segunda-feira, 9 de setembro de 2013

E o Peru Rodou...


  • Olha só quem está ressurgindo… Depois de um período ausente, estamos de volta com nossas postagens, e hoje estamos trazendo para você uma postagem sobre a cantora e compositora Maria da Inglaterra.
Bom, sobre a Maria da Inglaterra... Um ícone indiscutível da nossa cultura popular que como outros desses ícones, fazem parte do conjunto de saberes e valores de nossa gente.

O Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira resume assim a biografia de Maria da Inglaterra.
  • "Personalidade popular e querida em todo o estado do Piauí, muito considerada por seu talento e sabedoria no modo de viver. Em 1975, foi descoberta por Ricardo Cravo Albin, quando, em viagem pelo Brasil através do PAC - Plano de Ação Cultural do Ministério da Educação e Cultura - berço da futura FUNARTE, com o projeto História da Música Popular Basileira "De Chiquinha Gonzaga a Paulinho da Viola". Na ocasião, o pesquisador, impressionado com sua postura, que evocava ares de nobreza, a apelidou de Maria da Inglaterra, dando-lhe assim o nome artístico com o qual ficou conhecida por todos. Sua música penetra, inclusive, nas regiões interiores próximas ao seu estado natal. Começou a cantar para o público aos 26 anos, tendo Luiz Gonzaga como ídolo...."



quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Beto Brito: O Novo Som do Sertão


  • Quer conhecer um dos artistas mais autêntico e criativo do nordeste brasileiro? Então, acompanhe a entrevista que Beto Brito (cantador, repentista e rabequeiro que toca “uma mistura de repente, peleja, côco, toré, baião, martelo, cordel, rabeca e viola”), concedeu ao programa Mosaico, da TV Picos. Ele fala de sua carreira, toca rabeca, descreve sua trajetória artística, de Santo Antônio do  Lisboa-Pi para o mundo.

Um místico de repente, peleja, côco, toré, baião, martelo, cordel, rabeca e viola; é um  caldeirão  borbulhante  de todas as influências sonoras e literárias do nordeste brasileiro, sem o  estereótipo  do  conservadorismo tradicional e imutável. Ele faz uma música que consegue ser ao mesmo tempo "regional e globalizada".



sábado, 31 de dezembro de 2011

Que o Novo Ano traga Nova "Música".

  • Hoje é dia de agradecer a cada um de vocês que acompanha o nosso Blog. Especialmente àqueles que nos seguem (público ou anonimamente), que estão sempre por aqui deixando seus comentários, fazendo com que esse espaço virtual permaneça vivo até hoje.

Em homenagem a cada um de vocês vou postar uma obra que é uma das maiores heranças que a humanidade já recebeu de um gênio que se expressou através da música e que representa muito bem até onde pode ir o poder de superação de um homem objetivado: 9ª Sinfonia de Ludwig Van Beethoven, nesse vídeo interpretado por Gary Oldman interpretando Beethoven no filme “Minha Amada Imortal”.


Nenhum ano será realmente novo se continuarmos a cometer os mesmos erros dos anos velhos. A cada dia de nossa vida, aprendemos com nossos erros ou nossas vitórias, o importante é saber que todos os dias vivemos algo novo. Que o novo ano que se inicia, possamos viver intensamente cada momento com muita paz e esperança, pois a vida é uma dádiva e cada instante é uma benção de Deus.

  • Para 2012, desejo que a gente consigo novas vitórias na vida e na busca de nossos sonhos musicais. Não somos nada sem os nossos sonhos, e como disse um dia Friedrich Nietzsche: "SEM A MÚSICA, A VIDA SERIA UM ERRO".


Que o Novo Ano traga Nova "Música".

Feliz 2012 Pra Todos!!!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Anos 70: Os Hit's Made In Brazil

[Capa do disco "Hit's Again"]
  • Nos anos 70, época em que as rádios no Brasil tocavam na maioria de sua programação música estrangeira e DJ ainda era chamado de Disc-Jockey, um grupo de artistas brasileiros tornou-se um fenômeno de vendas do mercado fonográfico fazendo grande sucesso ao compor e cantar em inglês usando pseudônimos americanizados. Terry Winter, Patrick Dimon, Chrystian, Malcolm Forrest, Pete Dunaway, Mark Davis e Dave Maclean foram alguns, além dos grupos Light Reflections, Sunday, Lee Jackson e Pholhas, entre tantos outros.

Muita gente nem sequer sabia que, por trás das canções que invadiam as rádios, as pistas e as trilhas das novelas estavam compatriotas. Eram artistas brasileiros lançados como estrangeiros cantando em inglês com um único objetivo de manter o lucro das gravadoras frente à explosão de vendas da música internacional.


