sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O Choro em Teresina - por Laura Macêdo

Turma do Chorinho de Teresina - década de 70
  • Este post foi originalmente publicado no bloger de Laura Macêdo em novembro de 2008. Tomei a liberdade de publicá-lo novamente dando os devidos créditos a sua pesquisadora. Nele a Laura faz um resgate e uma justa homenagem ao chorinho piauiense, destacando os músicos e grupos de choro que atuavam na década de 70 e os que atuam no presente.

O Choro já tem quase 150 anos de história e o notável é que continua como um vulcão em ebulição, irradiando lavas férteis nas novas gerações e, com isso, assegurando, felizmente, pelos séculos vindouros safras cada vez melhores de músicos e apaixonados divulgadores do Choro.

  • Documentário sobre história evolução do choro no Brasil realizado em 1974.

É na década de 1970 que o Choro deixa sua marca na cidade de Teresina, com o surgimento de alguns grupos, destacando-se a "Turma do Chorinho", que tinha cadeira cativa na Rádio Difusora de Teresina, apresentando-se sempre às terças-feiras.
A história da formação desse grupo foi semeada pelo clarinetista e saxofonista Abel Ferreira, quando de sua passagem em nossa cidade. Ao dirigir-se ao público, repetidas vezes, ele incentivou os piauienses a formarem grupos de Choro - e a semente frutificou. (Foto abaixo da 1ª formação da "Turma do Chorinho").

  • Da dir para esq: Benedito Gomes da Silva (ritmo), Carlos Guedes da Silva (cavaquinho e violão), Raimundo Lopes Ferreira (ou Raimundo Elisário - violão convencional), José Maria Doudement (violão 7 cordas), Bruno do Carmo (violão/guitarra/bandolim/cavaquinho), Simplicio de Moraes Cunha (clarinete/saxofone), José Lopes dos Santos (flauta/saxofone).
Paralelamente às apresentações na Rádio Difusora e ampliando cada vez mais o repertório com choros de Pixinguinha, Abel Ferreira, Benedito Lacerda, Waldir Azevedo, Jacob do Bandolim, Sivuca, Zé Menezes, Ernesto Nazareth, Garoto e outros, a Turma do Chorinho passou a reunir-se às sextas-feiras em clubes sociais e/ou residências particulares tocando muito chorinho e também músicas de seresta. Participou de várias edições do "Concerto em Família", promovido pelo setor de Artes da Universidade Federal do Piauí.
Essa turma atravessou as fronteiras do Piauí, e, no dia 2 de julho de 1978, apresentou-se em Brasília (DF), dando o testemunho de que o Piauí também acolhera com sensibilidade esse gênero musical.A foto abaixo registra a Turma do Chorinho tocando na solenidade de troca da Bandeira Nacional.

Nessa apresentação em Brasília foram incorporados ao grupo o trombonista e trompetista José de Ribamar Isidório Soares e o ritmísta João de Deus Silva, também cantor, passando de sete a nove os componentes da Turma do Chorinho, como demonstra a foto abaixo.

Na coluna de trás: Benedito e João de Deus; no centro: Raimundo Elisário, Bruno. Doudement e Guedes; na frente: Ribamar, Simplício e Zé Lopes.

A Turma do Chorinho voltou de Brasília estimulada para novas empreitadas, mantendo acesa a chama pelo Chorinho. Hoje a quase totalidade dos seus integrantes não está entre nós, mas o entusiasmo pelo Chorinho persiste em solo piauiense, com o Grupo Trombone & Cia, liderado pelo músico Vando Barbosa.

Com cinco anos de existência, o Trombone & Cia permanece praticamente com a mesma formação, tendo ocorrido apenas duas alterações. Há no grupo uma grande diversidade de faixa etária, variando entre 19 e 74 anos, favorecendo uma riquíssima troca de experiências entre seus integrantes. Hoje o Trombone & Cia conta com a seguinte formação:
  • Vando Barbosa (Trombone/Flauta Doce); Mestre Colombo (Violão, Bandolin e Cavaquinho); Raniel Santos (Saxofone); Beto (Cavaquinho); Marcel Régis (Violão 7 Cordas/Cavaquinho); Tuca Maia (Baixo); Wilmar Barbosa (Flauta); Alexandre (Surdo); Wesley (Pandeiro).
O foco do trabalho desse grupo é a música instrumental brasileira, com destaque para o Choro e as composições dos grandes Chorões brasileiros que fizeram história nesse gênero musical. Mas o grupo executa, também, maxixe, polca, gafieira, salsa, valsa e samba.
As apresentações são semanais, sempre às quintas-feiras, a partir das 21:00 h, no Clube do Choro de Teresina que funciona no Espaço Cultural Trilhos, na antiga estação ferroviária, no centro da cidade.

