domingo, 28 de junho de 2009

Vando: Um Trombone Inconfundível

Vando e Grupo "Trombone & Cia"
  • O Brasil sempre foi um país rico de valores que muito contribuíram para o engrandecimento da nossa cultura popular. No caso da música popular, muitos dos valores musicais incorporado nesta arte que nasce, cresce e vive no meio do povo até os dias atuais têm sido pessoas simples muitas vezes vindas das camadas sociais de mais baixa renda, mas que trazem em sua arte a legitima essência da música do nosso povo contribuindo imensamente para o engrandecimento da mesma.

O piauiense de Teresina, Vando Paes Barbosa, músico trombonista e compositor é um destes músicos vindo do povo possuidor de um talento musical invejável e que podemos colocar neste patamar. Filho de pessoas simples começou a tocar trombone ainda na infância em projetos públicos de ensino musical através de banda de música em escola pública na cidade onde nasceu. Ainda jovem em busca de novos horizontes, iniciou carreira militar e em paralelo começou também a tocar na noite em bailes e festas, como integrante de diversas formações instrumentais. Tocou em vários grupos de samba onde logo cedo se integrou com músicos de gafieira, sambistas e chorões da velha guarda.

Em pouco tempo montou o grupo instrumental “Trombone e Cia”, voltado exclusivamente para a execução do choro, onde tocando predominantemente trombone e às vezes flauta, tem resgatado a arte de tocar um repertório de musicas brasileiras de nossos melhores compositores de choro, samba, maxixes e outros gêneros que estava na saudade dos nossos ouvintes.

  • Vando no Trombone... em momento de descontração em São Pedro-SP ao lado de Beto Ribeiro no cavaco, Rannyel Santos no Sax soprano, Erlim no Pandeiro.

O que encanta neste virtuoso trombonista não é propriamete a riqueza de técnica, nem o senhorio legítimo do seu instrumento. O que nos encanta em Vando é a sua relação com o ouvinte. É preciso porém vê-lo, para se poder fazer uma idéia nítida do artista que ele realmente é. Vê-lo com disposição de espírito fazendo um passeio por entre o público, extasiando o ouvinte com seu som rico e melódioso. E é a partir daí que começa o encanto dominador do artista, a sua soberana inteligência em fazer do som uma linguagem e desta linguagem um elo com seu público.

  • O grande diferencial que nos chama a atenção na performance de Vando ao trombone, além dos aspectos técnicos comuns aos grandes trombonista, tem sido seu carisma e sua interação com o público. Esta realmente tem sido a sua marca pessoal intransferível por onde tem passado com seu trombone.

Video com apresentação do Grupo Trombone & Cia realizada em 2007, no Festival de Inverno de Pedro II - Pi.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Tenente Maestro Elton, "Meu Mestre"

Banda Parque da Cidade (1993), Regência - Maestro Elton; Contra-Mestre - Rocha Sousa

Comecei meus estudos musicais na cidade de Teresina em 1987, aos 19 anos, com o Maestro Elton Oliveira. As aulas aconteciam na banda da Policia Militar e em sua residência no bairro Mocambinho, zona norte de Teresina. Depois de passar pela prova do abc musical, uma cartilha de sua autoria preparada com lições de teoria e leitura musical, ele me entregou um instrumento musical para estudar: um saxofone.
Quando estava iniciando meu desenvolvimento técnico com esse instrumento, por necessidade de um bombardinista na banda do km 7 onde ele era o mestre, ele me mudou para estudar bombardino.
Pouco tempo depois, comecei estudar trombone de vara, e a ter minhas primeiras "noções de harmonia”, usando como instrumento didático, um violão para fazer soar os acordes e facilitar na analise dos encadeamentos.
Lembro-me que com poucos meses de estudo o mestre Elton já me mandou auxiliar no ensino dos outros aprendizes que estavam iniciando. Tentei argumentar que não sabia nada, mas ele determinou: Fiz o que pude, para os alunos se desenvolverem e mostrei pra ele. Acreditem: ele me elogiou e ficou impressionado com o resultado do trabalho e daí então: nunca mais quis me largar como seu contra mestre e regente auxiliar.
  • Sempre disse uma frase, a meu respeito: - Você é muito curioso!
O maestro sempre foi um mestre sério e disciplinador, que não admite aluno faltoso ou preguiçoso. Lembro-me que, ainda inexperiente, queria aprender orquestração. Então comecei a "orquestrar" por conta própria meus exercícios de harmonia e os levei para serem apreciados.
  • - Você está invertendo as coisas... Estude o seu instrumento.
Eu comprei o livro do Korsakov e fui estudar só. Sempre fui um aluno rebelde, mas nunca deselegante. Até hoje levo os meus trabalhos sem nenhum receio pra ele ver. E ele vê tudo com atenção.
  • Ele é um mestre essencialmente prático. Suas aulas são práticas. Exigem do aluno trabalho e dedicação. Tem um método próprio de ensino, seu material didático é prático, objetiva e visa fazer com que o aluno toque e escreva.
Maestro Elton é um homem de banda, filho de mestre de banda, e portanto, desde a infância é seguidor da estética e da didática desta formação. Um legitimo representante desta tradicional escola de música brasileira.
Suas "dicas" são determinantes. Uma vez, vendo a dificuldade dos alunos em sincronizar uma leitura de uma peça em compasso 9/8, mudou a maneira de ensinar.
  • - Vamos fazer de conta que estamos lendo em um compasso 3/4.
Foi uma revolução. Abriu a mente de todo mundo. E logo, todos estavam tocando no compasso 9/8.
Embora hoje a nossa vida profissional tenha nos distanciado um pouco, não esqueco que foi por intermédio dos conhecimentos e da experincia deste mestre, filho de Curaça na Bahia, que a música entrou na minha vida. Devo muito ao Tenente Maestro Elton, o mestre que me "revelou".
  • Seu temperamento forte ofusca sua generosidade.
Maestro Elton! Meus agradecimentos... Durante esse tempo todo, de minha trajetoria profissional, é possivel enxergar em meus passos os reflexos de seus ensinamentos repassados de uma forma simples e consistente.
  • É dificil colocar em palavras o que, talvez, não caiba em apenas palavras.

