sábado, 18 de dezembro de 2010

Banda de Música é destaque em União-PI

  • Mais uma vez o Projeto “Banda e Orquestra Escola” da cidade de União-Pi supera as expectativas e conquista ainda mais a admiração da população unionense.

A Banda Infanto Juvenil da Escola Pública Municipal Padre Luiz Brasileiro com apenas oito meses de trabalho é considerada como uma das melhores ações da cidade da atual administração municipal.

O Projeto "Banda e Orquestra Escola de União-Pi" é desenvolvido através da secretaria de educação do município sob a coordenação do Maestro Rocha Sousa, envolvendo crianças e adolescentes na faixa etária de 10 a 13 anos da Escola Municipal Padre Luiz Brasileiro.

Em sua primeira etapa realizada em 2010 participaram 30 alunos que atualmente compõem a banda de música juvenil da Escola Municipal Padre Luiz Brasileiro.

  • Na segunda etapa progamada para 2011, mais 30 alunos estudarão instrumentos de cordas friccionadas (violinos, violas, violoncelos e contra-baixo acustico), tatalizando assim 60 alunos que serão musicalizados objetivando formar a Orquestra Sinfônica do Municipio de União-Pi.

O desempenho do Projeto é o resultado de um trabalho conjunto realizado por toda administração municipal com muito empenho, onde se pode destacar: a Secretaria de Educação Municipal de União-Pi; a Escola Municipal Padre Luiz Brasileiro; o Maestro Rocha Sousa e sua equipe; os Pais de alunos; e a Comunidade em geral que tem apoiado esse projeto de musicalização da juventude unionense.

  • A Prefeitura de União-Pi está de parabéns, assim como a população, que ganha uma banda de música jovem e cheia de garra. Agora é seguir em frente na execução de outras etapas desse grande projeto.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Assis Valente e o Natal dos Excluidos

  • Assis Valente é um dos bons compositores brasileiros que ficou conhecido como alguem que criou um ambiente musical no qual fluía a poesia do homem comum com amor ao Brasil e, simultaneamente, como ironia do lugar do povo na brasilidade. Uma de suas composições mais conhecida é "Brasil Pandeiro", nela Assis faz um samba inquietante que na letra, quer ver o Tio Sam tocar pandeiro para o mundo sambar.

Mas Assis Valente não era só Samba e Carnaval. Dentre suas diversas composições uma ouvimos principalmente durante o periodo natalino. Quem ainda não ouviu ao menos este trecho, cantado ou em versão instrumental:

Anoiteceu
O sino gemeu
A gente ficou
Feliz a rezar.

Papai Noel
Vê se você tem
A felicidade
Pra você me dar


Chama-se “Boas Festas”. O autor da música que acalenta os sonhos, as tristezas e as ostentações do Natal só conseguiu morrer na terceira tentativa de suicídio, ao ingerir formicida com guaraná num banco da Praia do Russell, na Glória, em 10 de março de 58. Tinha aproximadamente 46 anos. (Não há certeza sobre sua data de nascimento.) Já tentara jogar-se do Corcovado, sendo resgatado pelos bombeiros preso aos galhos das árvores, e cortar os pulsos com lâmina de barbear.

  • O mulato Assis Valente nasceu na Bahia e, em 1927, veio para o Rio, começou a compor sambas que fizeram muito sucesso sobretudo na voz de Carmem Miranda, sua principal intérprete. Pertenceu à geração de compositores urbanos que num país culturalmente múltiplo associou o samba à brasilidade malandra, boêmia e moleque.

O que parecia ser a recompensa pela infância e adolescência trágicas na verdade camuflava um homem amargurado. Aos seis anos foi arrancado dos pais e da pobreza. Foi entregue a outra família que, ao se mudar para o Rio, abandonou-o na Bahia.

Passou a viver num hospital como lavador de frascos de farmácia. As necessidades da vida fizeram-no múltiplo. Trabalhou num circo como orador e comediante. Em Salvador conseguiu estudar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e formar-se protético, profissão que continuou a exercer paralelamente ao ofício de compositor.

  • Muitas foram as tentativas de explicar sua personalidade suicida. Ingratidões e incertezas do ofício de compositor, problemas financeiros e até homossexualismo reprimido. Um dia em sua vida talvez seja mais revelador.

Assis Valente passou sozinho e triste, em Niterói, o carnaval de 32. Em seu quarto havia a gravura de uma menina de pé, entristecida, os sapatinhos sobre a cama, esperando o presente. Inspirou-se nela para compor “Boas Festas”. A segunda parte da letra merece leitura atenta:

Eu pensei que todo mundo
Fosse filho de Papai Noel
Bem assim felicidade
Eu pensei que fosse uma
Brincadeira de papel

Já faz tempo que eu pedi
Mas o meu Papai Noel não vem!
Com certeza já morreu
Ou então felicidade
É brinquedo que não tem!

  • Cobertos por uma melodia alegre que se assemelha por vezes às marchinhas, por vezes aos sambas de carnaval, os versos, fortes, escondem que nem todo mundo é filho de Papai Noel. Todo mundo pode ser filho de Cristo, a verdadeira razão do Natal, mas o que interessa é o Papai Noel e seu saco de presentes. Quem não pode recebê-lo, e no Brasil são muitos, aprende muito cedo que o Bom Velhinho só o é para alguns.

Mas a crítica ao consumismo do Natal é o aspecto mais fácil de perceber. O Papai Noel de “Boas Festas” representa a felicidade que não vem. É a felicidade dos presentes, mas se pode ver na última estrofe, nas duas referências a essa palavra, a alma ferida de Assis, sem felicidade — o presente, que ele não tem nem nunca teve, pedido em vão a Papai Noel.

“Boas Festas” transformou os tormentos de Assis Valente numa celebração. Entre desejos de feliz Natal e fartas ceias, poucos prestam a atenção à mensagem da música. Numa biografia em que o sucesso realça os infortúnios, e vice-versa, talvez seja esta sua maior tragédia.

  • Assis Valente faria 100 anos no próximo 2011. Pelo menos, em três décadas, as de 1930, 40 e 50, o Brasil cantou os sambas de Assis Valente, muitos deles na voz de sua principal intérprete, Carmen Miranda, a qual gravou Good bye, boy e no ano seguinte, Uva de caminhão.

A obra de Assis Valente soma 150 composições. Há clássicos como “Camisa listada” (“Vesti minha camisa listada e saí por aí...”). Ou “Brasil pandeiro”:

  • Brasil,
    Esquentai vossos pandeiros
    Iluminai os terreiros
    Que nós queremos sambar
FELIZ NATAL PARA TODOS!!!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Arranjadores Brasileiros: Maestro Gaya


  • LINDOLPHO GOMES GAYA, ou Maestro Gaya como foi popularmente reconhecido, foi um dos maiores arranjadores da MPB, premiado nos importantes Festivais da Record, descobrindo, burilando e produzindo Chico Buarque de Hollanda, além de ainda ter produzido Taiguara, Nelson Gonçalves e outros artistas de renome que o admiravam.

