dicionários registram diversos conceitos para o termo, mas na área musical, até há alguns anos, o termo designava apenas "conjunto de músicos tocadores de instrumentos de sopro e de percussão, formado no estilo militar". E, mais ou menos essa, é a definição do Dicionário de Música (Zahar Editores - 1985).

  • Banda de música sobrevive somente porque é fruto de trabalho voluntário, soma de boa vontade entre músicos, respectivas famílias e amigos. Integrado à banda e a ela dirigindo o melhor de si, o músico se sacrifica para que ela não sucumba diante dos percalços, que não são poucos. Atrás dele vêm então a família, amigos e defensores das tradições locais. Embora se constitua forte elo da cultura nacional e mais ampla escola de música, gratuita e aberta a todos, o Estado não lhe dá devida proteção, direcionando-lhe tão somente sobejos via renúncia fiscal a título de ajuda.”

O Estouro de Algodões

  • Há exatamente um ano atrás compus um dobrado que eu mesmo intitulei: “O Estouro de Algodões”, mas poderia chamar-se também dobrado "27 de Maio". Resolvi escrever esta peça musical, para registrar minha indignação pelo rompimento da barragem do açude Algodões provocando uma calamidade que dizimou uma parte das populações interioranas dos municípios de Cocal da Estação e Buriti dos Lopes aqui no estado do Piauí.
A história da música nos mostra que independente de estilos, os compositores sempre se valeram dos fatos históricos para escreverem obras musicais e no caso das bandas de música os mestres compositores desta formação sempre escreveram suas obras mais caracteristicas, "os dobrados", para registrar os momentos felizes e trágicos na vida das cidades. Em nosso caso, como compositor e mestre de banda piauiense que somos, esse foi um momento lamentavel que resolvemos registrar em uma obra musical, e assim contribuir com uma tradição secular.

Algumas obras do repertório da banda de música brasileira foram escritas com essa finalidade.
  • Dobrado Os Flagelados [Joaquim Pereira de Oliveira – Caiçara-PB], ao escrever esta peça o compositor na época (1932), músico da banda da PMPB, inspirou-se para escrevê-la, nos retirantes da seca, que se postavam defronte ao prédio dos Correios e Telégrafos. Tal composição, produzida em poucas horas de trabalho, é na verdade um grito de dor e revolta do compositor, indignado com a fome e a miséria que presenciava todos os dias ao se dirigir para o expediente no quartel da Policia Militar.
  • Dobrado Bombardeio da Bahia [Antonino Manoel do Espírito Santo - BA] registra o episódio de 1912. em que os desentendimentos entre o governo federal, ao tempo do presidente Hermes da Fonseca com o governador J.J. Seabra culminam com o bombardeio da cidade de Salvador a partir do forte do Barbalho e de navios ao lago. Pode ser considerada música descritiva, no momento em que inclui os canhões e a metralha na percussão, alem de toques originais de corneta.

Voltando a calamidade provocada pelo estouro da barragem algodões, infelizmente um ano depois da tragédia o que se percebe é que muito ainda falta ser feito por parte das autoridades responsáveis em prol das vitimas deste lamentável acidente que provocou muitas baixas nas famílias que ali moravam e ainda esperam por ajuda.

  • Video-documentários e reportagem de tv sobre a tragédia de Algodões.

  • Rompimento da Barragem Algodões, no Piauí, cria "tsunami" de quase 10 metros, devasta povoados, causa várias mortes e deixa um rastro de destruição em duas cidades.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Música Piauiense: Marcos Históricos


  • Existem muitas formas de olharmos para a história da música piauiense. É possível observarmos as trajetórias e produções de seus artistas, músicos, compositores, cantores, arranjadores, produtores culturais, em diversos momentos da nossa história. Este viés nos leva a uma análise micro-social e nos mergulha em uma diversidade riquíssima. O ângulo macro-social, por outro lado, permite perceber eventos que aparecem como marcadores, é como se fossem âncoras que nos levam a momentos que catalisam pensamentos, tendências, sonhos e se traduzem em unidade.
A criação da Banda Lira dos Educandos Artificies em 1848 na cidade de Oeiras-Pi certamente é um fato que figura em nossa história que constitue um marco na história da nossa música, assim como outros fatos que merecem nossa atenção.
  • Banda de Música Lira dos Educandos Artífices - foi criada em 1848 na cidade Oeiras-Pi quando a mesma ainda era capital da então Província do Piauí. Com a mudança da capital para a cidade de Teresina em 1852, a banda foi transferida também junto com outros orgãos do governo para a nova capital, permanecendo presente na vida cotidiana e social da nova capital até ser extinta em 1873.
A criação da Banda de Mda Policia Militar do Estado do Piauí em 1875 é outro grande marco na história da música piauiense que merece destaque em nossa analise.
  • Banda da PMPI a mais antiga banda de música em atividade no estado do Piauí, criada em 17/07/1875, completando 135 anos de existencia em 2010.