Ao lado do Primo Maestro Fred Dantas

  • JOSÉ ELTON OLIVEIRA (músico, compositor, regente, arranjador e mestre de banda), é natural de Barrao Vermelho de Curaçá - BA (região de Juazeiro). Iniciou suas atividades musicais ainda criança na banda filarmônica 15 de Março dirigida pelo pai o Maestro Filemon Gonçalves. Na final da década de 50 do século passado atuo como músico trombonista em varias orquestras de radio e salão no estado de São Paulo.
  • Radicou-se no estado do Piauí no inicio dos anos 70, incluindo na Banda de Música da Policia Militar como músico, e onde ainda atuor como regente, compositor e arranjador, encerrando suas atividades naquela instituição em 1996 como oficial da reserva daquela corporação militar.
  • Atualmente concentra suas atividades musicais como mestre de banda do Projeto Bandas Escolas da Prefeitura Municipal de Teresina, através da Fundação Cultural Monsenhor Chaves (FCMC), onde dirije desde 1988 a Banda-Escola Infanto Juvenil Maestro Pixinguinha.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Luizão Paiva: "The Piano Jazz"


    Maestro Luizão Paiva

  • Luizão Paiva é considerado um dos maiores pianista de jazz do Brasil. Seu som ao piano é inconfundivel, tem muito swing e uma pegada com características, comparavel aos grandes pianistas de jazz internacional. Tem uma técnica apurada, que demonstra leveza e precisão em todos os ritmos.

Algumas das palavras que os definiriam são: devoção, seriedade, e amor à arte. O pianista jazzistico Luizão Paiva, o maior músico que apareceu na história da música piauiense na segunda metade do século passado, é um músico de uma categoria excepcional, que ganhou prêmios tocando música erudita e ganhou prêmios tocando jazz: um músico que não apela... Teve um pai que era um grande incetivador e uma grande professora de piano na infancia, sua avó Adalgiza Paiva que ensinou pra ele os verdadeiros valores que o definem e o acompanham até hoje.

Nasceu em uma época em que a música americana predominava no nosso rádio e no cinema, e as pessoas não aprendia a dançar com o lixo musical que existe hoje, mas com Glenn Miller, Tommy Dorsey, Harry James, Artie Shaw, Benny Goodman e daí pra fora... Na música brasileira de então havia um número enorme de músicos naquela época, porém quando começou a tocar profissionalmente a bossa nova já havia assumido o comando da música brasileira. Entrava em voga o estilo da bossa nova instrumental, que era um misto de jazz com música brasileira. Foi neste cenário que surgiu o pianista jazzistico Luizão Paiva.

  • Pianista, maestro, arranjador e compositor, Luizão Paiva toca piano desde os seis anos de idade e começou seus estudos de música com sua avó, Adalgisa Paiva, que fora aluna de Villa-Lobos. Estudou por vários anos na escola Pró-Arte no Rio de Janeiro e seguiu para Berklee College of Music, em Boston, EUA, onde se graduou em música (composição, arranjos e performance). Durante sua permanencia em Boston apresentou-se em vários clubs de jazz e recebeu da Berklee College of Music o prêmio Lennie Johnson, por mérito musical.

Como pianista jazzitico, integrou vários grupos de bossa e jazz no Brasil e no exterior. Compôs a trilha sonora de abertura da 1ª versão da novela “Roque Santeiro” e trabalhou com Chico Buarque e Dori Caymmi na peça “Gota d’água”, tendo tocado ainda com músicos como Robertinho Silva, Sivuca e Paulo Moura, além de cantores como João Bosco, Jamelão, Bibi Ferreira e a família Caymmi. Partiu para a carreira instrumental solo com o lançamento dos CDs “Avoante” e “Piauí”. Atuou também como professor de música para masterclass no Rotterdam Conservatorium, na Holanda, onde ministrou cursos de música brasileira.