O Trombone & Cia também realiza shows, bailes e participa de eventos oficiais de relevância, no Piauí e outros estados da federação, como:

  • Festival Artes de Março; Festival de Bandas de Teresina; Salão Internacional de Humor do Piauí; Festival de Inverno de Pedro II; Salão do Livro do Piauí; Semana Cultural Possidônio Queiroz, em Oeiras - PI; Festival Mel, Chorinho e Cachaça, em Viçosa - CE; I Semana Fontes Ibiapina , em Picos - PI; Projeto Nação Piauí, em Brasília; II Festival de Música Instrumental do BNB, em Fortaleza - CE; III Festival Nacional do Choro do Rio de Janeiro - RJ e I Festival do Choro de Teresina.

A realização deste último evento foi um prêmio para os Chorões piauienses. Nos três dias do Festival aconteceram vários Workshop de Choro e rolou muito chorinho com músicos do naipe de Marco Pereira, Gabriel Grossi, Zé da Velha, Silvério Pontes, Nailor Proveta e a prata da casa.

O Grupo Trombome & Cia, como a grande maioria dos grupos musicais, infelizmente conta com reduzido apoio das instâncias culturais do Piauí, nas esferas estadual e municipal. Mas o amor/paixão à arte de tocar e encantar prevalece nesses excelentes músicos que, aos "trancos e barrancos" mantêm viva a chama do Choro.

PALMAS PARA O CHORINHO PIAUIENSE!!!!!
Por Laura Macêdo

Fontes de Pesquisa:

  • "A vida e seus caminhos... ", 2º vol, de José Lopes dos Santos(um dos integrantes da Turma do Chorinho, já falecido).
  • Depoimentos colhidos com os integrantes do Trombone & Cia.
  • Fotos e observações pessoais de quem curte e marca presença todas as 5ª feiras, no Clube do Choro de Teresina.

O Vidéo abaixo apresentado no programa "RECONTAR" da Tv Assembleia (PI) no ano de 2009, serve para ilustrar este trabalho de pesquisa da Laura Macêdo.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