Na década de quarenta, trabalhou na Rádio Tupi de São Paulo, quando conheceu a cantora Stelinha Egg, com a qual se casou em 1945.. Juntos percorreram o Brasil pesquisando as raízes musicais do folclore, pioneiros na divulgação da cultura musical pela Europa na década de cinqüenta. Apresentaram-se pelo Brasil todo, em auditórios das universidades, em shows concorridos narrando brilhantemente a evolução da música popular brasileira do Afro à Bossa Nova.

Durante os anos sessenta quando realizaram-se os festivais da canção, sejam os nacionais ou os internacionais, a música popular brasileira atingiu um grau de qualidade ainda hoje não superado, músicas como:

  • Alegria alegria, de Caetano Veloso; Ponteio, de Edu Lobo e Capinan; Roda viva e Carolina, de Chico Buarque de Holanda; Domingo no parque, de Gilberto Gil; Travessia, de Milton Nascimento e Fernando Brant e Margarida, de Guarabyra, para citar apenas algumas mais significativas, são por demais conhecidas e consideradas inclusive clássicos modernos de nosso cancioneiro.

O que poucos sabem, no entanto é quem foram os responsáveis pelos arranjos que a tornaram tão famosas, são eles os maestros Lindolfo Gaya e Rogério Duprat.

Pelas mãos do Maestro Gaya passaram as mais significativas canções da época, os compositores os procuravam por que sabiam do enorme talento e sensibilidade que tinham. Pela importância que representavam suas obras foram perpetuadas em 1968 num brilhante LP onde apresentam as mais destacas canções por eles arranjadas e que fizeram parte do repertório dos festivais realizados no país, sendo também merecidamente premiados.

  • Lindolfo Gaya (1921/1987) recebeu o Galo de Ouro por sua atuação como maestro e arranjador do I Festival Internacional da Canção promovido pela TV Rio sendo o responsável pela maioria dos arranjos das musicas concorrentes.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Arranjadores Brasileiros: Moacir Santos

  • Moacir Santos é considerado pelos críticos e pesquisadores musicais como um dos principais arranjadores e compositores brasileiros, aquele que renovou a linguagem da harmonia no país.

Moacir Santos nasceu em 1923 em São José do Belmonte-Pe e começou cedo sua história musical, quando se se uniu à banda da cidade Flores do Pajeú, em pleno sertão pernambucano, aos 14 anos, tocando saxofone, clarinete e trompete, entre outros instrumentos. Dois anos depois ele saiu pelo nordeste afora até 1943, quando arrumou um emprego na Rádio Clube de Recife.


  • Em 1945 foi para a Paraíba, onde tocou na banda da Polícia Militar e na jazz band da Rádio Tabajara como clarinetista e tenorista. Em 1948 ele mudou para o Rio de Janeiro, onde trabalhou na gafieira "Clube Brasil Danças" durante 18 anos como saxofonista, arranjador e maestro.

Outro longo emprego que teve foi na Rádio Nacional, começando como tenorista da Orquestra do Maestro Chiquinho. Como fazia arranjos sem conhecer as regras, Santos se iniciou em teoria musical com Guerra Peixe e depois foi estudar com o grande musicólogo e compositor alemão Hans Joachim Koellreutter, de quem Santos depois se tornou assistente.

Durante essa década ele começou a dar aulas, mas foi nos sessenta que ficou famoso, sendo professor de grandes talentos, como Paulo Moura, Oscar Castro-Neves, Baden Powell, Maurício Einhorn, Sérgio Mendes, João Donato, Roberto Menescal, Dori Caymmi e Airto Moreira, entre outros.

  • Em 1951, ele foi convidado por Paulo Tapajós, diretor da Rádio Nacional para ser um maestro e arranjador do elenco, onde permaneceu até 1967. Em 1954, Santos foi para São Paulo onde dirigiu a orquestra da TV Record. Dois anos depois, ele voltou ao Rio de Janeiro, retomando seu trabalho na Rádio Nacional e se tornou regente na Copacabana Discos.

Com o prestígio alcançado no Brasil, Santos gravou em 1965 pela Forma, o seu primeiro álbum solo, "Coisas". Santos compôs trilhas sonoras para muitos filmes como "Love in the Pacific", "Seara Vermelha"(Rui Aversa), Ganga Zumba (Cacá Diegues), O Santo Médico (Sacha Gordine), e Os Fuzis (Ruy Guerra), entre outros.

Em 1967, ele deixou a Rádio Nacional e se mudou para os EUA, indo morar em Pasadena, onde ficou dando aulas de música até ser descoberto por Horace Silver. Em 1985, ele abriu junto com Radamés Gnattali, no Rio de Janeiro, o I Free Jazz Festival. Em 1996, ele condecorado pelo Presidente Fernando Henrique com a comenda da Ordem do Rio Branco. No mesmo ano, Santos foi homenageado no Brazilian Summer Festival em Los Angeles.

  • Seus arranjos originais para várias de suas composições foram transcritas por Mário Adnet e Zé Nogueira no álbum duplo "Ouro Negro"(2001), que teve as participações de Milton Nascimento, João Donato, Gilberto Gil, e do próprio Moacir Santos, entre outros.


Discografia

  • 1965 Coisas Forma/Universal Music
  • 1972 Maestro Blue Note
  • 1974 Saudade Blue Note
  • 2001 Ouro Negro Independente
  • 2005 Moacir Santos - Choros & Alegria


sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Arranjadores Brasileiros: Luís Arruda Paes

  • Luís Arruda Paes foi um dos grandes arranjadores e orquestradores na época das grandes orquestras (anos 50 e 60). Nascido em São Paulo, em 1926, o maestro morreu em Praia Grande em 1999, há exatos dez anos. Ele participou da inauguração da TV no Brasil, em 1950, e foi presença marcante nos programas “Um instante, maestro”, de Flávio Cavalcanti, e “Almoço com as Estrelas”, com Ayrton e Lolita Rodrigues.

Durante as décadas de 50, 60 e 70, trabalhou com os mais renomados intérpretes nacionais, além de ter composto, a pedido de Duke Ellington, um arranjo especial para a música “Sophisticated Lady”, a ser executada em espetáculo na Broadway.


  • O maestro Luís Arruda Paes iniciou a carreira artística atuando como pianista da orquestra da Rádio Tupi de São Paulo. Em seguida, passou a atuar como pianista da Orquestra de Zezinho, que se apresentava na TV Tupi de São Paulo. Em 1952, ainda na TV Tupi, começou a atuar como maestro. No mesmo ano, passou a fazer arranjos para orquestra na mesma emissora.

Em 1956, fez a trilha sonora para o filme "O sobrado", de Walter George Durst. No mesmo ano, gravou pela Odeon o seu primeiro LP, "Brasil - Dia e noite", considerado um acontecimento no fonográfico tanto sob o aspecto artístico como no comercial, sendo lançado também na Argentina, no México, nos Estados Unidos e no Japão.