Depois de 30 anos pelo mundo, voltou a Teresina, e em 2002, montou a Escola de Música Adalgiza Paiva (EMAP) na UFPI, introduzindo a música popular jazzistica no curriculo de ensino da mesma, criando assim um novo modelo pedagogico de ensino musical que aos pouco vem sendo adotado por outras escolas brasileiras.

  • Se você gosta de ouvir bons pianistas de Jazz, você precisa ouvir o maestro Luizão tocar.

O seu som, é pra quem gosta de viajar musicalmente, ele é econômico nos improvisos, sofisticado nas escolhas melódicas. Depois de escolhida as bases melódicas vem algo melhor, que é o seu tratamento obsessivo ao explorar musicalmente as possibilidades harmonicas do tema. Luizão é um músico comparavel ao grande pianista Bill Evans, um gênio na arte de improvisar.

  • Assista a seguir um vidéo com entrevista do maestro Luizão Paiva exibida no programa Tudo de Bom da Tv Cidade Verde de Teresina-Pi.


Maestro Luiz Santos: O Educador de Gerações

Maestro Luiz Santos
  • No dia 04/05/2009, silenciou, para sempre, o exímio trompetista, maestro, educador e compositor Luiz Santos, que educou e formou musicalmente várias gerações de músicos em solo piauiense. Ao longo dos seus 86 anos, manteve uma brilhante trajetória musical, reconhecida e aplaudida por todos do meio musical, no Piauí.
O maestro Luiz Santos, nasceu em 03/05/1922, em Valença-PI. Aos 17 anos veio com a família morar em Teresina, onde iniciou seus estudos musicais. Em 30 de abril de 1946 ingressou na banda de música da Policia Militar do Piauí como músico trompetista.
Desde cedo demonstrou dedicação e entusiasmo nos estudos musicais, de tal forma que, e por si só, quase que instintivamente, foi aperfeiçoando os conhecimentos, até vir a ser um hábil compositor, além de um exímio executante do instrumento que adotou para estudo e companhia - o trompete.
  • Na banda de música da Policia Militar do Estado do Piauí fez carreira de soldado-músico ao posto de Tenente Coronel–maestro.
Como maestro chefe, Luiz Santos foi um competente regente, sempre pronto a ajudar e a resolver problemas musicais da banda da corporação. Esta sua característica aliada ao fato de ser um dos maiores músicos do seu tempo em todo o Piauí, conquistou a estima e a admiração de todas as pessoas que o conheceram.
  • Em 1962, criou na corporação o grupo “Os Milionários", grupo esse que gravou um disco que fez muito sucesso nos estados do Piauí, Maranhão e Ceará. Foi também foi o responsável pela interiorização da banda de música da Pmpi nos principais municípios do interior do Estado.
Como professor, contribuiu com a formação de várias gerações de instrumentistas, inclusive os seus filhos, que integraram diversos grupos e bandas na cidade de Teresina e nos estados Brasileiros.
  • Foi o fundador de diversas bandas de Música no interior do estado do Piauí e Maranhão.
Em Teresina fundou a banda da antiga Escola Técnica Federal do Piauí hoje CEFET-PI e implantou na década de setenta um projeto pioneiro de formação de bandas nas escolas pública estaduais localizada nos diversos bairros da cidade onde revelou muito dos músicos, regentes e compositores.
  • A sua habilidade não se manifestava só na música. Pelo jeito que tinha para a pedagogia, não perdeu oportunidade e criou a escola Pedro II que contribuiu para a formação de muitos profissionais nas diversas áreas do conhecimento.
A sua modéstia, o seu amor à família, a fidelidade aos seus amigos, o apego à sua terra natal e a total ausência de ambição, levaram-no a viver sempre de forma simples, rodeado pelos filhos e amigos, mesmo depois da aposentadoria.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Maestro Emmanuel Coêlho Maciel

Maestro Emmanuel Coêlho Maciel
  • O maestro, professor, compositor e pesquisador Emmanuel Coêlho Maciel, radicado na cidade de Teresina desde de 1978, é autor de importantíssimos trabalhos de pesquisas no campo da nossa música folclórica, além de ter organizado inúmeros corais e uma metodologia de ensino coletivo para orquestra de cordas. Por aqui também montou a orquestra de câmera de Teresina, com recursos da Prefeitura de Teresina e que possibilitou posteriormente a cidade vim a ter sua orquestra sinfônica.

Maestro Emmanuel regendo a Orquestra de Cordas de Teresina - 1998

Como professor da UFPI, foi quem teve a iniciativa pioneira no estado do Piauí de propor, a partir de 1981, que a entidade organizasse uma camerata a fim de executar o que há de mais importante em nossa arte musical.