A Música do Piauí - Anos 60 - por Geraldo Brito

Radio Difusoura (Teresina 18-07-1948)
  • A revista Cadernos de Teresina, uma publicação da Prefeitura Municipal de Teresina através da Fundação Cultural Monsenhor Chaves, tem possibilitado aos pesquisadores locais, um espaço para publicação de suas pesquisas através de artigos. É o caso do músico pesquisador Geraldo Brito que publicou um artigo intitulado "A Música do Piauí - Anos 60". Neste trabalho Geraldo faz um recorte histórico do movimento da musica popular urbana na cidade de Teresina nos anos 60.
"Inicio dos anos sessenta na Distanteresina, como diria o poeta Torquato Neto. Uma cidade até então calma, com uma ou duas avenidas e poucos automóveis. Mesmo assim, no aspecto musical, poderíamos observar programas de calouros e, vez por outra, a presença de uma astro ou estrela de renome nacional, sempre acompanhados pelo Regional Q3, conjunto pertencente ao quadro de funcionários da Rádio Difusora de Teresina, a pioneira no campo radiofônico da capital, uma vez que a primeira emissora de rádio do Piauí foi a Rádio Educadora de Parnaíba.
Como toda emissora que se prezasse, naquela época a Difusora possuía seu conjunto regional. Entende-se por conjunto regional: o agrupamento instrumental de música popular composto por dois violões, cavaquinho, bandolim, pandeiro, flauta, que surgiu na segunda metade do século XIX, através do flautista carioca Joaquim Antonio Callado, e que foi desenvolvido por outros compositores, entre os quais Anacleto de Medeiros.
Com a aparição do disco elétrico em 1927, e principalmente do rádio em 1935, começaram a surgir os grupos de acompanhamento para os ídolos de massa do Brasil – os cantores. Voltando ao nosso convívio, o regional da Difusora era composto por: Antonio Simplício (acordeon), Carlos Guedes (cavaquinho), Panfílio Abreu (violão), José Maria Doudment (violão de 7 cordas), Bruno do Carmo (bandolim/violão). Outros músicos como: José do Baião (sanfona) e Chico Sanfoneiro tiveram participações neste regional, que acompanhava cantores piauienses, como por exemplo: Totó Barbosa, João de Deus, Delmir Chaves, Clemílton Silva, Dagmar Pereira, Telva Neide, Francisco Guimarães, Damasceno, Helena Núbia, Walcir Moreira e eventualmente José Eduardo pereira e José Lopes dos Santos (flauta), que compunham a diretoria da emissora.
  • No decorrer dos anos cinqüenta e sessenta, o Regional Q3 acompanhou também estrelas de renome nacional, como: Ângela Maria, Carlos Galhardo, Núbia Lafayette, Dalva de Oliveira, Cauby Peixoto, Sivuca, dentre outros artistas internacionais como: Juanito Venâncio, Bievenido Granda e Roberto Lazama.
Era tempo da Voz de Ouro ABC, uma espécie de festival a nível nacional que selecionava os melhores cantores de cada Estado, havendo depois uma finalíssima para a escolha do melhor cantor brasileiro. Tivemos participação nesse concurso de alguns intérpretes como Dalmier Chaves. Em 1960, surgiu a Rádio Clube de Teresina, que não tinha um elenco de músicos definido, como a Rádio Difusora, mas que eventualmente apresentava os seus programas com calouros, como analisa o músico Edilson Freire, que na época participava dos regionais e atualmente é tecladista no esquema da noite.
Em 1962 surge outra emissora de rádio. Desta vez a Rádio Pioneira de Teresina, fundada pela arquidiocese e que contribuiu bastante no âmbito musical, contando em suas instalações com um auditório para apresentações de programas de calouros e shows com astros nacionais. A nova emissora foi inaugurada com o seu conjunto regional composto por: Edilson Freire (sanfona), Ludimar (violão), João dos Santos (pandeiro), Chico Rosa (bateria), Carlos Guedes (cavaquinho) e Sansão (saxofone). Esse regional acompanhava também artistas como: Núbia Lafayette, Orlando Dias, Carlos Alberto, Alcides Gerardi e Vanderléia (em início de carreira).
Entre os anos sessenta e sessenta e três, um trio quebrava a monotonia da cidade e mandava ver uns bolerões bem conhecidos da época. Era o Trio Yucatan, composto por: Walter Sampaio, Silzinho e Mundicão. O nome do trio era uma homenagem à cidade de Yucatan, localizada no México, e foi sugerido por Miriam Lopes. Os rapazes logo conquistaram a cidade e eram os preferidos em festinhas de residências, de colégios e em gravações em jingles na Rádio Pioneira. Segundo Silzinho, Almeida Filho era quem empresariava o trio.
Aos poucos, a cidade foi se tornando pequenas para os interesses do trio. Em 1963 eles partem com destino a Brasília e São Paulo, chegando a gravar seis compactos e fazendo muitas apresentações em programas de TV, como no de Alfredo Borba na TV Excelsior. O trio foi desfeito em 1968, quando Walter seguiu rumo ao México, Mundicão fica em Brasília e Silzinho retorna a Teresina.
Em 1963, período de sucesso do Trio Yucatan, houve um recheamento de canções genuinamente piauienses como as de Levi Moura, irmão de Mundicão. Integrante do trio. É de autoria de Levi Moura a bonita canção “Você não Meditou”, interpretada por Rosinha Lobo nos anos 70 e que nos anos 80 foi gravada pelo piauiense Cabral Rios. Levi Moura foi morar no Rio de Janeiro, onde permaneceu até 1991, quando faleceu.
OS MILIONARIOS
O ano de 1963 rendeu outro fruto musical, como o conjunto Os Milionários. Neste ano, a Polícia Militar do Piauí, que outrora tivera em seu quadro uma Jazz Band animando as tradicionais tertúlias do famoso Clube dos Diários, na pessoa do seu comandante coronel Torres de Melo, pede ao professor Luis Santos (pertencente ao quadro da Polícia) que crie um conjunto musical no sentido de realizar um elo entre o público interno e externo.
O professor Luis Santos imediatamente agilizou a formação do conjunto que recebeu o nome de Os Milionários, numa justa homenagem ao compositor José Bispo. Os Milionários se tornou popular e o comandante, de tão grande entusiasmo, mandou trazer diretamente de Fortaleza a gravadora Orgacine, que, ao chegar, instalou-se nos estúdios da Rádio Pioneira.
A gravação do LP teve prensagem na RCA Victor de São Paulo. Dentre as canções que compunham o LP estavam: “Baião da Saudade” e “Simplício e seu Clarinete”, (de Luis Santos); “Milionário” (José Bispo); “Linda” (Bruno do Carmo) e “Olha a Bossa” (Simplício). Esse histórico LP foi gravado em 1965 e Os Milionários era composto por: Simplício Cunha (saxofone e clarinete), Edilson Setúbal (piano solovox), Artur Pedreira (bateria), Lourival Marques (baixo), Bruno do Carmo (guitarra), Gabriel Oliveira (percussão) e João de Deus (cantor). Segundo as informações do professor Luis Santos, o conjunto atuou de 1963 a 1970.
  • Em 1964 um novo cantor conquista a cidade verde. Era Herbert Arcoverde, muito talentoso e de voz agradável de se ouvir. Ele animava os programas de calouros e participava do elenco da Prata da Casa que se apresentava antes de shows de alguns astros renomados. Nessa época, as rádios apresentavam programas em que os locutores perguntavam ao público se preferiam ouvir determinada canção ao vivo ou em gravação. Na voz de Herbert, se situava a preferência dos ouvintes.
De 1964 para 1965, surge outro trio para alegrar os teresinenses. Era o Trio Guarany, formado por Bimba (violão e voz), Chico (voz) e Jesus (voz). O Trio Guarany animava as festas, participava de programas e tinha uma atuação quase que constante nos realizados pela Rádio Clube.
Em 1965, chega a Teresina o baterista Barbosa (famoso por fazer verdadeiras acrobacias com as baquetas) e com ele o também famoso conjunto Barbosa Show Bossa, incendiando o salão do Clube dos Diários. Tinha a seguinte formação: Colombo (guitarra), Orion (sax), Estelita Nogueira (cantora), Ivan Bandeira (vibrafone), Zé (baixo) e o próprio Barbosa (bateria). O acordeonista Antonio Simplício também integrou o B.S.B.
SAMBRASA
No início de 1967, após alguns conflitos que normalmente ocorrem em grupos musicais, o B.S.B foi desfeito e para preencher o enorme vazio deixado por eles surgiu imediatamente outro conjunto chamado Sambrasa, composto por alguns músicos do extinto Barbosa e acrescido de outros que estavam vindo do Ceará.
A primeira formação do Sambrasa foi com: Edmilson Morais (bateria), Zezinho Ferreira (baixo). Colombo (guitarra), Antonio Simplício (acordeon), Linhares (sax), Bossa (piston) e Vicente (cantor). O sucesso do Sambrasa foi o mesmo, culminando na gravação de um LP nos estúdios da Orgacine, em Fortaleza.
O disco contou com a produção do empresário Aerton Cândido Fernandes, que também participava do LP com a composição “Turma do C2H60, título de um dos blocos famosos do carnaval teresinense dos anos 60. O LP do Sambrasa foi muito bem recebido pelo público local. As rádios executavam, a toda hora, diversas faixas do disco.
Na época desta gravação, o conjunto já não mais contava com a presença do músico Antonio Simplício. Em meados de 1967, a cidade tornava-se ainda mais quente com a aparição de um conjunto tipicamente da jovem guarda.
  • Lena Rios, (cantora) que viveu este momento artistico da nossa cultura, nos dar seu depoimento através do Programa "Recontar" da Tv Assembleia - Pi.