Também no mesmo período, gravou com sua orquestra o samba canção "Copacabana", de João de Barro e Alberto Ribeiro e o baião "Caruaru", de Belmiro Barrela. No ano seguinte, lançou o LP "Brasil de norte e sul", também pela Odeon.

  • Em 1958, recebeu o Disco de Ouro, prêmio oferecido pela gravadora Odeon. Em 1959, lançou em 78 rpm "Nossa bandeira", de sua parceria com Guilherme de Almeida e "Paris Belfort", de Antônio Farigoul e Guilherme de Almeida. Ainda no mesmo ano, lançou com sua orquestra e coro o fox "Mulher", de Custódio Mesquita e Sadi Cabral, o fox canção "Nada além", de Custódio Mesquita e Mário Lago e o samba-canção "Eu sei que vou te amar", de Antônio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes. Também no mesmo ano, lançou o LP "Piano romântico".

Em 1960, gravou o LP "Brasil moreno". Em 1961, gravou com sua orquestra e coro as músicas "I love Paris", de Cole Porter e "Calcutá", de Heino Gaze. No mesmo ano, lançou o LP "Itália eterna". Em 1962, acompanhou com sua orquestra e coro as gravações de Zezinho da TV no trompete nos fox "Noites de Moscou" e "Love letters", pela RCA Victor.

Em 1963, lançou o LP "Brasil é samba". Por essa época, passou a dirigir uma orquestra com 30 componentes da qual fazia parte também o conjunto vocal "Os Modernistas".

Em 1966, gravou o LP "Brasil, dia e noite, vol. 2", lançado nos Estados Unidos sob o título de "Dawn is approaching", com destaque para "A banda", "Sonho de um carnaval" e "Olê Olá", de Chico Buarque. Permaneceu na TV Tupi como maestro e arranjador até 1980.


  • A partir de 1981, transferiu-se para Praia Grande (SP), atuando como autônomo. Participou, como arranjador e regente, da Jazz Sinfônica de São Paulo, de 1989 a 1992. Assinou arranjos para gravações de vários artistas. Foi orientador de diversos maestros entre os quais, Chiquinho de Moraes e José Briamonte. Foi premiado sete vezes com o troféu Roquette Pinto, da TV Record (SP), tornando-se hors-concours.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Arte e Política!


  • Como falar de arte e cultura em um Estado onde prioridades básicas para a vida de seu povo são negligenciadas? Um estado onde o ideal esta distante de acontecer e a dura realidade tão próxima.
A história sempre mostrou que a arte e a política continuam com os mesmos embates. No século XIX, os teatros e salas de concerto eram freqüentados pelos nobres. Porém, classes menos favorecidas não tinham o mesmo acesso. Nos dias atuais, percebemos que pouca coisa mudou no tratamento da cultura como uma das necessidade humana.

No estado do Piauí a quantidade de artistas que vivem e se dedicam a arte é grande, a ponto de se perceber um número cada vez mais crescente de grupos que se formam para atuarem nos diversos segmentos culturais.
Pois bem, justamente neste momento, quando esperavamos uma maior valorização politica para a arte e a cultura de uma forma geral, eis que surge a noticia da extinção do único órgão público responsável pelas políticas culturais do nosso Estado.
  • Não que tudo estivesse bem por lá, as bandas de músicas tradicionais por exemplo foram esquecidas nesta administração, mas, extinguir a FUNDAC é um retrocesso. A quem pode interessar a falência da arte?
A arte tem caminhos a serem trilhados e o deve ser consciente. Menosprezar os artistas, mostra o quanto o nosso sistema de Educação está distante da Cultura. A Cultura que vem antes do “aletramento”, seja da criança ou do adulto que não teve condições sociais de aprendizado em tempo.

Prevalece a velha compreensão política brasileira: os equipamentos públicos seguem uma ordem de prioridades necessária para a vida do povo. Primeiro vem a barriga, depois a moradia. A cultura é artigo de terceira necessidade.
  • Esta é uma política que valoriza o corpo e esquece a mente. Onde está a Emoção?
Precisamos de políticos que coloquem na agenda o compromisso de acompanhar ou contratar “Técnicos e Gestores em Cultura” em suas assessorias, para assim direcionarem algumas leis de amplitude em favor de nossos municípios e mudar o cenário de investimento da cultura em favor dos fazedores de arte.
  • As estradas e ruas esburacam facilmente, com ou sem chuva, mas a Arte, a mais simples que fale de um povo e da sua cultura, atravessa gerações e tem significado que poderá dizer o quanto a sua comunidade foi valorizada pelos gestores públicos através dos nossos impostos.
A nossa cultura, embora muito rica, está sempre empobrecida!

Atualizando em 05/02/2011Após resolvido os boatos, dúvidas e rumores sobre a permanecia da FUNDAC cumprindo o seu papel de orgão público gestor das politicas culturais do estado do Piauí a qual o texto se refere, atualizamos a postagem utilizando um Documentário da TV Zumbido que foi produzido na posse da atriz Bid Lima como presidente do orgão.

Enaldo Jr: Sax In Jazz

  • Músico é aquele que professa a arte musical, tocando, compondo ou cantando. O saxofonista piauiense de Teresina (PI), Enaldo Jr. é um desses músicos que preenche esse conceito com intimidade de músico de sensibilidade profunda e de improvisador criativo, além de compositor, regente, arranjador e professor respeitado.
Enaldo Jr. é um músico viajado, tendo convivido com a música desde a infancia. Descendente de uma familia musical onde o pai era saxofonista profissional do Exercito Brasileiro, teve em sua infancia um ambiente puramente musical, onde o som dos grandes saxofonistas americanos e brasileiros predominava.
Mestre de uma nova geração de bons saxofonistas que surgem a cada dia na cidade de Teresina, Enaldo Jr. tem conseguido que esses novos músicos improvise com uma certa fluência e técnica. Esse trabalho tem transformado a qualidade músical dos novos instrumentistas da cidade e é resultado de sua devoção pelo Jazz como uma música aberta e livre.

  • Ao lado de Ademir Jr, Enaldo Jr é uma referência da música brasileira que tem contribuido muito para o surgimento de novos talentos na arte de tocar e improvisar como os grandes saxofonistas do universo musical.

domingo, 21 de novembro de 2010

O Dia do Músico

O Músico Edino Neiva - Presidente da OMB/PI e o Cantor My Brother
“Eu nasci com a música dentro de mim: ela me era tão necessária quanto à comida ou a água” (Ray Charles).

  • Comemora-se hoje, segunda-feira (22/11/2010) o dia do músico. Parabenizamos a todos que militam na música em todas as suas areas.
    Sem dúvida, um músico que lê a frase de Ray Charles se identifica imediatamente. O talento nato ou adquirido com estudo e técnica é uma forma de transcendência para o profissional da área: quando canta ou toca algum instrumento, não pensa em nada além da arte que está sendo realizada no momento. Não há limitações e impedimentos, apenas vontade e ação.