Em 1998, o maestro Emmanuel Coêlho Maciel através da então, Fundação Jet, nos mostrou o que o Piauí não conhecia, quando resgatou através de pesquisa musicológica o repertório de valsas do músico compositor piauiense Posidônio de Queiroz da cidade de Oeiras-Pi, que apesar da riqueza de suas obras até então não tinha um registro musicográfico em partituras editadas ou através de gravações em áudio.
  • O trabalho desenvolvido pelo maestro Emmanuel nos levou a perceber que o estado do Piauí ainda é pouco explorado no campo da musicologia e que ainda tem muito da nossa cultura musical precisando ser pesquisada e resgatada.
Apresentação do Coral dos Vaqueiros da Cidade de União-Pi, sob a regência do maestro Emmanuel Coêlho.


Apresentação da Orquestra de Câmara da Cidade de Teresina-Pi, sob a regência do maestro Emmanuel Coêlho Maciel em concerto realizado no ano de 2000 no Teatro 04 de Setembro em Teresina.

  • Emmanuel Coêlho Maciel ganhou três prêmios nacionais de composição, pelo Instituto Nacional de Música/Fundação Nacional de Arte, com as obras "Os sapos" (1981), "Ema-Seriema" (1982) e "Módulos" (1983). Compôs, entre outras, as obras "Quarteto para Flautas Transversais", "Estudo Fugato" e "Quase Andante". Possui diversos trabalhos inéditos, como "Peça Orquestra"(1983), "Reis Pastorinhas" (1990) e "Cadernos de Solfejo Modais e Tonais" (1990). O compositor destaca ainda a "Sonata Duo" (1964), "Musik'A2" (1986), "Aknathon" (1967) e "Dança e Langoroso" (1963).

domingo, 14 de junho de 2009

Fred Dantas: O Maestro "Pregador"

Maestro Fred Dantas
  • Poucos estudiosos na história da música brasileira preocuparam-se tanto com a causa da banda de música brasileira como instituição de ensino-aprendizagem musical e gurdiã dos valores musicais do povo brasileiro, como o maestro etinomusicologo e mestre de bandas Fred Dantas de Salvador - Ba.

O trabalho de Fred Dantas em defesa da tradicional banda de música brasileira começou a tomar forma em 1982 quando o mesmo ainda estudante da UFBA, criou como um grupo de estudos a Oficina de Frevos e Dobrados. Aos pouco o que parecia um ideal foi tornando-se realidade. A Oficina foi ganhando estrutura e se transformou em uma banda filarmônica.

Desde o sugimento da Oficina de Frevos e Dobrados até hoje, o maestro Fred Dantas já desenvolveu diversas ações na Bahia, visando o fortalecimento das bandas de música do interior, incluindo gravações de discos, videoclipes, resgate de obras e compositores, reestruturação de bandas centenárias e organização de encontros regionais.

  • O resultado disto foi o fortalecimento das bandas tradicionais no estado da Bahia e com isso, a organização de novas bandas, como a Lira de Maracangalha. Com o fortalecimento das sociedades filarmônicas, torna-se parte constante da imagem dos cortejos as campânulas brilhantes das tubas sobressaindo por sobre a multidão, e a presença de organizações musicais centenária nos encontros de bandas.

SURGE O MAESTRO "PREGADOR"

Depois de anos pesquisando a música das bandas, resgatando compositores e fazendo a recuperação de peças importantes, transformando papéis antigos e inelegíveis em partituras que possam ser utilizadas por alunos, Fred Dantas dar mais um passo no fortalecimento das bandas de músicas em nosso país. Agora o mestre Fred prega sobre a importancia da formação de novos mestres de bandas que estejam aptos a defender a valorização da banda de música brasileira.
CURSO DE CAPACITAÇÃO PARA MESTRES E LIDERES DE BANDAS
Este curso foi criado visando fortalecer o componente ideologico da banda de música, formando novos regentes que pensem como verdadeiros mestres de bandas, proliferando assim essa especialidade que tem uma profunda relação com a banda de música.
  • Segundo o maestro Fred Dantas o objetivo deste curso é oferecer capacitação nas áreas de composição, regência, história e teoria musical para mestres, contramestres e músicos-líderes das bandas, injetando ânimo e vitalidade no mundo das filarmônicas. Muitos destes alunos, depois de concluído o curso, serão mobilizados para localidades onde a tradição musical esta deficiente e esquecida.
Não tenho duvidas que os alunos capacitados neste curso organizado pelo maestro "pregador" Fred Dantas, estarão aptos a defender a valorização da banda de música brasileira dentro de sua verdadeira filosofia.
  • O video a seguir é uma conferência do Maestro Fred Dantas no ano de 2007 na cidade de Teresina-Pi durante a realização do XV Festival de Bandas de Teresina, e fala aos mestres de bandas presentes no festival sobre a situação atual das bandas no Brasil.

O vidéo a seguir evidencia o Projeto da Escola de Música da UFBA que presta uma homenagem ao Maestro Fred Dantas.