OS BRASINHAS
Surgia Os Brasinhas, provocando uma tremenda reviravolta por parte do público feminino. Os Brasinhas era constituído por jovens cabeludos, como mandava o figurino, e todos genuinamente piauienses. Compunha o conjunto, em sua primeira formação, os músicos: Ernesto (bateria), Chico (guitarra solo), Paulo Vasconcelos (guitarra base), Sidney (vocal) e Getúlio (baixo).
Alguns meses depois, Os Brasinhas ganha a valiosa participação do guitarrista Assis Davis, um dos melhores músicos piauienses no que se refere à época da Jovem Guarda. Com a chegada de Assis, alguns meses depois, saem do conjunto Chico Vasconcelos e Ernesto, indo para a bateria o vocalista Sidney. Com esta formação Os Brasinhas conquistou, em pouquíssimo tempo, o público teresinense e de algumas cidades do interior por onde passava.
O conjunto ainda contou com a participação do saxofonista Pantico, que permaneceu por vários anos. Paralelamente, surgiu Os Metralhas, resultante da saída de Ernesto e Chico Vasconcelos dos Brasinhas. Juntaram-se á Rubito (baixo), Mário Lúcio (guitarra base), Paulo Chaves (cantor). A estréia aconteceu em frente ao prédio onde funcionava a loja Útil-Lar. Neste dia, Fernando Chaves tocou guitarra solo, em lugar de Chico Vasconcelos. Após Os Brasinhas e Os Metralhas, foram surgindo, pouco a pouco, outros conjuntos como Os Lords, Os Tangarás, The Dandies, Os Fantasmas, The Sammers, Zé e Seus Quatros Azes.
  • Video-reportagem (programa Interferência da Tv Antares) sobre a música dos anos 60/70 com os integrantes da banda "Os Brasinhas".

O POETA TORTO
Em 1967 mais um outro piauiense ganha destaque no cenário musical do país. Era Torquato Neto, um dos artífices do movimento Tropicália, juntamente com Caetano Veloso e Gilberto Gil. Torquato Neto ainda hoje é destaque em jornais, como a Folha de São Paulo, Jornal do Brasil e em especiais de TV, como o que foi mostrado pela TV Manchete, em 1992, com a direção do cineasta Ivan Cardoso.
  • Seção da Câmara Municipal de São Paulo realizada no ano de 2007 em Homenagem ao Poeta Compositor Torquato Neto.

Walcyr Moreira, B. Assis e César Bianchi eram os nossos compositores do carnaval. Eles gravavam suas composições em fita de rolo e divulgavam através das emissoras de rádio. As músicas eram bastante executadas e todos ligavam pedindo para ouvi-las.
Em 1969 existiu também em Teresina o conjunto Golden Girls, formado exclusivamente por mulheres. Este conjunto teve vida curta, embora tenha conseguido se apresentar em vários locais, como no auditório da Rádio Clube, onde futuramente seria instalado o da TV Clube. Neste mesmo ano surgiu na capital o cantor mirim Jurandir Vieira, causando uma grande sensação nos programas de auditório.