  • Morris Albert, em 1973 lançou a música "Feelings", se tornou um enorme sucesso vendendo mais de 300 mil cópias não apenas no Brasil. Em 1978 gravou o sucesso "She's m", de sua autoria.
Grande parte dos sucessos lançados por esses artistas ganhou o mundo. ''Feelings'' é o exemplo paradigmático: a maioria dos americanos pensa até mesmo tratar-se de um standard nacional.


  • Light Reflectionsem abril de 1972, lança pela gravadora Copacabana o disco Tell Me Once Again. Em menos de um mês o disco já estava entre os 10 primeiros de todas as paradas do Brasil. O Light Reflections tornou-se um dos grupos mais requisitados na época e se destacou entre os diversos nomes brasileiros que cantavam em inglês.

''Tell Me Once Again'', do Light Reflections, também estourou dentro e fora do país, gravando oito compactos e dois LPs em apenas cinco meses do ano de 1972. ''Vendemos 1 milhão de cópias e fizemos shows em toda a América Latina'', lembra André Barbosa, líder do grupo, hoje professor universitário.

O fenômeno dos brasileiros cantando em inglês pode ter várias explicações. A primeira é a própria preferência do público pela música internacional naquele momento. As canções tocavam no rádio, mas muitas vezes não estavam disponíveis nas lojas de discos porque os custos envolvidos com pagamento de direitos autorais e patrimoniais aos artistas estrangeiros não faziam jus em relação a margem de lucro que ficava para as gravadoras. ''A solução encontrada pelas gravadoras do país para preencher essa lacuna foi lançar no mercado nacional, artistas brasileiros cantando em inglês'' como se fossem estrangeiros, diz Claudio Condé, ex-integrante do grupo Lee Jackson, hoje presidente da Warner no Brasil.


  • Lee Jackson, foi um grupo de rock formado na cidade de São Paulo em 1969 por Luís Carlos Malully (voz e guitarra), Marcos Maynard (teclados), Cláudio Condé, Sérgio Lopes (baixo) e Marco Aurélio Bissi (bateria). Iniciou a sua atuação fazendo "covers" dos Beatles e de James Taylor. Com a moda de se cantar baladas em inglês no início dos anos 70 o grupo obteve sucesso.

Boa parte dos artistas que participaram desse fenômeno eram músicos e cantores competentes. A maioria vinha do circuito de bailes, outros eram profissionais de estúdios de gravação. Para isso, tiveram que adotar nomes artísticos em inglês.


  • Terry Winter, seu nome verdadeiro era Tommy Standen. Ele era paulista e pertencia a uma família de origem britânica, o auge de sua carreira foi na década de 70, no movimento conhecido por rock da garoa. Summer Hollyday e Our love dream, foi um de seus grandes sucessos.

Pholhasgrupo paulistano formando em junho de 1968, na cidade de São Paulo, por Helio Santisteban, Paulo Fernandes, Oswaldo Malagutti, Wagner "Bitão" Benatti, guitarrista e vocalista. Fizeram sua estréia oficial num baile no bairro do Tatuapé em setembro de 1972. Lançaram pela RCA seu primeiro LP e nenhuma das suas músicas de sucesso vendeu menos do que 300 mil cópias.


  • Mark Davis - no início dos anos 70, antes de adotar o nome de Fábio Jr., seguiu a tendência do mercado daquela época - que preferia que os cantores brasileiros gravassem em inglês com nomes estrangeiros - e passou a usar os pseudônimos de Mark Davis e Uncle Jack. Como Mark Davis, o artista chegou a lançar disco em 1974 e emplacou a canção, Don't Let me Cry, feita para uma namorada morta no incêndio do edifício Joelma, ocorrido em São Paulo no ano anterior.

As trilhas sonoras das novelas foi o que impulsionou o movimento: “Ficávamos no corredor da gravadora esperando informações sobre o personagem que ganharia o tema. A música, o arranjo, tudo era composto ali, em um ou dois dias, sob encomenda”, conta Chrystian.



  • Chrystian, antes da formação da dupla Chistian & Ralf, cantava em inglês, e gravou uma música para a novela Cavalo de Aço em 1973, Please don't say goodbye.

O sucesso dessas primeiras trilhas internacionais das novelas contribuiu para difundir este movimento "made in brazil", em que cantores brasileiros que passaram a gravar temas na língua estrangeira para que suas gravações fossem inseridas nos discos de trilhas internacionais das novelas.