Maestro Beetholven Cunha

Maestro Beetholven Cunha

  • Dia 16 de julho de 2009, às 20:30h em Campinas (SP), a Orquestra de Câmera da UNICAMP, com regência de Simone Menezes, fez a estréia do Concerto Para Euphonium e Orquestra de Cordas do Compositor Beetholven Cunha.

Conheci o maestro Beetholven Cunha há mais ou menos cinco anos, quando fui convidado a participar de um evento no Conservatorio Fortes das Artes em São Paulo. Vários músicos e regentes de diferentes partes do Brasil estavam no evento, que treinava, principalmente, mestres de banda para trabalhar com banda de música em projetos sociais. Nesta época o maestro Beetholven regia uma banda de jovens pobres de diferentes partes de São Paulo, educados pelo próprio maestro, através do projeto "Guri", um destes projeto com preocupação social e que ele tinha um grande prazer em participar.

Nosso contato naquele momento possibilitou uma futura amizade e a oportunidade de trabalharmos juntos na cidade de Teresina. Não tenho dúvidas que sua vinda para nossa cidade tem contribuido muito para o crescimento musical deste lugar. Sei de seu entusiasmo, de sua responsabilidade e de seu compromisso como mestre e compositor que é.

  • Eu comecei a admirar muito o maestro por sua postura em relação à música. Geralmente, grandes maestros não são favoráveis à junção da música erudita com outros estilos. Na verdade, existe um grande preconceito por parte deles, muitos desprezam outras maneiras de expressão musical. O maestro Beetholven não. Ele é muito aberto a novos experimentos, mantendo a classe e a técnica da música erudita, mas sempre buscando novos caminhos.

O Maestro Beetholven é o exemplo de um homem da música a serviço da música. É um privilégio conhecê-lo e poder trabalhar junto com este grande maestro. Com ele tenho aprendido muito, principalmente a valorizar a cultura do meu lugar.
  • Beetholven Cunha é professor, bacharel em composição e regência, instrumentista, compositor e arranjador. É regente de grupos da EMAP – Escola de Música Adalgisa Paiva e tem obras executadas pelo mundo a fora, em países como Áustria [Viena], Itália [Milão], Suíça [Zurique], Líbano [Beirute] e Portugal.

Vídeo realizado com o Maestro Beetholven Cunha no I FESTIVAL INTERNACIONAL DE METAIS CARLOS GOMES, regendo sua composição: "Intervenções Sonoras" executada por bolsistas do Brasil, Argentina, Chile e Peru. Campinas / São Paulo em julho de 2009.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Reginaldo Carvalho: O Maestro-filósofo

Maestro Reginaldo Carvalho


  • “O som é a expressão das leis da natureza na sua relação com o sentido da audição”.
Nesta sentença estão presentes principalmente a idéia de que existem leis naturais, das quais obtemos os diferentes tons, e a noção em relação ao seu uso nas criações musicais.

A partir dessas idéias iniciais, o maestro-filósofo Reginaldo Carvalho tem ensinado que, é importante ter sempre em mente um modo peculiar de vê a arte musical. Dessa concepção ele desenvolveu uma teoria musical onde a música deve ser entendida como a forma pela qual a natureza age através do homem.

Por sua teoria a música leva em conta os fenômenos acusticos para produzir efeitos estéticos e se define como: o domínio e articulação do som, elemento composto de infinitos harmônicos, presente desde sempre na natureza, e do qual o homem se utiliza a partir da descoberta de suas diversas qualidades.

Traduzindo: assim como faz o pintor em sua tela, utilizando-se das tintas, das cores, das formas, do espaço, elementos naturais que constituem a matéria-prima de seus quadros, o músico também cria e executa composições partindo sempre da própria natureza que lhe dá como matéria os tons, timbres e intensidade dos sons, além do tempo, trabalhado na pulsação e no ritmo.
  • "A arte musical nada mais é do que, a expressão de leis da natureza realizadas pelo homem".
Desde de sempre, a música é uma expressão das leis da natureza, isto não é novidade. O novo, é uma abordagem teorica desta arte que considere essa concepção.
  • Reginaldo Carvalho tem o mérito de ser o primeiro compositor brasileiro a trabalhar com música eletroacústica. Suas primeiras obras datam de sua estada em Paris com bolsa obtida por influência de Villa-Lobos. Foi diretor do Instituto Villa-Lobos, que na época se transformou num importante centro para a prática da música experimental no Brasil. É atualmente professor aposentado da Universidade Federal do Piauí, na cidade de Teresina onde reside e continua suas pesquisas.
Mais Sobre Reginaldo Carvalho:

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Os Jesuítas e a Música Brasileira


  • A literatura histórica nos mostra que quando Frei Henrique celebrou a primeira Missa do Brasil em terra firme, os indígenas aproximaram-se deslumbrados com a pompa e a beleza da música sacra. Na verdade, os Jesuítas tiveram papel importante na nossa música. No trabalho de catequese e civilização dos indígenas, eles usaram a música e as artes - em especial o teatro – para comunicar suas mensagens de fé.
Destacaram-se Manuel de Nóbrega, João Aspicuelta Navarro e José de Anchieta. Um fato curioso é que, no início, por causa da desconfiança dos índios mais velhos, os religiosos se aproximavam deles através das crianças (curumins), a quem ensinavam cantos sacros. Estas, então, penetravam na aldeia cantando, acompanhados na frente com uma cruz para conseguir atrair a tribo.