Possidônio Queiroz - Valsas Piauiense

  • O texto abaixo foi retirado do encarte do Cd "Valsas Piauienses" que faz um resgate da obra do compositor piauiense da cidade de Oeiras, Possidônio Nunes de Queiroz. Este trabalho teve a pesquisa e direção musical do maestro Emmanuel Coêlho Maciel.

A gravação deste CD representou, para os músicos da Orquestra de Câmara de Teresina Concertante, um grande desafio, teoricamente previsível, porém quase irrealizável, na hora de colocá-lo em prática, no estúdio de gravação , diante da precariedade geral que nos cerca.

  • Alguns defeitos técnico-musicais de interpretação das valsas, tais como mudanças de andamentos, fermatas, ataques precisos ou cortes, só poderiam ser melhorados se gravados em forma de recital (ao vivo) ou no estúdio, se todos os músicos gravassem juntos, obedecendo a interpretação do regente.

Além disso, tivemos que nos curvar à necessidade brutal de acomodar 11 valsas, cada uma com seu andamento expressivo próprio (lento ou rápido) em um único CD. Resultado: alguns andamentos não deveriam ser tão rápidos, e outros, deveriam ser mais lentos.

  • Se, para qualquer músico experiente, já é difícil gravar este gênero musical apenas com fones de ouvido, imaginem para alunos inexperientes.

Por isso é que nos obrigamos a reduzir o efetivo da Orquestra Concertante de onze para um sexteto. Moldamo-nos ás condições técnicas de gravação existentes em Teresina.

Além do mais, ao fazermos esta opção, levamos em conta, principalmente, as horas contratadas, ou seja, com a Orquestra completa (onze músicos) seriam necessárias muitas mais horas de estúdio, algo financeiramente impossível de se equacionar.

  • Quanto aos nossos jovens músicos de sopro, fizeram o máximo possível, ao usarem instrumentos emprestados, sem manutenção adequada (sendo uma das flautas até obsoleta) que dificultava o amalgamamento do naipe e a afinação.

Passo a Passo conseguimos superar esses e aqueles obstáculos, deixando à mostra um produto final, as “valsa Piauienses de Possidônio Nunes Queiroz” como marco definitico de um estágio musical validamente atingido no Piauí.”


Emmanuel Coelho Maciel

[Maestro responsavél pela pesquisa e gravação do Cd Valsas Piauiense de Possidônio Queiroz]

  • PS. Texto transcrito do encarte do CD “Valsas Piauiense” lançado em 1997.

Mestre Pigoreiro: Memória Musical

  • FRANCISCO ANGELO DA SILVAnasceu em 08/12/1924 e faleceu em 18/08/2004. Mestre Pigoreiro como era mais conhecido no meio musical nasceu na cidade de Esperantina-Pi. Músico trompetista de grande qualidade técnica, compositor, arranjador e copista muito respeitado e requisitado na região. Inicio sua carreira musical ainda jovem-adolescente na banda de música municipal da cidade de Esperantina-Pi.

Na década de 40 ao atingir a maioridade iniciou sua carreira como músico militar na banda de música da PMPI onde, no serviço ativo da corporação atuou como músico trompetista, arquivista e compositor. Como músico militar, também foi destinado a atuar como mestre de banda formando varias bandas de músicas municipais nas cidades de José de Freitas-Pi, Valença-Pi, deixando vários músicos formados nestas cidades, além de um grande acervo de músicas de sua autoria nos mais variados gêneros que compõem o repertório até hoje de muitas destas bandas.

Ao encerrar sua carreira militar na década de 70, mais precisamente por volta de 1975 continuou sua vida profissional como mestre de diversas bandas na cidade de Teresina e em municípios vizinhos. Entre estas bandas citamos a banda de música estudantil da escola pública estadual Álvaro Ferreira localizada no bairro Piçarra (Teresina-Pi), dentro do projeto pioneiro na formação de bandas nas escolas pública estaduais piauiense.

Na banda de música estudantil da escola pública estadual Álvaro Ferreira, vários jovens que estudavam a época naquela instituição de ensino, tiveram a oportunidade de fazer seu primeiro contato com a música através de seus ensinamentos e tornaram-se músicos profissionais. Dentre os músicos que ali estudaram e hoje são profissionais, podemos citar o trombonista Guimarães, o bombardinista Reginaldo e o hoje maestro, compositor, arranjador e regente da Orquestra Sinfônica de Teresina, Raimundo Aurélio Melo que na época estudava trombone.

  • O mestre Pigoreiro além de mestre de banda também era reconhecido como um excelente copista e atuava profissionalmente tendo feito trabalho para várias bandas e compositores brasileiros. Ele assinava as suas partituras como Francisco Angêlo da Silva.

O mestre Pigoreiro teve como um de seus ultimos trabalhos a maestria da banda municipal da cidade de Caxias - Ma, onde atuou até meados da década de 90. Como compositor, a qualidade de suas obras também contribuem para o respeito que temos de sua memoria.