    Mas, a falta de regulamentação e valorização dessa arte faz com que muitos desistam pelo caminho, ou assumam a vocação apenas como hobbie ou trabalho esporádico. Não à toa, o dia do músico é comemorado em 22 de novembro, dia de Santa Cecília. A história da religiosa tem tudo a ver com esse contexto que, apesar das dificuldades, não impede a manifestação dos mais poderosos talentos.
    • Santa Cecília vivia no antigo Império Romano, onde os cristãos eram muito perseguidos. Por isso, ela foi condenada à morte por asfixia em um quarto de banhos quentes. Como era extremamente conhecida pela dedicação aos pobres, decidiram matá-la em casa e, assim, evitar protestos. Mas, para surpresa de todos, Cecília passou três noites entoando cantos de louvores a Deus. Sem alternativas, decidiram degolá-la. Mesmo perdendo as cordas vocais, ela continuou cantando enquanto agonizava, até a morte.
    Felizmente, não se permite mais tamanha ignorância em nosso tempo e, hoje a música é simbolo de alegria em quase todas as circunstância e, para o cantor, maestro ou instrumentista, a melhor recompensa é a receptividade do público.
    • Mais uma vez nossas homengens a todos nós músicos pelo nosso dia e pelo nosso trabalho!.

    segunda-feira, 1 de novembro de 2010

    Orquestra Nostalgia: Uma Big Band de Salão

    • A “Orquestra Nostalgia” nasce em 2006 liderada pelo maestro Rocha Sousa, como um grupo de estudos e em pouco tempo transformou-se em uma orquestra profissional experimentada que proporciona aos ouvintes de todas as faixas etárias e classes sociais, um repertório orquestrado com músicas que a mais de um século emociona as mais diversas gerações.

    Desde sua criação a “Orquestra Nostalgia” já realizou diversos shows, mostrando um repertório versátil, despido de qualquer tipo de preconceito, que inclui desde os temas das orquestras de salão tradicionais, entre outros estilos musicais consagrados.

    A “Orquestra Nostalgia” é composta por vinte músicos profissionais, todos compromissados com a qualidade da música popular. São cinco saxofones, um clarinete, quatro trompetes, três trombones, dois cantores, guitarra, teclado, baixo, bateria e percussão.

    • A apresentação da “Orquestra Nostalgia” contagia e emociona a todos com um show dinâmico nos mais diversos estilos consagrado pelas grandes orquestras de salões mundiais.

    No vocal a “Nostalgia” tem o cantor Chico Ratum um dos últimos cronner representante das grandes vozes das orquestras de salões, interpretando os clássicos românticos da música popular internacional com arranjos elaborados especialmente para sua voz.

    • A “Nostalgia” tem ainda a linda voz da cantora Mira que interpreta os grandes clássicos da música popular brasileira.

    quarta-feira, 27 de outubro de 2010

    Concertos Pelo Sertão

    • O Projeto Concertos Pelo Sertão levou a Orquestra Sinfônica de Teresina (OST) para uma série de apresentações didáticas, seguidas de debates, em nove cidades do semiárido nordestino, envolvendo os estados do Piauí (Valença, Picos e São Raimundo Nonato), Ceará (Crato e Juazeiro do Norte), Bahia (Juazeiro da Bahia e Remanso) e Pernambuco (Salgueiro e Petrolina). Todas as apresentações foram gravadas em vídeo e fotografadas para a produção de documentário e a edição de um livro, como contribuição à memória do projeto.
    A Orquestra Sinfônica de Teresina, composta por cerca de 70 músicos e musicistas (na maioria, jovens estudantes), funciona como uma grande oficina do aprendizado musical, desenvolvendo habilidades artísticas, descobrindo talentos, gerando emprego e renda e contribuindo com o desenvolvimento cultural, especialmente em Teresina, a capital do Piauí.

    O projeto foi idealizado pelo músico, compositor e produtor piauiense Gilvan Santos (estudante de políticas públicas), com o objetivo de levar concertos sinfônicos para cidades do interior da região Nordeste, como já foi dito anteriormente. Tal pleito, apresentado para concorrer a um edital da Petrobras,teve, após aprovação, a programação executada no período de 12 a 20 de novembro de 2010.
    • O projeto Concertos Pelo Sertão, realizado pela Orquestra Sinfônica de Teresina, foi selecionado pelo Programa Petrobras Cultural 2008/2009, na Linha Produção e Difusão em Música, e categoria Circulação de concertos de Música Brasileira.
    A ideia de implementar um projeto sobre a Orquestra Sinfônica de Teresina surgiu a partir de conversas entre o maestro Aurélio Melo e Gilvan Santos, no sentido de abrir caminhos para novas apresentações, e ganhou notoriedade quando Gilvan, admirador do trabalho desenvolvido pela orquestra, assistiu ao concerto realizado na Igreja de Nossa Senhora das Dores (Catedral de Teresina), na praça Saraiva.

    • A abertura do edital da Petrobras propiciou a que Gilvan Santos pudesse pleitear financiamento para a formalização de um circuito de execução de música erudita. Considerando o roteiro antes referido, das cidades inseridas no semiárido nordestino, daí o título "Concertos pelo Sertão".
    Esse roteiro foi pensado a partir de dois pontos distintos, que poderiam se tocar: a necessidade de ampliar o espaço de conhecimento do trabalho realizado pela orquestra e a carência de contato do sertanejo com a música sinfônica,ausente das programações das emissoras de rádio e, distante, assim, da experiência popular.
    • Concertos pelo Sertão aconteceu de 12 a 20 de novembro de 2010, com realização, pela Orquestra Sinfônica de Teresina, de uma série de apresentações didáticas, seguidas de debates, em nove cidades do semi-árido nordestino, abarcando quatro estados:

    Concertos Executados:
    12 de novembro de 2010, às 20 horas
    Valença – PI. Igreja Nossa Senhora do O. e Conceição
    13 de novembro de 2010, às 20 horas
    Picos – PI. Catedral Nossa Senhora dos Remédios.

    14 de novembro de 2010, às 20:30 horas.
    Juazeiro do Norte – CE. Basílica de Nossa Senhora das Dores

    15 de novembro de 2010, às 20 horas
    Crato – CE. Igreja Matriz

    16 de novembro de 2010, às 20:30 horas
    Salgueiro – PE. Igreja Matriz

    17 de novembro de 2010, às 20 horas.
    Petrolina – PE. Concha Acústica.

    18 de novembro de 2010, às 20 horas.
    Juazeiro – BA. Catedral de

    19 de novembro de 2010, às 20 horas.
    Remanso – BA. Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário.