O Padre Navarro traduziu algumas cantigas para a língua tupi e escreveu autos, pequenas peças teatrais que os índios representavam. Anchieta, por sua vez, utilizou a música como sedução para a catequese, compondo, a partir dos 19 anos de idade, várias músicas em tupi e escrevendo autos. Viajou por todo o Brasil criando nas aldeias as escolas para ler, contar e tocar alguns instrumentos.

  • O pastor e escritor francês Jean de Léry teve um papel importante em relação à memória da música indígena brasileira. Foi o primeiro a registrá-la e publicá-la em seu livro “Viagem à terra do Brasil”, em 1578, após o período em que permaneceu na França Antártica (Rio de Janeiro).
A música brasileira original nasceu principalmente da mescla de três raças: a branca, representada pelos colonizadores portugueses que trouxeram ao Brasil seus hábitos, costumes e tradições; a amarela, representada pelo índio que reagiu ao trabalho que o português lhe quis impor e fugiu para o interior onde teve a proteção dos catequistas; e a negra, constituída dos africanos trazidos como escravos para os trabalhos pesados nas fazendas.

Outros povos também influenciaram – não tão diretamente – a música brasileira. Os espanhóis (durante o domínio espanhol), os franceses e os holandeses. Mas a genuína música brasileira ostentaria no futuro as características inerentes aos três primeiros grupos étnicos que constituíram a base da civilização da época.
  • Do índio, a nossa música capturou o ritmo discursivo, o som nasal, as danças e bailados e alguns instrumentos que permanecem usados até hoje, como o chocalho.
  • Do português, as características da moda e do fado, as danças de roda, caninha verde, as danças dramáticas e instrumentos como o violão (na época chamado guitarra), a viola, o cavaquinho, a flauta, etc.
  • Do negro, a peculiar riqueza rítmica, as danças com coreografia mais evidente e instrumentos indispensáveis em qualquer roda de samba atual, como o ganzá, atabaque, cuíca, etc.

Assim, as primeiras formas musicais populares legitimamente brasileiras foram derivadas das diferentes correntes étnicas. Se o português colonizador acrescentou o lirismo e o negro africano deu característica mística à nossa música, o Brasil e seus primeiros habitantes ofereceram as propícias condições para que os costumes, em fusão, sobrevivessem às gerações.

Assim, o folclore brasileiro contém ricas e variadas danças, que geralmente obedecem a um enredo. De origem indígena: Caboclinhos, Caiapós e Guerreiros; de origem portuguesa: Bumba-meu-boi (e suas derivações regionais), Cheganças, Pastoris, Folias de Reis e Cordão de bichos; e de origem africana: Maracatu, Congo ou Congada, Taieira e Quilombo.

  • Assista a seguir: o pesquisador e musicólogo Fred Dantas da UFBA, em entrevista no programa "Debate" da TVE da Bahia, falando sobre este momento da história da nossa música.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Mestre Sebastião Simplicio - Pesquisa Musical

Maestro Sebastião Simplicio 
  • Dentre os mestres-compositores de banda de música que contribuiram para o engradecimento da musica piauiense, destacamos o músico, regente, compositor e mestre de banda Sebastião Simplício como uma das mais ilustres personalidades que a história da música do Estado do Piauí nos legou.
Sebastião Simplício nasceu na cidade de Pedro II – Pi, no dia 01 de janeiro de 1904, filho de Simplício Pereira do Carmo e de Inocência da Anunciação Sena. Ingressou nas fileiras da banda de música da Polícia Militar do Piauí como músico flautista e saxofonista. Fez uma carreira totalmente dedicada a música e a banda de música da coorporação.

Durante o longo tempo que esteve na banda da Pmpi, compôs e arranjou um grande acervo de obras musicais, destacando-se várias composições como dobrados, hinos, marchas militares, canções militares (inclusive uma dedicada à própria Corporação, com o título “Canção da Polícia Militar” – ano l950 – letra do Cel. Vasques e música do Ten. Sebastião Simplício), marchas fúnebres sacras (executadas nas tradicionais procissões de Bom Jesus dos Passos e do Senhor Morto) e várias outras composições, além de inúmeros arranjos musicais.