  • Michael Sullivan - de Recife se mudou para o Rio aos 17, fez parte dos grupos "Renato e seus Blues Caps" e "The Fever's". O seu primeiro compacto solo "My Life" superou a marca de um milhão de cópias vendidas.

  • Tony Stevens, foi o pseudônimo que o cantor Jessé usava para cantar em inglês diversas canções como If you could remember antes de fazer uma carreira brilhante na história da música popular brasileira.

  • Os Trepidante’s - banda pernambucana da cidade de Recife que fez muito sucesso no nordeste desde 1970 cantando em inglês.  Foram lançados nacionalmente pela gravadora Tapecar do Rio de janeiro em 1976. No primeiro long play foram sucesso com a música "Remember-me". O sucesso foi tão grande que em sessenta dias venderam 350.0000 cópias, ganhando disco de ouro e platina.

Com os baixos custos dos artistas nacionais se passando por estrangeiros foram quase uma década de mistério, ou até mais, de artistas escondendo suas faces e se “ocultando”. Pouco se sabia sobre os artistas brasileiros que cantavam em inglês. Dos vários artistas que embarcaram nessa onda, alguns se deram muito bem, outros, sumiram completamente da mídia após o fim do movimento.


  • Dave Maclean é um cantor e compositor brasileiro cujo repertório cantado em inglês fez muito sucesso nos anos 70. Dave emplacou vários hits como "Me and you", tema da novela Os Ossos do Barão, "Tears", "Feelings" e "We said goodbye", esta recebeu disco de ouro no Brasil e no México. O cantor também teve reconhecimento em países como Filipinas, Equador, Panamá, Portugal, Estados Unidos, Espanha, França e Inglaterra.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Para Todos: Bons e Baratos



  • Primeiro eles resolveram o problema da lei do mais forte baseado na estatura física: Inventaram a pólvora e todos tornaram-se iguais perante a estatura e diferentes mediante o poder de fogo. Agora, ao fabricar instrumentos musicais e vendê-los a baixo custo em todos os mercados do planeta, eles resolvem o problema de acesso da população de baixa renda ao mundo sonoro dos instrumentos musicais.

É notório entre os consumidores que hoje existem uma grande oferta de instrumentos musicais (cordas, sopro, percussão e eletrônicos), disponíveis nas lojas do gênero. São diversas marcas novas expostas nas lojas: Michael, dovi, shelter, etc. Não importa o quão europeu ou americano seus nomes soem; eles tem uma origem em comum: made in China.

Até bem pouco tempo atrás, mais ou menos uns 5 a 10 anos, existia um certo dissabor quando mencionava-se a origem de um instrumento musical como Chinês. Hoje, após praticamente o núcleo de produção da Lutheria mundial ter deslocado-se das tradições Européias para a China esse conceito mudou radicalmente.

  • Nos últimos anos o mercado mundial de instrumentos musicais foi tomado de assalto, principalmente quanto aos instrumentos especiais para alunos no nível elementar – graças a uma combinação de uma série de melhorias na qualidade, bem como os baixos preços de venda.

Saxofone Tenor chinês importado - demostração

De fato, a importação e comércio de instrumentos chineses se tornou um negócio tão amplo, que é praticamente impossível dizer todos as marcas sob as quais os mesmos são vendidos. Vários destes instrumentos saem da China sem uma marca; e os distribuidores e lojas colocam uma marca nele que sugestionem sua origem.

Algumas lojas se dão ao trabalho de customização do instrumento. Algumas irão comprá-los e terão todo o trabalho de envernizá-los e regulá-los. Outras irão harmonizá-los. E outras simplesmente farão a aplicação de uma etiqueta e instalarão as cordas. Uma vez que tais etiquetas estejam no lugar; será virtualmente impossível rastrear sua origem.

  • Existem muitos Luthiers que costumam importar o instrumento cru da China e fazem o acabamento em seus próprios Ateliês. Esta prática permite por exemplo, que um Luthier na Alemanha afirme que a origem de tal instrumento é Alemã, visto que 40% do trabalho – o mínimo legal – é feito lá.
Guitarra modelo Gilbson importada da China

Para os consumidores e negociadores que se dão ao trabalho de identificar a origem de seus instrumentos, a profusão – e confusão – de nomes e marcas se tornam um verdadeiro desafio. Por sorte, colocando-se no papel as estatísticas quanto a qualidade destes instrumentos percebe-se que a qualidade dos mesmos é boa, especialmente quando falamos de instrumentos que apresentam um nível para estudos.

A Mudança.