OBRAS ENCONTRADAS NO ARQUIVO DA BANDA PMPI:

Dobrados:

  • Uma Relíquia (06/06/1967) Originais
  • Maria do Socorro Silva (...) Originais
  • Tenente Elizeu (20/04/1967) Originais
  • Tenente Paz (...) Originais
  • Tenente Luiz José dos Santos
  • Tiradentes
  • Sub Tenente Ademir
  • Sargento Aguiar

Obs: Existem outros titulos do mestre Pigoreiro ainda não catalogados no arquivo, como arranjos e composições regionais como: Frevos, Baiões, Marchas Religiosas, Dentre Outras.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Banda de Música do 25º Batalhão de Caçadores


Banda de Música do 25º Batalhão de Caçadores (Teresina-Pi - 1960)
  • A Banda de Música do 25º Batalhão de Caçadores foi criada em 16 de abril de 1918, através de portaria do Ministério da Guerra, que autorizou a aceitação de voluntários músicos para a formação de bandas e fanfarras em diversas unidades do exército.

Em 31 de agosto de 1918, foi designado “ensaiador voluntário”, o mestre Pedro Silva, que, com muita determinação deu os primeiros passos para a formação da Banda de música adida ao 25º Batalhão de Caçadores.

Desde então a Banda de musica vem atuando no cotidiano do batalhão, legando seu espírito de vibração às diversas formaturas e solenidades e atuando também nas outras unidades quem compõem a Guarnição Militar de Teresina, além de prestar seus valiosos serviços a comunidade de um modo geral, sendo assim um veículo difusor de cultura e comunicação social entre a força terrestre e o povo piauiense.

Em seu vasto repertório incluem-se peças eruditas de elevado nível técnico, musicas populares de todos os gêneros e épocas, além dos tradicionais dobrados, hinos e canções, inerentes ao cerimonial militar do exército e a marcialidade de suas tropas.

Atualmente tem como mestre o Ten Benedito Gonçalves Filho.

  • Historicamente a banda do 25 BC (como é mais conhecida), tem sido responsável pela realização de muitos intercâmbios musicais entre os músicos locais e outros músicos brasileiros que por ali passaram. Dentre os mestres e contra-mestres que à conduziram ao longo de sua história, podemos destacar: mestre Brigada Aristides; mestre Seguins; mestre Cariús; mestre Gonzaga; mestre Humberto; mestre Bruno; mestre Clessio; mestre Demerval; dentre outros.

Vidéo realizado em agosto de 2007, por ocasião das comemorações do dia do soldado com a Banda do 25 BC e músicos convidados da cidade de Teresina-Pi. [Regencia: Rocha Sousa; Solista: Emyllia Santos; Música: Saxofone Porque Choras].


sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Banda de Música da Cidade de José de Freitas - Pi

  • A Banda de Música Municipal Estrela do Norte da cidade de José de Freitas - Pi, foi fundada em 1910 por Gentil de Almendra Freitas, em virtude da necessidade de animar os bailes em alta naquela época. Até então animados pela Banda vinda da vizinha cidade de União.
Era o ano de aparição do cometa "Halley", e surgiria nos céus desta terra, mais exatamente ao Norte. Daí o nome Banda Estrela do Norte. Após o ano de 1955, quando da passagem do sargento Luiz Santos, a banda permaneceu desativada por várias décadas, período em que se formaram vários grupos particulares que animavam nossas festas.

  • Em 1993, por manifestação popular, no governo do então prefeito Fernando Freitas, volta a José de Freitas, o já conhecido, maestro Luiz José dos Santos, maestro renomado, formando um novo grupo que recebeu o nome de BANDA ESTRELA DO NORTE, em homenagem à antiga formação, permanecendo na regência até 1995.
Atualmente a banda é municipalizada por Lei, possui regimento registrado em cartório, está instalando a Escola de Música Luiz José dos Santos, sob a coordenação do Prof. e Músico Ronaldo Campos Chaves e conta com um efetivo de 18 músicos, tendo a mesma se apresentado em diversas cidades do estado, bem como no Festival de Bandas de Teresina, com notório reconhecimento no meio artístico-musical.

  • Recentemente a Banda de Música Estrela do Norte foi PREMIADA com r$ 20.000,00 através da FUNARTE, para compra de novos intrumentos musicais para a escola de música da cooporação.