Entre as décadas de 30 e 60 quando o mestre Sebastião Simplicio esteve em plena atividade na banda da PMPI, a cidade de Teresina possuía apenas duas bandas de música: a do 25º Batalhão de Caçadores (25 BC - Exercito Brasileiro) e a da Polícia Militar, ambas sempre muito respeitadas e requisitadas pela sociedade a se apresentarem nos mais variados eventos da época. Dentre estas apresentações, destacamos as tradicionais retretas nas praças Rio Branco e Pedro II.
  • Imaginem na década de 40, para aqueles homens fortes, sertanejos valentes, vaqueiros rudes, que varavam as veredas de nosso estado, do litoral aos sertões do Rio Parnaiba, estar na praça e ver a banda tocar, era, sem dúvida, entrar no deslumbramento da vida, mergulhar na fantasia dos sonhos e banhar-se de novas esperanças. Foi neste berço de encantamento, que o mestre-compositor Sebastião Simplicio através da banda de música da PMPI encontrou espaço no coração do povo da nossa terra.
1° Congresso Eucarístico do Piauí - 1960

Um dos grandes acontecimentos musicais que marcou a história da Banda de Música da Polícia Militar do Piauí, sob a regência do mestre Sebastião Simplício, e ficou marcado para sempre na memória daqueles que o vivenciaram foi o 1° Congresso Eucarístico do Piauí, um grandioso evento litúrgico, promovido pela Arquidiocese de Teresina no ano 1960 na cidade de Teresina.

Foram convidadas para participar da parte musical do evento, a famosa e tradicional Banda de Música dos Fuzileiros Navais, do Rio de Janeiro, na época, capital do país, e a Banda de Música da Polícia Militar. Foram várias apresentações em vários dias de ambas às Bandas. Sobre a participação das bandas no 1° Congresso Eucarístico do Piauí, Josué Simplicio (filho do mestre Sebastião Simplicio) em depoimento, diz:
  • "Realmente, foi brilhante as apresentações das bandas, cada uma com um vasto e belíssimo repertório, incluindo desde dobrados militares à trecho de óperas, além de canções populares e do folclore da região. O ápice da participação da banda da PMPi no evento, culminou com a execução integral sem as partituras da abertura para banda da ÓperaO Guarani” – do compositor brasileiro Carlos Gomes no adro da Igreja de São Benedito. Este feito da banda da PMPi tocar decorado "O Guarani" em sua apresentação, de forma impecavél, motivou o maestro e todos os componentes da Banda de Música dos Fuzileiros Navais a cumprimentarem, efusivamente, um a um os músicos da Banda PMPi. Foi um momento de extrema emoção vivido por parte de todos que assistiram a tão belo espetáculo musical. Foi uma noite memorável."
Orquestra Jazz-Band

Em paralelo ao exercício da função de maestro-regente da Banda de Música da Polícia Militar, o mestre Sebastião criou uma Orquestra de Jazz e Salão, com músicos oriunda da própria banda de música da PMPI que se apresentava com brilhantismo nos principais bailes e festas da cidade.
  • Sobre as apresentações da Orquestra Jazz-Band do maestro Sebastião Simplicio, seu filho, Josué Simplicio nos diz: "A Orquestra se apresentava nos grandes bailes promovidos pelo tradicional e aristocrático “Clube dos Diários”, na época, reduto da alta sociedade teresinense, incluindo-se, também, os animadíssimos bailes carnavalescos, realizados no período de “Rei Momo”, bem como nos clubes sociais de outras cidades da nossa região".
Orquestra Jazz Band da PMPi - 1943

Com a criação e funcionamento da Rádio Difusora de Teresina, uma das primeiras emissora de rádio do Estado, o maestro Sebastião foi convidado e participou com sua Orquestra nos programas musicais da emissora, principalmente os programas de auditório, que tinham a participação dos artistas da nossa terra e o famoso “show de novos-talentos” – oportunidade oferecida àqueles que buscavam uma chance para se firmarem no meio artístico da cidade.
  • Na banda de música da PMPI com muita competência e humildade fez carreira de soldado-músico ao posto de capitão–maestro conquistando a estima, admiração e respeito de todas as pessoas que o conheceram dentro e fora da corporação. Sua competência musical aliada ao seu jeito humanístico e sensível que tinha para ouvir seus músicos mesmo na condição de chefe contribuiu muito para a organização da melhor equipe musical que a corporação já reuniu em toda sua história.
Na década de 60, foi acometido de um Acidente Vascular Cerebral, tendo ficado semi-paralítico, impossibilitando-o de exercer em toda sua plenitude suas atividades tanto como militar e como músico. Por esse motivo, passou para a reserva remunerada da Polícia Militar. Mesmo limitado em sua capacidade laborativa, isso não foi capaz de fazer esquecer o seu amor pela música e também pela sua querida Banda de Música da Pmpi. Nesse período, ainda conseguiu compor alguns dobrados militares, mesmo contando com uma imensa dificuldade para escrever música, pois não fazia nenhum movimento com o braço e a mão direita e também tinha grande dificuldade para locomover-se, devido o lado direito do corpo ter ficado sem movimento.