    20 de novembro de 2010, às 20 horas.
    São Raimundo Nonato – PI. Igreja Matriz

    • Documentário: Concertos Pelo Sertão  
    • Texto e Informações: Abiel Bomfim

    terça-feira, 26 de outubro de 2010

    Nossos Pop's Star


    • O "História & Música no Piauí" não poderia deixar de apresentar neste espaço alguns dos destaques das nossas produções fonograficas. Independente do juizo cada um possa fazer acerca dos mesmos mas o único critério que utilizamos para listá-los foi o reconhecimento popular que cada um alcançou e que pode facilmente ser medido pelos numeros vendas de seus discos. Eles fazem parte da história da nossa musica popular.
    Roberto Miller, natural da cidade de Piracuruca, localizada no norte do Estado a 196Km da Capital Teresina. Nascido em 17.02.37, Miller iniciou a carreira astística em 1955, na rádio Timbiras de São Luís do Maranhão. Posteriormente migrou para o Rio de Janeiro e fez grandes sucessos, a nível nacional. Em seus shows sempre divulgava enaltecia o nome do Piauí. Gravou cerca de 50 LPs e 18 CDs.
    • Com seis discos de ouro tem entre seus grandes sucessos, dentre outros, as baladas românticas “Entre espumas”, “Numa mais brigarei contigo”, “Luz negra”, “velha moça” e “Farrado de calçado”.

    O "mega-estar" Raimundo Soldado (Santa Inês, 1946 — Timon, 17 de setembro de 2001) foi um cantor e compositor brasileiro de música popular. Seu primeiro disco (Raimundo Soldado e o Conjunto Grupo de Ouro - Abraçando Você) alcançou relativo sucesso nos anos 80 com a faixa-título e também "Você gosta de mim" e "Não tem jeito que dê jeito".
    • Raimundo Teles Carvalho nasceu na cidade de Santa Inês, no Maranhão, em 1946. Tornou-se conhecido como Raimundo Soldado devido ter servido ao exército, a exemplo de seu pai e de seus irmãos. Inicialmente as suas músicas tinham temática romântica, com um estilo musical que assemelhava-se a uma junção do pop a estilos típicos dos estados do Maranhão e Pará, como o Carimbó.

    Eloides "a ferinha" é maranhense radicada no estado do Piauí e fez sucesso em todo o norte e nordeste brasileiro no inicio da década de 80 com seu disco gravado pelo selo Sapucaia com a música "Vou Virar Uma Fera" e outras como "O Pinto Piou".
    Antonio Cearense, o saxofonista nascido na cidade de José de Freitas é uma raridade dentro do mercado musical piauiense porque conseguiu fazer sucesso na década de 80 dentro do restrito mercado da música instrumental brasileira em um tempo que as coisas eram muito mais dificil.
    • Antonio Cearense merece o nosso respeito independente de sua técnica mas muito mais pela sua música que tem a alegria da alma brasileira. O seu sucesso "Madrugada Alegre" já foi regravado por vários artistas e faz parte do repertório dos bons saxofonista brasileiro.
    Esta pesquisa continua aberta e aguarda a contribuição de outros colegas que possam aprimorá-la pelo bem da verdade e da nossa arte.
    • Antes gostaria de dizer que sei da existência de muitos outros colegas que gravaram seus discos mas como, estes, infelismente não utrapassaram as fronteiras do Parnaiba e das Serras Azuis que delimitam o nosso territorio piauiense.

    quinta-feira, 21 de outubro de 2010

    Arranjadores Brasileiros: Severino Araújo


    • Aos 8 anos, o menino Severino Araújo era reconhecidamente um fenômeno. Filho do mestre de banda Cazuzinha, ele era tido como "ouvido absoluto", capaz de ajudar o pai a dar aulas para seus instrumentistas, tomando-lhe lições. Trocava qualquer brincadeira por música. Aos 12 anos, dominava vários instrumentos de sopro e já compunha; aos 16, esboçava os primeiros arranjos.
    A história de Severino e da orquestra Tabajara, que viria a reger poucos anos depois - até 2005, os 88 anos, quando se afastou, dando lugar ao irmão, Jaime, saxofonista, de 85 - é contada em Orquestra Tabajara de Severino Araújo - A Vida Musical da Eterna Big Band Brasileira. O livro, de Carlos Coraúcci, está sendo lançado este mês pela Companhia Editora Nacional.
    A Tabajara é a mais longeva orquestra de baile do Brasil - está em atividade desde 1933. Nasceu na Paraíba, terra de Severino e sua família, inspirada em big bands americanas. Em 1945, veio para o Rio para brilhar nas rádios e nos salões de baile da então capital.
    • Gravou mais de cem discos, acompanhou os principais artistas brasileiros (Tom Jobim, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tim Maia), fomentou talentos de muitos músicos (o clarinetista Paulo Moura integrou seus quadros), apresentou-se para presidentes da República (Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek), pôs gerações de pés de valsa para dançar juntinho - Coraúcci estima que mais de 20 milhões de pessoas já tenham visto/ouvido suas apresentações, de Manaus a Porto Alegre, sem contar com as viagens ao exterior.
    O autor entrevistou mais de cem pessoas e se apoiou na boa memória de Severino e de seus irmãos, Jaime e Plínio, de 88 anos, baterista, e de outros músicos. Eles lembraram histórias deliciosas sobre grandes festas - dos 70 anos do escritor Ziraldo ao casamento do cantor Lobão. E também sobre a convivência com crooners célebres, como Elizeth Cardoso e Jamelão.
    Os 21 músicos da Tabajara - a maior parte, veteranos de cerca de 70 anos - seguem na ativa, embalando aniversários, formaturas e festas de réveillon, a cerca de R$ 10 mil por noite. A demanda já chegou a 30 por mês, mas hoje são dez. Jaime não reclama. "Tem bandas por aí que fazem mais barato, mas elas não são a Tabajara..."
    • Severino sempre adaptou os sucessos do momento para a sonoridade da orquestra. O problema é que guarda todos os arranjos na cabeça, o que agora dificulta um pouco para o irmão... "Ele nunca foi um purista", diz Coraúcci. "Tornou-se uma referência em todo o País, eu comprovei."

    segunda-feira, 18 de outubro de 2010

    No Tempo de "Seu Gosto Na Berlinda"