Mestre Manoel Fabiano de Batalha - Pi

Mestre Manoel Fabiano
  • MANOEL FABIANO – Músico, compositor e mestre de banda piauiense natural da cidade de Batallha-Pi atuando no meio musical deste a juventude, deixando uma obra musical muito rica e presente até hoje no repertório das banda de música.
  • Publicaremos a seguir um artigo sobre o mestre Fabiano publicado por volta do ano 2000 no jornal "O Dia" da cidade de Teresina, assinado pelo jornalista Raimundo Cazé.
Há mais de duas décadas, tive a honra de receber, em minha casa, a visita de um senhor de 102 anos de idade, trazendo consigo um saxofone. Era Manoel da Costa Lima (Manoel Fabiano), que eu já sabia ser o autor de Momentos Felizes, a mais bela composição musical piauiense.
Da visita de Fabiano resultou uma matéria de página no jornal da Manhã, do qual eu era editor, à época. Fui informado de que a matéria surpreendeu as autoridades da Secretária de Cultura do Estado, mas não tive conhecimento de nenhuma ação no sentido de resgatar a vasta obra do grande compositor de Batalha, que veio há falecer quatro anos depois.
Recentemente sou despertado por um admirador de Fabiano, o Borginho, que me falou de dois CDs contendo quase toda a oba do mestre. Adquiri apenas um volume, o que contém Momentos Felizes. Ao ouvir a gravação, surpreendi-me: a maior obra de Manoel Fabiano não é Momentos Felizes, e sim Francisco de Lourdes.
O dobrado Torres de Melo, que também está no CD, só teria a notoriedade merecida se tivesse sido gravado por uma banda inteira, tal como foi apresentado em São Paulo, pela Banda de Música da Policia Militar, por ocasião de encontros nacional de bandas.
Os idealizadores da gravação como a obra de Manoel Fabiano foram os seus próprios familiares, quase todos músicos, e não existe na capa do lançamento sinais de participação de nenhum órgão público, o que torna o trabalho ainda mais meritório.
Ouvidos mais exigentes haverão de constatar algumas deficiências na produção, o que seria perfeitamente explicável. Porem a providência mais importante foi tomada. O trabalho foi feito em cima dos originais deixados em partituras, pelo próprio autor.
Dessa forma, qualquer crítica que venha a ser feita sobre o trabalho intitulado "Alvorada Batalhense", só terá valor se partir de alguém que tenha condições de fazer mais bonito. Eu não me atreveria, na condição de musico, a sugerir aos programadores musicais das emissoras de rádio de Teresina que quanto a tocar o CD com as músicas de Fabiano. Eles poderiam se sentir constrangidos, por não se tratar de bandas do Ceará ou Bahia. Contudo, peço, humildemente, que as pessoas que navegam na internet se encarreguem de mostrar para o mundo a fantástica obra de Manoel Fabiano.
Acredito que, a partir dessa providência, os músicos não mais terão o dissabor de ver, no almanaque da música, a palavra “autor desconhecido”, frente de Momentos Felizes.
  • Obs.: Este artigo foi escrito por volta do ano 2000, no jornal "O Dia" da cidade de Teresina, pelo Jornalista Raimundo Cazé. Mestre Fabiano faleceu no dia 06 junho de 1992, com 108 anos, mais continua vivo através de sua obra musical.

PS. O CD Alvorada Batalhense I e II que resgata a obra do mestre Fabiano foi produzido por George Machado Tabatinga

Sobre a "Valsa Momentos Felizes", Consta que ainda em vida o próprio mestre Fabiano, dizia que a mesma fora composta em meados de 1918, numa viagem que empreendera no lombo de um jumento, de volta a Batalha, depois de um animado e concorrido baile que tocara na Piracuruca de Nossa Senhora do Carmo. Cansado, parou para descansar, quando o sopro de sua aguçada e audaciosa inspiração, lhe trouxe à tona a valsa que se tornaria, em pouco tempo, um lenitivo para os ouvidos mais exigentes.

O Coreto da Rio Branco

Coreto da Praça Rio Branco [foto de 1916]

  • Comissão de moradores de Teresina encaminhou abaixo-assinado para a prefeitura da capital onde cobram da secretaria municipal de Planejamento a adoção de providências administrativas necessárias a restauração do antigo coreto, na praça Rio Branco. O movimento que cobra a construção do Coreto, faz parte de uma manifestação cultural chamada "Memória Viva" e está chamando a atenção para a descaracterização do patrimônio cultural arquitetônico da cidade nos últimos 30 anos.

A comissão cobra que o coreto seja construído seguindo todas as características estéticas originais. Eles acreditam que a obra deve ser feita juntamente com o projeto de Revitalização do Centro de forma a garantir a execução de parte da Política de Cultura do Município.

Segundo a comissão, ao executar o projeto de reinstalação do antigo coreto, no formato original, estará resgatando parte da memória social e identidade sócio-cultural da capital, valorizando a preservação de um patrimônio que, no passado, foi referência cultural de sociabilidade e civilidade para a sociedade teresinense.

HISTÓRICO DO CORETO DA RIO BRANCO

As primeiras retretas de que dão noticias os jornais realizavam-se à tarde, antes de 1880, debaixo dos velhos oitizeiros, na atual praça da bandeira, frente ao prédio da Companhia Editora do Piauí (COMEPI). Na época este prédio era ocupado pela Companhia de Navegação do Rio Parnaiba. A parti de 1880 foi construido de madeira rústica o primeiro Coreto de Teresina entre a Igreja do Amparo e a Pirâmide.

Somente em 1912 foi ajardinada a primeira praça de Teresina, a Rio Branco (antiga Uruguaiana), e nela construido um coreto de alvenaria, para as retretas, que, daí em diante, e por muito tempo, se realizavam às quintas e domingos.

Depois de 1930, com o ajardinamento da praça Pedro II, as retretas passaram para aquele logradouro, onde também se construiu um Coreto que ainda hoje é mantido.

Nossa literatura está cheia dessas recordações romanticas e simpaticas dessas retretas. Alguns dos visitantes que por aqui passaram naquela época, deixaram-se também impressionar por elas, em sua ingênua autenticidade. Assim em 1913, quando aqui esteve o engenheiro-agônomo paulista Assis Iglésias, deixou nos suas impressões sobre o Piauí de então em um maravilhoso livro intitulado "Caatingas e Chapadões", onde o autor nos fala demoradamente das retretas, inclusive elogiando as execuções perfeita e o repertório variado.

Fonte: [livro "Soldados de Tiradentes", autores: Celso Pinheiro Filho e Lina Celso Pinheiro; Ed. Artnova; 1975]

A LUTA CONTINUA...

O Ministério Público está analisando desde junho a degradação dos bens de valor histórico-cultural do centro de Teresina, principalmente os casos dos prédios que estão sendo demolidos para a construção de estacionamentos e reforma sem restauração de prédios com valor histórico.

  • A promotora Cléia Cristina Fernandes afirmou que haverá uma discussão entre os professores do CCHL da UFPI, membros da Fundac, da Fundação Monsenhor Chaves e do Iphan, juntamente com a prefeitura para saber se é possível incluir o coreto no projeto.

Segundo o arquiteto Júlio Medeiros, responsável pelo projeto atual, sua idéia é baseada na arquitetura da década de 30. Ele afirma que tentou resgatar o valor histórico-cultural dessa época porque não se tem sequer fotografias de datas anteriores.

O Vidéo a seguir é uma matéria da TV Cidade Verde de Teresina, que trata de uma audiência pública realizada pelo Ministério Público Estadual sobre a revitalização da Praça Rio Branco e a inclusão do Coreto na Praça Rio Branco.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

A Banda de Música e Os Desfiles Cívicos

Banda do 25 Bc - Teresina-Pi
  • A vida urbana moderna nas cidades reservou com certeza um lugar para o som das bandas de músicas em muitos momentos, dentre estes: nos desfiles cívicos do dia 07 de setembro; e tantos outros, como inaugurações, procissões e missas, e outros de pura folia, como as “bandas” carnavalescas e de rua.
Erroneamente associados ao período militar brasileiro - que não criou, mas apenas incentivou eventos desta natureza - os desfiles cívicos parecem, não ter perdido a enorme popularidade de que gozavam há várias gerações.
Por exemplo, durante o período do Estado Novo, 1937-1945, houve uma preocupação do governo Getúlio Vargas em estimular o sentimento patriótico nas escolas e agremiações civis. O aspecto mais incisivo desta prática na área musical foi a organização, a cargo do maestro Heitor Villa-Lobos - compositor, didata e maior expoente da corrente nacionalista na música brasileira - dos Orfeões.
O fim do Estado Novo e do movimento orfeônico deixou um vácuo que foi parcialmente preenchido pelas Bandas de Músicas, agremiações musicais de inspiração européia cuja tradição entre nós remonta desde o Império. Estas passaram a encabeçar os desfiles cívicos, observados em várias datas, mas, concentrados no dia da Independência do Brasil, 07 de setembro.
Com o surgimento do rádio e a indústria de entretenimento a banda deixou de ser a principal alternativa de entretenimento, mas nunca deixou de ser uma séria alternativa de afirmação musical na vida das cidades.
Um exemplo é a Prefeitura de Teresina que utiliza a banda de música como elemento de formação de jovens através de um Projeto de Bandas-Escolas que mantém 23 bandas em diversas localidades da cidade. Em muitas outras cidades brasileiras o movimento de bandas tem crescido muito, principalmente pela força da cidade e das comunidades.
  • No estado do Piauí, hoje existem cerca de 70 bandas em funcionamento segundo dados da FEBEPI (Federação de Bandas do Estado do Piauí). Dentre estas estão: Banda de Música da Polícia Militar do Piauí (1875); Banda de Música Municipal de Parnaíba (1898); Banda de Música Municipal de Barras do Maratoan (1911); Banda de Música do 25 BC na cidade de Teresina (1918); Banda de Música Municipal de Picos (1942); e a Banda Sinfônica Municipal 16 de Agosto da cidade de Teresina (1968).
A título de esclarecimento, convenciona-se que as bandas de músicas são grupos instrumentais compostos exclusivamente por instrumentos de percussão, instrumentos de sopros de metal e instrumentos de sopro de madeira. As bandas diferenciam-se das orquestras (além, é claro, da finalidade diversa) pela ausência de instrumentos de cordas.
  • Vidéo com desfile do Comando Militar do Sul ao som do Dobrado Batista de Melo.