Não muito tempo atrás, os instrumentos Chineses ganharam a reputação de instrumentos que não eram muito melhores do que lenha para fogueira. O enorme aumento da qualidade deles é um exemplo claro de como o advento da economia de livre mercado bem como a globalização na China, mudou tanto a industria Chinesa e o comércio ocidental.

  • No passado, as fábricas de instrumentos na China eram dirigidas e controladas pelo Partido Comunista, que, como é de se imaginar, não entendem nada de instrumentos musicais. Por isto a qualidade tão pobre da produção inicial, anos atrás.

No entanto, com a abertura do mercado bem como as reformas políticas e econômicas do país, tais empresas foram obrigadas a se adequar e começar a gerar lucro – imposto pelo governo – até o ano 2003. Tal mudança se deu de uma maneira impressionante tanto na qualidade bem como com os preços acessiveis. Eles iniciaram uma escalada na qualidade de seu produto e conseguiram manter os preços bastante baixos. Para os estudantes iniciantes é a melhor opção, pois você pode comprar instrumentos tão bons quanto os Europeus, por algumas centenas de dólares.”

A aceitação dos instrumentos chineses tem se tornado cada vez maior de maneira consistente; um fato novo que está afetando a todos os fabricantes, mas que também está mostrando resultados benéficos em uma nova geração de aspirantes a estudar um instrumentos musical. Existem poucas dúvidas que em um médio período de tempo, esta boa qualidade irá também se estender para instrumentos para estudantes médios e avançados.

  • Por causa da existência dos instrumentos chineses bons e baratos, o numero de jovens que iniciam seus estudos em um instrumento musical, tem se multiplicado nos últimos anos.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O Cancioneiro Natalino Brasileiro

  • No Brasil os diferentes costumes que caracterizam as nossas festas natalinas refletem a grande diversidade cultural do nosso país. Assim como os rituais, decorações, vestimentas e comidas típicas, as músicas tradicionais que ouvimos e cantamos na época do natal são uma preciosa herança cultural.
Estas músicas têm origem, ao longo da história, nas tradições que influenciaram profundamente a cultura brasileira. As principais influências vêm das tradições européias, sobretudo dos países onde predomina o cristianismo. De lá herdamos para o nosso repertório natalino:

  • Noite Feliz (Alemanha, autoria de Franz Gruber e do austríaco Joseph Mohr),
  • O Tannenbaum (Alemanha, autoria desconhecida),
  • We Wish You a Merry Christmas (Inglaterra, autoria desconhecida),
  • The First Noel [Primeiro Natal] (Inglaterra, autoria desconhecida; provável origem na França medieval).
Mas o nosso repertório natalino abriu também espaço para as célebres canções norte-americanas que chegaram com o cinema e com os discos:


  • Jingle Bells / Bate o Sino (James Pierpoint),

  • White Christmas (Irving Berlin),

  • Let it Snow (Sammy Cahn e Jule Styne),

  • The Christmas Song (Mel Tormé and Bob Wells).
Foram estas músicas que influenciaram algumas das mais conhecidas canções populares brasileiras, que fizeram sucesso na voz dos cantores do rádio e permanecem até hoje em nosso repertório natalino.


  • Boas Festas (Assis Valente),

  • Natal das Crianças (Blecaute),

  • O Velhinho (Otávio Filho),

  • Feliz Natal (Armando Cavalcanti e Klécius Caldas), esta última mais conhecida como "Noite Azul".
Há ainda os costumes e músicas originais do nosso país, que hoje cultivamos como folclore. Entre os folguedos populares de natal no Brasil, destaca-se o Pastoril, cujas personagens típicas cantam, dançam e fazem declamações para representar a cena do nascimento do menino Jesus. Como exemplo, temos: O pastoril, tradicional do nordeste brasileiro.

Coral Das Mil Vozes: 16º Ano do Espetáculo

    Maestro Emmanuel Coêlho Maciel

  • Lançado como um desafio o Coral das Mil Vozes realiza, há 16 anos em Teresina, um belíssimo espetáculo natalino no Adro da Igreja São Benedito com o objetivo de promover o resgate do sentimento de Natal, além de fomentar a valorização da música como fonte de educação e agente de inclusão cultural.
O concerto é promovido pelo Governo do Estado, através da Fundação Cultural do Piauí (Fundac) e Secretaria da Educação e Cultural (Seduc), estando sob a coordenação e regência do maestro Emmanuel Coelho.