    • Seu Gosto na Berlinda era um programa de radio que existiu na radio Pioneira de Teresina no tempo que os clubes sociais eram os responsáveis pela realização das grandes festas dançantes na cidade de Teresina e toda região do Estdo do Piauí e Maranhão. Festas estas, animadas por muitos conjuntos musicais que divertiam a juventude de então e as famílias que com muita elegância freqüentavam estas festas que aconteciam durante os festejos de cada comunidade.
    A realidade que vivíamos há trinta anos atrás no mercado de entretenimento cultural da cidade de Teresina era muito diferente dos dias de hoje. Nossas festas eram chamadas de “tertúlias”, e os grupos musicais de “conjuntos” (hoje são “bandas”). Os “Bem Bens” da Paraíba e os “Milionários”, tinha os Cartolos e os Geniais que eram grandes conjuntos musicais de bailes recordista de público e referencia em nosso estado sendo muito respeitados por toda região nordestino pela qualidade musical que apresentavam.
    Para se ter uma idéia, há trinta anos, aqui no estado do Piauí o sinal da televisão não era captada nos municípios interioranos como hoje é. Vivíamos naquele momento uma realidade sócio-política e cultural um pouco diferente da que vivemos hoje. Era uma época que o radio tinha uma importância cultural muito grande em todo o Brasil.
    • É nesse contexto que a radio Pioneira de Teresina matinha o programa semanal "Seu Gosto na Berlinda" que era uma verdadeira revista cultural, informativa e musical apresentado pelo radialista Roque Moreira sempre das 14 às 15 hrs. Era um programa lider de audiência que tinha como foco principal divulgar as festas que eram programadas pelos clubes sociais das diversas localidades dos Estados do Piauí e Maranhão.
    Só para relembrar: veja abaixo a relacão dos principais conjuntos musicais que fizeram história em nosso estado naquela época.
    • Sambrasa, conjunto composto por alguns músicos do extinto Barbosa e acrescido de outros que estavam vindo do Ceará. A primeira formação do Sambrasa foi com: Edmilson Morais (bateria), Zezinho Ferreira (baixo). Colombo (guitarra), Antonio Simplício (acordeon), Linhares (sax), Bossa (piston) e Vicente (cantor). O sucesso do Sambrasa foi o mesmo, culminando na gravação de um LP nos estúdios da Orgacine, em Fortaleza.
    PS: Escrevi esse post para falar um pouco da história dos conjuntos de bailes mais famosos que atauvam no estado do Piaui durante a década de 70 e 80 do Sec. XX. Para tanto focamos como referência o programa do Roque Moreira da radio Pioneira de Teresina que era onde sabiamos onde cada um desses conjuntos tocariam.
    Infelismente mesmo tendo vivido um pouco desta época conheço pouco a história de cada um desses conjuntos, como: Brasa Sete, Os Cartolas, Os Geniais de Amarante, Os Metralhas, Embalo Jovem, Impacto Musical, Estrela do Norte, Os Drgões, Alta Tensão, Disparo 2000, Hermogens Som Pop, Os Seis Maranhenses, Os Bembens da Paraiba, Nonato e Seu Conjunto e tantos outros, mas ainda me falta informações mais segura e portanto estarei procurando alguns colegas que conhecem melhor essa história para colaborar com seu resgate.
    • Continuaremos posteriomente quando nossa pesquisa reunir mais dados sobre os conjuntos musicais que fizeram história em nossa região. A seguir veja alguns resgates de videos publicados no Youtube de gravações desta época.

    terça-feira, 12 de outubro de 2010

    Dona Leonides: A voz Lírica de Teresina

    • Leonides Donizete Lima Carvalho - Soprano lírica, reconhecida nacionalmente através de premiação do Concurso Banco Real Talentos da Maturidade, em Curitiba, no Ano de 2006. Entre mais de dez mil inscritos, ela ficou entre as cinco melhores vozes do Brasil. Na década de 60, em São Paulo, ficou em segundo lugar no concurso A Voz de Ouro ABC do Brasil.
    Cantora lírica de Teresina, dona Leó, como é mais conhecida, é uma das preciosidades que encanta a todos com a voz e um repertório de bom gosto, que inclui clássicos da música mundial e também a música popular brasileira.

    • Atuou no famoso Coral da Igreja Nossa Senhora do Amparo sob a direção da maestrina Maion Couto.


    Participou como solista acompanhado do Coral da Igreja do Amparo e da Banda dos Fuzileiros Navais do Rio de Janeiro no I Congresso Eucaristico realizado na cidade de Teresina de 1960.
    • O História & Música no Piauí esteve conversando com Dona Leó e colheu muitas informações sobre a história da nossa música. Confira no video a entrevista com Dona Leó.

    quarta-feira, 22 de setembro de 2010

    O Acervo Musical da Banda PMPI

    • É crescente o interesse pela recuperação dos arquivos musicais manuscritos no Brasil, principalmente com relação às bandas de músicas. Sem dúvida isto é um importante passo na preservação da memória musical nacional, por permitir a redescoberta e a difusão de obras inéditas de compositores locais das diversas regiões do nosso país.

    O post atual traz a tona uma preocupação com a presevação dos arquivos de partituras das bandas de músicas e como estas tratam sua documentação musical no dia a dia. Os arquivos das bandas de musica centenarias brasileiras são rico em material, e pouco explorado em termos de pesquisa, e que pode ser considerada uma área de extrema importância para tornar a música brasileira conhecida, disponível, divulgada, executada e, enfim, viva.

    • No Piauí uma das bandas de música centenária que tem em seus arquivos uma quantidade significativa de obras que vem aos pouco se perdendo, vítima do anonimato, é a banda da PMPI. São manuscritos se deteriorando pelo tempo, pela umidade, pelos fungos, pelo apagamento das tintas utilizadas na escrita, pelo manuseio.

    O arquivo musical da banda de música PMPI é um riquíssimo acervo, a padecer pela falta de investimentos em pesquisa, restaurações, revisões e, principalmente, edições, execuções públicas, registros fonográficos e, claro, pela falta de um projeto cultural eficiente para descobrir este patrimônio, levando estas obras ao grande público.

    • Gostaria de salientar que temos feito dentro do Arquivo da Banda PMPI um trabalho de “garimpo” dessas partituras, já há um relativo período de tempo, e temos descoberto muitos compositores e obras inéditas desconhecidas do público piauiense. Desta pesquisa podemos destacar: O resgate das obras do compositor Sebastião Simplicio; O resgate da música mais antiga escrita por um compositor piauiense [marcha São José das flores de Cornélio Pimheiro]; e Catalogação de todo o acervo de obras dos compositores piauiense do sec. XX.

    terça-feira, 31 de agosto de 2010

    Aboio "O Canto do Sertanejo"


    • Mário de Andrade define o aboio como “um canto melancólico com que os sertanejos do Nordeste ajudam a marcha das boiadas. É antes uma vocalização oscilante entre as vogais A e Ô. A expressão de impulso final “Oh dá!” também muda para “Êh, boi!”. (M. Andrade, As Melodias do Boi, 1987, p. 54).

    "Foi no sertão do Piauí / Lá na fazenda Xixá / Que o Boi valentão fez fama / Assombrado o povo do lugar. Ê boi Ôi..."

    Mario de Andrade ao definir o conceito do verbo aboiar e do aboio, não se refere ao aboio como um canto de trabalho, mas o define num plano musical, ou seja, as manifestações desse canto sob a influência das emoções, com gritos interfectivos, ora servindo para acalmar os animais, ora servindo para chamá-los. Embora com significados semelhantes, ele distingue o verbo aboiar do aboio. O primeiro é destituído de palavras com simples vocalizações, como: “boi”, “êh boi”; e o outro é o canto constituído de estrofes e toadas livres.

    • O canto dos aboiadores é entoado numa linha melódica livre, conforme a fantasia ou a realidade do vaqueiro. É feito por interjeições que têm a função de disciplinar o gado no mesmo passo, na mesma cadência. Mas há também os aboios cantados em versos livres.

    O aboio é um canto improvisado pelos vaqueiros. Quando estão no campo, sente-se que há uma conexão com a natureza e o gado. É um canto longo e melancólico, cuja tristeza emana da alma do vaqueiro, principalmente no cair da tarde, quando traz o gado de volta ao curral.

    Exemplo de um aboio religioso:

    • Eu agora vivo feliz
      E preste bem atenção
      Eu falo do padroeiro
      Da minha vida mais não
      Tou falando da Igreja
      É de São Sebastião3
      Êh... ôi...