Apesar de todas essas dificuldades, auxiliado por seu filho, uma vez por semana, deslocava-se até o Quartel da Polícia Militar, na época localizado na Praça Pedro II (centro de Teresina), e lá se dirigia ao alojamento da banda de música, a fim de assistir os ensaios da mesma. Na ocasião, demonstrava um entusiasmo muito grande e uma alegria enorme em está ali, entre os seus amigos músicos, vivendo com eles, aqueles momentos felizes, dando uma verdadeira demonstração da sua dedicação e de quanto amava a Banda Pmpi. Após ser acometido novamente por outro Acidente Vascular Cerebral, faleceu no dia 28 de outubro de 1970, deixando a esposa Maria da Silva Simplício e os dois filhos Josué Simplício e Maria de Fátima Simplício.

Assim, foi a vida do Maestro Sebastião Simplício, um homem de origem humilde, que teve uma vida simples, totalmente voltada para sua família e, sobretudo, devotada à causa da música e da Banda de Música da Polícia Militar do Piauí. Deixou como legado seu exemplo de dedicação como músico-militar, regente e de um excelente compositor, além disso, foi um pai de família dedicado, sempre pautado nos princípios da honradez, disciplina, honestidade, amizade e hombridade para com todos que conviveram com ele.
  • Em 17 de Julho de 2005 foi organizado na praça João Luiz Ferreira - Centro de Teresina-Pi, um Encontro de Bandas para comemorar o 131º aniversário da banda PMPI. Na ocasião o mestre Sebastião Simplicio foi o grande homenageado do Encontro, quando todas as bandas que participaram do encontro executavam em suas apresentações, obras inéditas do mestre Sebastião. A familia do maestro estava presente no encontro.
Acervo Musicológico do Mestre-Compositor Sebastião Simplicio

O maestro Sebastião Simplicio constitui, em vida, uma grande obra musical: são suas inúmeras canções, sambas, valsas, choros, modinhas, baiões, xotes e, sobretudo marchas, todos os tipos de marchas, como marchas religiosa, marchas de carnaval, marcha funebre e marchas militares de desfile e concerto (dobrado). Para Sebastião o dobrado de desfile ou sinfônico é uma privilegiada forma musical, que marca na alma do povo, pela alegria, pela vibração, pelo movimento, pela marcação e pela cadencia firme. Sebastião também compôs músicas eruditas sacras e canções populares em ritmos estrangeiros, sobretudo após seu contato com o radio. Musicou também letras para canções cívicas, religiosas e militares.
  • Bom Jesus dos Passos - Marcha-Religiosa
  • Gloria ao Cristo Rei - Marcha-Religiosa
  • Sentimental - Marcha - Religiosa
  • Dagmar - Marcha-Religiosa
  • Gloria a Deus - Marcha-Religiosa
  • Santa Cecília - Marcha-Religiosa
  • Senhor Morto - Marcha-Religiosa
  • Canção do Centenário a Igreja a Nossa Senhora do Amparo - Hino Solene
  • Cmt Dario Coelho - Dobrado
  • Jerônimo R. Alves - Dobrado
  • Cel Duarte Sousa Rosa - Dobrado
  • Benedito Alves da Luz - Dobrado
  • Flavio Meireles - Dobrado
  • Dr Soltero Vaz - Dobrado
  • Suspiro de Prisioneiro - Dobrado
  • Cônego Antonio C. Carvalho - Dobrado
  • Canção da PMPI - Canção Militar
  • Marilene - Valsa
  • Meyre - Valsa
  • Amparo - Valsa
  • Noite de Luz - Bolero
  • Ontem Pastiste - Bolero
  • Maria de Fatima - Bolero
  • Quando eu te Vejo - Bolero
  • Não Digo o Teu Nome - Bolero
  • Meu Deus Espero Perdão - Bolero
  • Te Quero Tanto - Bolero
  • O Maria - Bolero
  • Sonhar - Bolero
  • Sandra - Bolero
  • Flôr do Nordeste - Bolero
  • Marina - Marcha-Canção
  • Josué - Fox 
Observação1: As obras catalogada neste acervo foram pesquisadas no Arquivo da Banda PMPI e pertencem ao mesmo, onde encontram-se aquivadas.
Observação2: Existem outras obras do mestre Sebastião Simplicio que ainda não foram localizadas, o que tem impossibilitado sua catalogação neste acervo.

Medalha do Mérito Policial Militar

Em 25 de Junho de 2007, a memoria do mestre Sebastião Simplicio recebe da Policia Militar do Estado do Piauí um reconhecimento público através da Medalha do Mérito Policial Militar que foi entregue a seus familiares (esta comenda é a maior condecoração que a PMPI concede aos policiais que se destacam em suas funções e orgulham a coorporação).
Josué Simplicio, filho do Maestro Sebastião Simplicio recebendo das mãos do Cmt Geral da PMPI (Cel Edvaldo Marques) uma placa em homenagem a memoria do maestro.
  • Considero o resgate e as homenagens a este grande mestre de banda, piauiense da cidade de Pedro II, como um gesto de reconhecimento da maior justiça ao artista plural que foi o mestre Sebastião Simplicio e, também, vejo como uma forma de perpetuar a sua memória entre nós, pelo exemplo de cidadania que nos legou e pela sua imagem de uma pessoa com admirável sensibilidade humana.