Coral das Mil Vozes [2006]

Segundo o produtor do Coral, Vitor Maciel, o desafio de colocar mil crianças cantando músicas natalinas surgiu ainda em 1996 quando iniciou o Projeto “Canto Coral nas Escolas” da Rede Pública Estadual de Ensino, nesta época, composto com apenas 100 crianças. Conta Vitor que, na primeira apresentação feita no Palácio de Karnak, foi sugerida a ampliação do projeto de tal forma que fossem envolvidas vozes de mil crianças. No biênio 1997/1998, as expectativas foram além, pois cerca de 1.500 crianças participaram do espetáculo que dera, então, origem ao CD “Cantemos o Natal”, lançado pelo Governo do Estado.

Daí por diante, o maior espetáculo de Natal do Piauí acontece com a participação de 1.000 crianças, estudantes da 5ª e 6ª séries do Ensino Fundamental, todas alunas da rede pública estadual. A seleção das vozes é feita entre os 30 corais que participam do projeto.
  • Na avaliação do produtor do Coral das Mil Vozes, o resultado mais importante desse projeto é a inclusão cultural e a socialização. “Ao participarem do Coral os alunos se sentem valorizados e o rendimento escolar é um dos primeiros pontos a melhorar”, afirma Vitor Maciel.
E assim, como acontece desde o inicio do projeto, o Coral das Mil Vozes de Teresina mais uma vez vem a público (agora pela 16º vez), encantar os teresinenses nessa noite de quarta-feira (07-12-2011). As músicas do repertório, já conhecidas do grande público, ganham um encanto a mais na voz das mil crianças.
  • O Coral das Mil Vozes é um espetáculo garantido na programação cultural de fim de ano da cidade, sua apresentação faz crescer em todos o sentimento do natal, além de valorizar a música como ferramenta educacional.


  • Matérias exibida pela Tv Cidade Verde sobre a realização da 16ª edição do Espetáculo na noite de quarta-feira (07/12/2011) no Adro da Igreja São Benedito e na terça-feira (06/12/2011), no estadio Albertão durante a realização do último ensaio geral.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

XVIII Festibandas de Teresina

Orquestra Jovem de União na 3ª noite do festival
  • Nos dias 23, 24 e 25 de Novembro, acompanhei a realização do XVIII Festival de Bandas de Teresina, uma realização da Prefeitura Municipal de Teresina através de seu órgão gestor das ações culturais – Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves.
Foi emocionante constatar a grandeza do movimento musical das bandas de músicas da nossa região e perceber a elevação do nível de suas apresentações, com algumas bandas-escolas chegando atingir um nível similar às profissionais.

A infraestrutura e a organização do evento também melhorou muito, principalmente no que diz respeito ao audio que foi com qualidade profissional. Vários bandas apresentaram-se durante os três dias do festival, pra ser mais preciso, vinte e oito bandas entre profissionais e bandas-escolas; algumas com bons uniformes, outros não; e no que diz respeito a carga instrumental a maioria de boa qualidade.

Constatei também a gradativa evolução técnica da regência, por alguns jovens maestros que estão tendo uma oportunidade de crescerem juntos com seus grupos.  O número de bandas de nível técnico-musical comprometedor foi mínimo. Tudo isso dá mostras de que o movimento das bandas de música no Piauí está no caminho certo e que, apesar das dificuldades existentes, a expectativa para os anos vindouros é altamente positiva. 

Entretanto, considerando que o progresso do movimento de bandas em nossa região depende de constantes melhorias e inovações, acredito que o próximo festival precisa ser bem melhor, pricipalmente no que diz respeito a uma definição regulamentar sobre a categoria dos grupos participantes que atualmente vivem uma ligeira confusão de identidade entre banda de música tradicional e big bands. Outro ponto para a analise é o repertório das bandas que, se por um lado precisa ser moderno e atual, por outro, não pode ser incoerente com a identidade cultural da banda de música tradicional.

  • O grande mérito do festival de bandas de Teresina ao longo de suas diversas edições, tem sido motivar as bandas para uma busca contínua da melhoria da qualidade, além de um espaço de integração onde cada grupo mostra o resultado do que foi trabalho durante o ano.

Sugestão para próximas edições do Festival

A qualificação dos mestres e músicos é uma questão que também pode ser inserida na organização do pròximo festival. Oficinas que abordem o aperfeiçoamento das metodologias do ensino coletivo para banda de música e oficinas de manutenção com cursos de reparos dos instrumentos musicais, creio que seja de grande valia.

  • O Festival de Bandas de Teresina existe há 25 anos e em sua primeira edição teve a frente o maestro Cariús no ano de 1987. Dede então é organizado no mês de novembro dentro das progamações alusiva a semana da música pela Prefeitura de Teresina. Em sua XVIII edição foi coordenado pelo maestro Vitalino Jr.