    Lá tem um Livro Sagrado
    A padroeira também
    Chama Santa Terezinha
    Muito a ela eu quero bem
    Eu vou versar pra vocêi
    Todo mundo me quer bem
    Êh... ôi...

    • Na cidade de Curimataú
      Tem um Cruzeiro Sagrado
      Uma pedra eu vi ali
      Hoje tem nela gravado
      Que o São Sebastião
      Tem poder e tá confirmado reiiiii boi
      Ôi...

    3 - São Sebastião é considerado o protetor contra a peste, a forme e a guerra.

    • No video abaixo um vaqueiro entoa um aboio autêntico com uma interpretação e timbre que lembra muito meu avô Lalau Estevam que era um famoso vaqueiro e aboiador do municipio de José de Freitas - Pi (região da Palmerinha), aproveito para dedicar este post em sua memoria.

    • Reconhecer o valor do nordestino é reconhecer nosso proprio valor, da nossa cultura, da simplicidade e da fé da nossa gente, vivo e amo ser nordestino. Pertenço a este povo que nos dá exemplo de força. AMOO o NORDESTE e com orgulho SOU NORDESTINO.

    sábado, 7 de agosto de 2010

    Campeonato Elege Melhores Bandas de Teresina


    • O texto deste post é uma materia que foi publicada em 19 de julho de 2008 no Blog Portal das Ruas do Site TERRA, com o titulo: "Campeonato Elege Melhores Bandas de Teresina", assinada pelo jornalista Iuri Rubim. Transcrevi-a na integra porque a mesma registra o momento auge de um trabalho de revitalização e valorização das bandas de músicas que há anos vinha sendo realizado na cidade de Teresina com total apoio da Prefeitura. Aproveito para colocar as fotos do evento que o texto se refere.

    CAMPEONATO ELEGE MELHORES BANDAS DE TERESINA - Iuri Rubim

    "Neste final de semana (19 e 20 de julho), 23 bandas de concerto do Piauí vão se enfrentar numa competição musical. É o I Campeonato Estadual de Bandas do Piauí. Em disputa, a oportunidade de competir com as melhores bandas do país no 15° Campeonato Nacional de Bandas e Fanfarras, que será realizado em Setembro, na cidade de Barra Mansa – RJ.

    • - As bandas musicais de concerto – explica um dos organizadores do concurso, maestro Rocha Sousa – eram antigamente as bandas de coreto, que desceram e se apresentam agora em qualquer lugar. Têm três famílias de instrumentos: os de madeira (flautas, clarinetes, saxofone); metais (trompetes, trombones, trompas, tubas e eufônios) e percussão (prato, tambor etc.). Têm entre 25 a 45 integrantes, a depender de sua formação.

    A partir das 16h deste sábado, a Praça do Fripisa será tomada por cerca de 700 músicos. Ao longo desses dois dias, eles vão se exibir para um júri especializado que avalia critérios como afinação, postura, uniformidade, regência, peça, dentre muitos outros, nas categorias infanto-juvenil, juvenil e sênior. Cada banda tem 15 minutos para apresentar duas músicas.

    • - Aqui no Nordeste, tem muita disputa de compadre. Cada um diz que é melhor que o outro dentro em seus próprios parâmetros. Com um regulamento único, todos têm que se enquadrar – diz o maestro Rocha Sousa, um dos coordenadores do campeonato.

    O maestro explica os benefícios da competição:

    • - A gente quer fazer um pouco como nas competições esportivas em que mesmo as escolas das favelas vão para as competições com os melhores uniformes. Com banda isso não acontece. Então, esperamos que o espírito de competição faça a mesma coisa que no esporte. A banda representa a escola, a comunidade e com certeza cada uma delas vai se esforçar para fazer isso da melhor forma - argumenta.

    Presente como jurado no campeonato nacional em 2007, o maestro afirma que musicalmente, estamos mais ou menos entre os melhores colocados - entre o terceiro e o quinto lugares”. Mas insiste na tecla da apresentação: “Não conseguimos mudar a cabeça dos políticos, gestores em relação à apresentação das bandas. Nisso ainda ficamos muito para trás”.

    Entretanto, a realização de um campeonato estadual, pela primeira vez provoca algumas mudanças de atitude. “Já mudou: teve banda que cobrou pedágio na rua, algumas escolas investiram em melhores uniformes. Desta vez vai ser diferente”, afirma Rocha Sousa.

    Mas o campeonato também serve para promover o intercâmbio entre os músicos e aprimorar métodos e técnicas musicais. “Tem também esse espírito de congraçamento”, destaca o maestro.

    • Alheio às disputas, o público piauiense agradece. O campeonato é uma ótima oportunidade para assistir a um tipo de música pouco comum, mas de muita qualidade. “Aqui em Teresina, temos uma boa tradição de bandas”, diz o maestro Rocha Sousa. “Estamos no mesmo nível do Sudeste”.

    20 ANOS DE EDUCAÇÃO MUSICAL

    Dos grupos participantes, 21 são mantidos pela Prefeitura Municipal de Teresina, através da Fundação Cultural Monsenhor Chaves. A maioria faz parte do projeto Bandas-Escolas, que, em 2008, comemora 20 anos de permanente atividade como um dos mais importantes centros de formação de instrumentistas para a música do Piauí e região.

    Foram mais de quatro mil alunos atendidos pelo projeto, cuja matrícula regular registra 750 alunos atualmente.

    • - A gente tinha uma tradição muito forte de bandas até os anos 60. Lembra do Chico? “para ver a banda passar”? Mas na década de 70 começou a cair no Brasil inteiro. Aí um prefeito da nossa cidade, em 1988, lançou um olhar nostálgico para resgatar essa tradição. Começou com 10 bandas-escolas – eu fui um dos primeiros integrantes. Aliás, são os primeiros alunos que hoje movimentam o projeto – lembra o maestro.

    Ele explica que a iniciativa foi responsável pelo crescimento musical da cidade e a formação de um cenário musical paralelo.

    • - As pessoas de fora ficam abismadas quando conhecem a qualidade musical de Teresina. Poucas cidades fora do Sudeste têm clubes de choro. Nós temos um aqui, temos bailes tradicionais. Teresina tem três big-bands!

    Rocha Sousa defende que, além de revelar talentos, o processo de formação musical é importante porque atinge diretamente uma faixa etária suscetível a várias formas de violência e cuja densidade populacional é muito alta em Teresina. “É uma bela forma de ocupar os jovens”, diz.

    • A prefeitura de Teresina vai dobrar o número de bandas do projeto em 2008. Neste momento, estão sendo licitados equipamentos para mais 20 bandas. “Estamos com o mesmo espírito de 20 anos atrás”, comemora o maestro Rocha Sousa."
    Confira a materia na integra no portal Terra.

    http://iurirubim.blog.terra.com.br/category/agenda/page/25/

    sexta-feira, 6 de agosto de 2010

    Banda Municipal de Parnaíba-Pi

    • A Banda Municipal de Parnaíba iniciou sua história músical no ano de 1886, e tinha como maestro o músico clarinetista e compositor Pedro José Braga. Ele também era mestre de obras e manteve a banda até 1918, quando o administrador público Nestor Gomes Veras adquiriu mediante compra os instrumentos do maestro.