Dentro desta mesma linha temos ainda que destacar a criação da Banda do 25º BC em 1918 e a criação do coral da igreja Nossa Senhora do Amparo em 1940.

Mais recentemente já na década de 70 do sec. XX, temos o surgimento de um importante marco na história da música piauiense, que é a criação da Universidade Federal do Piauí- UFPI e seu Departamento de Arte - DEA, o único pólo acadêmico de ensino musical até hoje existente no estado do Piauí.
  • A história acadêmica do ensino da música no estado do Piauí tem um de seus principais marcos fundantes no início da década de 1970. É a partir das atividades promovidas pelo Projeto Piauí e com a decisiva atuação de professores de renome nacional que atenderam ao convite do Governador Alberto Silva – como: Reginaldo Carvalho, Emílio Terraza, Carlos Galvão e Emmanuel Coelho – é que surgiram as Licenciaturas Curtas na área de Arte e, posteriormente, em 1977, nasceu a Licenciatura Plena em Educação Artística, na UFPI.
A implantação da Banda da Escola Técnica Federal do Piauí em 1971 pelo maestro Luiz Santos revoluciou o ensino musical para a juventude e é considerado em minha opinião um marco em nossa história vindo posteriomente servir de modelo para implantação de outros projetos de ensino musical para os jovens em nossa cidade.
Outor marco que merece especial destaque foi a criação da Escola de Música de Teresina em 1978 pelo maestro Reginaldo Carvalho e outro mestres que deixaram sua contribuição para o crescimento da música em nosso estado.
Não poderia deixar de citar aqui o um projeto criado em 1988 e que me fez ser músico, pesquisador e mestre de banda o Projeto Bandas-Escolas da Prefeitura de Teresina - PMT criado em 1988 e que chega em 2010 como o maior centro formador de músicos de sopro e percussão da nossa região.
Em 1993 surge outro marco importante da nossa história musical a criação da Orquestra de Camara de Teresina liderada por um grande idealista o maestro Emanuel Coêlho Maciel que a parti de então nos possibilitou vim a ter a uma Orquestra Sinfônica em nossa capital.
Em 2002 novamente o ensino musical se destaca com a criação da Escola de Música Adalgisa Paiva - EMAP/UFPI, que revolucionou e revoluciona com sua proposta pedagógica voltada para o ensino da música popular sob orientação do maestro Luizão Paiva.
E por último destacamos a criação da Banda Sinfônica 16 de Agosto em 2008 na cidade de Teresina.
  • Pode ser que alguns estudiosos não concordem mas em minha opinião esse são alguns dos fatos que considero marcos históricos importante dentro de uma analise ligeira sobre a história da música em terras piauienses.

Mestre Zullite: Um Formador de Músicos

Mestre Zullite
  • O maestro Francisco de Assis Aguiar, mais conhecido como mestre Zullite é natural da cidade de Santana do Acaraú, no Ceará, em 1936. É filho de João Batista Aguiar e Luzia Batista de Aguiar. Herdou da família o talento para a música. Seu tio Juvenal Teixeira Aguiar, era exímio tocador de harmônica.
O mestre Zullite iniciou sua carreira, ainda menino, tocando instrumento de sopro conhecido como pífaro. Largou a profissão de mecânico para ingressar no caminho da música, instruído pelo lendário músico Raimundo “Tropa”, no aprendizado da “teoria musical”.

Fez história na década de 70. Ingressou nos quadros da Polícia Militar em 1972 e introduziu o ensino efetivo de música para a banda da Prefeitura Municipal da Parnaíba e à comunidade. Fundou uma escola para ensinar música dentro do alojamento da Banda da Polícia Militar. É autor do arranjo do Hino da Parnaíba, e também arranjador da música “O milionário" do compositor parnaibano José Bispo.