    Estava institucionalizada a “Banda de Música Municipal de Parnaiba - Pi”.

    Em 1917 o Interventor Nestor Veras autorizou a construção do Largo da Matriz (hoje Praça da Graça) e neste mandou erigir um coreto onde a Banda passou a fazer retretas para animar a população nos fins de semana.

    • Ao longo de sua história a banda teve ainda como regentes Almir Araújo e Francisco de Assis Aguiar (Mestre Zullite). Hoje a banda tem um quado composto de 28 músicos e está presente no cotidiano da cidade, sendo vista com freqüência nas mais diversas solenidades cívicas e culturais.


    FONTE DE PESQUISA: “A Banda Municipal de Parnaíba” Um patrimônio histórico e cultural. Livro editado em 2007 por Mauro Junior R. Sousa

    quarta-feira, 4 de agosto de 2010

    O Som da Minha Infancia

    • Se existe uma trilha sonora para minha infancia com certeza ela é feita com as músicas dos velhos discos longs plays instrumentais da discoteque de meu pai. Ele sempre ouvia uns discos instrumentais diferentes em sua radiola sonata valvulada de uma caixa só, de som mono, e sempre repetia as faixas musicais dos mesmos discos durante todo o dia, em todos os finais de semana, durante anos a fio.

    Confesso que na época, no inicio não gostava muito do tipo de música que ele ouvia, mas com o tempo fui aprendendo a gostar e hoje reconheço que esta vivencia serviu muito para esculpir e modelar meu gosto musical pela boa música instrumental.

    • Vejamos agora alguns dos principais discos instrumentais da discoteque do meu pai e que sonorizava a minha infancia.

    Hebert Albert e Sua Maravilhosa Orquestra "Tijuana Brass"
    O famoso disco "Creme Batido"

    A imortal orquestra americana do maestro "Glenn Miller"

    Esse lp do grande saxofonista "Moacyr Silva" ainda hoje continua sendo uma referência no estilo samba bossa instrumental.

    Ivanildo "Sax de Ouro" sem dúvidas era um dos que mais rodava na sonata do velho.

    E para encerrar a seção dos discos clássicos instrumentais da discoteque do meu pai: Saraiva "O Rei do Sax Soprano". Um dos bons mestres da música brasileira reconhecido até hoje com suas classicas composições presente no repertório dos grandes saxofonistas brasileiros que o jazz ainda não corrompeu.

    Vejo que os discos do velho permaneceram, as músicas também, e estão cada vez mais próximas. São referências que somado-se a outras, contribuiram muito na escolha do caminho que resolvir trilhar.

    • Hoje ao ouvir os discos do velho, não posso deixar de reconhecer o valor de seu gosto musical em um tempo que o iê iê iê já causava um enorme estrago no gosto musical da maioria da população brasileira.

    quinta-feira, 29 de julho de 2010

    Maestro Rocha Sousa


    Maestro Rocha Sousa
    • Antonio Carlos ROCHA SOUSA é músico-militar integrante da Banda de Música da Policia Militar do Estado do Piauí, atuando como regente, compositor e arranjador. Atua também como regente e instrutor dos Projetos Bandas-Escolas na cidade de Teresina e União-Pi. É um mestre de banda com vasta experiência em música militar, folclórica e popular.

    Piauiense, nascido em 1967 na cidade de José de Freitas-PI, iniciou sua formação musical em 1987, na Banda de Música da Policia Militar do Estado do Piauí. Estudou Instrumentação, Orquestração e Arranjo para Banda com o Mestre Elton Oliveira na Banda da PMPI de 1988 a 1990.
    • Estudou Regência Musical e Harmonia Tradicional com o Maestro Reginaldo Carvalho na UFPI em Teresina-Pi, de 1990 à 1996; Harmonia Funcional e Arranjo Para Música Popular com o Mestre Ian Guest na EMB em Brasilia-DF, em 1993;
    Método de Ensino Coletivo Para Bandas de Música com o Prof. Joel Barbosa em São Paulo-SP, em 1999. Atualmente tem como orientador em seus trabalhos para big band o maestro e pianista jazzistico Luizão Paiva.
    Rocha Sousa e Prof. Dr Joel Barbosa [UFBA]
    • Rocha Sousa tem se destacando dentro do cenario musical brasileiro, como um dos que trabalham para perpetuar e promover a tradição musical brasileira, principalmente no que diz respeito às bandas de música. Tem uma produção musical especialmente voltada para banda de música, big bands, banda sinfônica e grupos de sopro cameristicos.
    Rocha Sousa e Maestro Carlos Binder [Banda Lira de Mauá - SP]
    Dentre os trabalhos desenvolvido pelo maestro Rocha Sousa destacamos aqui a fundação em 1991 na cidade de Teresina, com alunos de ensino fundamental de uma Escola Pública Municipal a Banda de Música do Escolão do Bairro Mocambinho. É membro da equipe de professores da Escola de Música EMAP/UFPI em Teresina [prática de conjunto em Big Band].

    Rocha Sousa e Luizão Paiva, Bebeto e Enaldo Jr [Equipe de Professores EMAP/UFPI]
    • O trabalho desenvolvido na banda do mocambinho revolucionou tudo que já havia sido feito na cidade até então. Os músicos ali formados tinham um novo perfil técnico profissional que os deixava prontos para atuarem no mercado de trabalho em qualquer formação que atuasse com música popular.
    Esse foi o diferencial que transformou a banda do Escolão Mocambinho em modelo para o projeto da Prefeitura de Teresina que utiliza a banda de música como ferramenta de musicalização.
    • Como compositor e arranjador, as obras do maestro Rocha Sousa, tem alcançado lugar de destaque no repertório das bandas de música civis e militares dos diversos estados brasileiro.


    • Apresentação da Banda Municipal Maestro Victal Reis de Monte Alegre de Minas, sob Regência do Maestro Leonardo Reis na cidade de Araporã - MG no dia 26/09/2010 com a música "Roberto Carlos e suas Canções", arranjo do maestro Rocha Sousa.



      • Banda Sinfônica 16 de Agosto da Prefeitura de Teresina-Pi apresentando a peça "Rapsódia Sertaneja" de autoria do maestro Rocha Sousa. Concerto Realizado no Teatro João Paulo II, na cidade de Teresina, em Out de 2008.


      • Banda do 25 BC - Teresina -Pi [Concerto em 25 de Agosto 2007]; Arranjo e Regência: Rocha Sousa; Solista: Emyllia Santos; Música: Saxofone Porque Choras

      Acervo de Obras do Maestro Rocha Sousa disponiveis nos links abaixo:
      • Composições Para banda de Música
      • Arranjos Para banda de música tradicional
      • Arranjos Para banda de sinfônica
      • Arranjos Para Big Band
      • Arranjos Para Grupos Cameristicos