  • Mestre Zullite é considerado um exemplo pela sua dedicação ao ensino musical na cidade de Parnaíba, não somente pelo fato de ser um orientador no ensino de música nesta cidade, mas por fazer seus alunos descobrirem valores essenciais para uma convivência harmoniosa na sociedade.

Heavy Metal Made In Piauí


  • A história do rock heavy metal piauiense se confunde com a saga destes rapazes de Teresina. João Filho, Thyrso, Pincel e Kinha montaram o VÊNUS em 1982. Os pioneiros do VÊNUS, sem sombra de dúvida, conseguiram realizar um grande feito ao lançar um LP do grupo em 1986. Hoje este disco com sua capa primitiva, som ruim, mas com um bom metal oitentista que mais parece uma demo prensada em vinil, é um raríssimo item de colecionador e ocupa lugar de destaque na história do metal brasileiro.
No início tocavam apenas covers, mas logo começaram a compor material próprio e se apresentar ao vivo. O festival “Setembro Rock” realizado em Teresina no ano de 1984, foi a primeira grande apresentação da banda, que tocou naquele evento para um público de 2000 pessoas. No mesmo ano, o guitarrista Ico Almendra se juntou a banda. No ano seguinte gravam a primeira demo com seis faixas, mas procuravam por um vocalista mais agressivo (até então o guitarrista Thyrso cantava) e encontraram: Kleber (ex WAGARK).

  • As gravações do primeiro álbum começaram em 1986, porém, o novo vocalista deixaria a banda antes do fim dos trabalhos, tendo Thyrso que voltar a cantar. Mais tarde seria a vez de João Filho assumir os microfones. Com ele a banda viajaria ainda em 1986 para São Paulo a fim de promover o álbum e por lá fizeram dois shows, os quais inclusive, foram filmados oficialmente!
Neste mesmo ano, tocaram novamente no Festival “Setembro Rock” ao lado de nomes como A CHAVE DO SOL, MEGAHERTZ entre outros. O Vênus encerraria suas atividades ainda no final de 1986. Mais tarde, Thyrso e Ico Almendra fariam parte do Line-up do AVALON e posteriormente Thyrso integraria o SCUD…

  • LINE-UP: João Filho - Vocals / Thyrso - Guitars, VocalsIco Almendra - Guitars / Pincel - Bass / Kinha - Drums
Fonte: Metaleros.de

terça-feira, 1 de junho de 2010

Banda-Escola do Muncipio de União-Pi

  • Com o intuito de colaborar com a evolução e o estudo da arte musical na cidade de União-Pí, o Projeto "Banda-Escola do Municipio de União" iniciou suas atividades no muncipio desde o dia 03 de maio de 2010, sob a coordenação do Maestro Rocha Sousa. O Projeto tem como meta pricipal, estruturar a primeira Banda Municipal Mirim de Música da Cidade e para isso conta com total apoio da Prefeitura Municipal de União-Pi.
O Projeto foi implantado na Escola Municipal Padre Luis Brasileiro e nesta primeira fase pós-seleção dos alunos, está sendo desenvolvido o curso de musicalização e os primeiros contatos dos alunos com um instrumento musical. A idéia é que num segundo momento seja realizada uma seleção de alunos em outras escolas do município, para que num futuro, a médio prazo, União tenha não só este grupo mas, reuna as condições de implantar sua própria Orquestra Sinfônica.


  • "Com relação a nossa tradicional Banda Municipal de Música, ela também está contemplada no projeto, o qual prevê a reforma completa de seus instrumentos e aquisição de outros novos. Os músicos mirins que estarão sendo formados também serão aproveitados para reforçar e valorizar a nossa banda", afirma Marcelo Silva Cruz (Gerente de Cultura e Arte da SEMEC-União-Pi).


OBJETIVOS:

Proporcionar através da música, à jovens-adolescentes do municipio, uma nova perspectiva visando sua socialização e iniciação profissional; Fortalecer e contribuir para o resgate da tradicional cultura das bandas de música no municipio.

REALIZAÇÃO:

  • Prefeitura Municipal de União - PMU

COORDENAÇÃO:

  • Maestro Rocha Sousa

Outras Materias Relacionadas ao Projeto: